O documentário é composto por depoimentos de artistas e acadêmicos como o professor Kabengele Munanga, que discutem a existência e a presença da cultura negra na contemporaneidade. A obra trilha caminhos poéticos fundamentados na ancestralidade, nas memórias marcadas em corpos que dançam histórias, movimentações estéticas, políticas e sonoras, oriundas das diásporas africanas no Brasil e outros desdobramentos urbanos embricados pela transculturalidade. Conta, ainda, com depoimentos de importantes personagens das artes, que discutem a presença da cultura negra na contemporaneidade, bem como os diversos paradoxos encontrados no ambiente de uma sociedade marcada por uma tradição racista e escravocrata.
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Quis muito ter gostado: alguns entrevistados são ótimos e a abordagem identitarista do tema é mui necessária na conjuntura repressora (disfarçada de mui liberal) da atualidade. Entretanto, o maior defeito do filme está explicitado em seu próprio título: a ambição totalizante. Promete a entrega de uma tese histórica sobre o assunto, oferta-nos um relatório acadêmico sobremaneira situado acerca de experiências de ensino postas em prática na Universidade Federal da Bahia. É quase um produto de extensão, sem preocupações com a linguagem cinematográfica, a ponto de um dos co-diretores entrevistar a si mesmo logo no início. Para piorar, quando as apresentações de dança são mostradas, a montagem é picotada, a duração é desrespeitada, a imersão percussiva do espectador é interrompida. Por mais que não seja um documentário ruim de ser visto - temos a impressão de estar diante de uma reportagem televisiva em longa-metragem - enquanto cinema, é absolutamente equivocado. Uma pena: o debate advindo dele é mais que urgente! (WPC>)
Muito ruim.. não recomendo