O filme acompanha em um estilo quase documental alguns meses na vida de Dah e Jocelyn, dois negros que treinam galos para rinhas ilegais no porão de uma sombria casa noturna suburbana na França.
Com jeitão documental e roteiro carente de fertilidade, esta fita afaga e apedreja, tanto na violência quanto na sutileza, os adoradores de briga de galos na mesma intensidade. Além de pincelar cinicamente a difícil arte de sobreviver dos emigrantes na França desde sempre. Acompanhando o beninense Dah (Isaach De Bankolé) e o caribenho Jocelyn (Alex Descas), a obra se desenvolve sem surpresas, porém, cheia de asteriscos e poesias nas entrelinhas. Como o personagem Jocelyn, que quase não fala mas, com seus olhos e corpo, denuncia desconfortavelmente um aprisionamento de abalar o espectador - sua deterioração mental é um estupendo estudo de caso. As cenas sombrias das rinhas sangrentas também são magistrais, aludindo-as ao período neolítico. Um esquecido filme com ares de alegoria através de uma câmera portátil.
Meia-sola. Em tempos de outros longas franceses da mesma época também ditos "socialmente contestadores", como LA HAINE e ACONTECEU PERTO DA SUA CASA,esse aqui acaba sendo mais do mesmo. Não se decide muito entreter uma pegada "documental" ou as doses esporádicas de narração over.
Sofri. QUE FILME TENSO DO CARALHO. O tempo todo tava esperando a merda bater no ventilador, e justo, pq me senti confinada na narrativa, no espaço estreito da mesma, andando em circulos, Q NEM A PORRA DOS GALOS. E sim, desviei o olho nas lutas, ESCUTA AQUI COMO ASSIM OS BICHO N FORAM MACHUCADOS NAS FILMAGENS, TÁ DE ZUA CA MINHA CARA NÉ? De qualquer forma o final não é exatamente brochante, nem de mensagem, nem irritou, não sei, pq vcs são assim macho??????? HAHAHAHAHA. Como no filme anterior da Denis que vi, ainda me incomoda o olhar colonizador da mulher branca nesse rolê. Preciso ver mais dela ou ler revisão de gente q entende de cinema pra lidar.
Do meu: Li homoerotismo, xenofobia, e gana do conceito de masculinidade. dos adoecer de carência nessas, em não saber comunicar ou atravessar. Colonizador branco o dono do rolê, o projeto de pai branco. etc, etc.
"Toni é uma mina estranha. Às vezes ela nos visita para olhar os galos. Eu não sei o que a intriga mais: nós ou os galos. Jocelyn falou pra ela ficar longe deles. Ela é má influência. Uma fêmea é uma fêmea. É hormonal. Jocelyn tem uma teoria sobre isso. Fêmeas ditam o comportamento masculino. Uma galinha enjaulada dá umas vibrações ruins para os galos. Incomoda-os. Deixa eles agitados. Nós mantemos distância também".
A primeira impressão é de algo bem maior do que uma reflexão de questões pós-coloniais. O filme estabelece uma dinâmica muito vigorosa entre homem e animal, entre racionalidade e irracionalidade. Evidenciada pelo roteiro, mas principalmente pela cinematografia. A sequência em que Jocelyn dança Buffalo Soldier com o galo é muito bonita.
Estilo e narrativa documental deu muita moral ao longa na época de seu lançamento.
Com jeitão documental e roteiro carente de fertilidade, esta fita afaga e apedreja, tanto na violência quanto na sutileza, os adoradores de briga de galos na mesma intensidade. Além de pincelar cinicamente a difícil arte de sobreviver dos emigrantes na França desde sempre. Acompanhando o beninense Dah (Isaach De Bankolé) e o caribenho Jocelyn (Alex Descas), a obra se desenvolve sem surpresas, porém, cheia de asteriscos e poesias nas entrelinhas. Como o personagem Jocelyn, que quase não fala mas, com seus olhos e corpo, denuncia desconfortavelmente um aprisionamento de abalar o espectador - sua deterioração mental é um estupendo estudo de caso. As cenas sombrias das rinhas sangrentas também são magistrais, aludindo-as ao período neolítico. Um esquecido filme com ares de alegoria através de uma câmera portátil.
Meia-sola. Em tempos de outros longas franceses da mesma época também ditos "socialmente contestadores", como LA HAINE e ACONTECEU PERTO DA SUA CASA,esse aqui acaba sendo mais do mesmo. Não se decide muito entreter uma pegada "documental" ou as doses esporádicas de narração over.
Sofri. QUE FILME TENSO DO CARALHO. O tempo todo tava esperando a merda bater no ventilador, e justo, pq me senti confinada na narrativa, no espaço estreito da mesma, andando em circulos, Q NEM A PORRA DOS GALOS. E sim, desviei o olho nas lutas, ESCUTA AQUI COMO ASSIM OS BICHO N FORAM MACHUCADOS NAS FILMAGENS, TÁ DE ZUA CA MINHA CARA NÉ? De qualquer forma o final não é exatamente brochante, nem de mensagem, nem irritou, não sei, pq vcs são assim macho??????? HAHAHAHAHA. Como no filme anterior da Denis que vi, ainda me incomoda o olhar colonizador da mulher branca nesse rolê. Preciso ver mais dela ou ler revisão de gente q entende de cinema pra lidar.
Do meu: Li homoerotismo, xenofobia, e gana do conceito de masculinidade. dos adoecer de carência nessas, em não saber comunicar ou atravessar. Colonizador branco o dono do rolê, o projeto de pai branco. etc, etc.
#52FilmsByWomen (36)
"Toni é uma mina estranha. Às vezes ela nos visita para olhar os galos. Eu não sei o que a intriga mais: nós ou os galos. Jocelyn falou pra ela ficar longe deles. Ela é má influência. Uma fêmea é uma fêmea. É hormonal. Jocelyn tem uma teoria sobre isso. Fêmeas ditam o comportamento masculino. Uma galinha enjaulada dá umas vibrações ruins para os galos. Incomoda-os. Deixa eles agitados. Nós mantemos distância também".
A primeira impressão é de algo bem maior do que uma reflexão de questões pós-coloniais. O filme estabelece uma dinâmica muito vigorosa entre homem e animal, entre racionalidade e irracionalidade. Evidenciada pelo roteiro, mas principalmente pela cinematografia. A sequência em que Jocelyn dança Buffalo Soldier com o galo é muito bonita.