"There's a darkness in you, Mary Ann". Primeiro eu gostaria de parabenizar a Joanne Froggatt pela performance maravilhosa nessa micro-série. A personagem da Mary Ann é o simétrico oposto da Anna Bates em "Downton Abbey", e a atriz interpretou ambas brilhantemente. Achei a fidelidade do seriado para com os eventos reais muito acurada, em dois episódios os produtores conseguiram nos passar uma crônica bem detalhada da vida dessa mulher intrigante; uma das primeiras assassinas da história a ter um comportamento correspondente ao que hoje se chama "serial killer". Dito isso, eu achei que o diretor forçou demais o lado "girl power", feminista da Mary. É justamente a falta de informações precisas de como era a personalidade dessa mulher que proporciona a qualquer produtor ou diretor moldar o caráter de Mary Ann Cotton, fazendo dela uma mulher fria e sem remorso, ou, como no caso desse seriado, uma mulher em busca de independência em uma sociedade fundamentalmente patriarcal e sexista, como era a Era Vitoriana, Enquanto eu achei essa ideia super interessante - dar um aspecto de humanidade a uma pessoa capaz de cometer tantos assassinatos quanto Mary Ann foi acusada.-, eu não acho que tenha colado muito. Continuo sob a impressão de que havia mais de uma sociopata em Mary do que de uma mulher lutando por sua libertação das normas da sociedade. Apesar disso, gostei bastante dos dois episódios, e foi legal saber um pouco mais sobre a vida de uma das primeiras serial killers da Grã-Bretanha.
Elenco afinado, reconstrução de época detalhada e história envolvente, deixam Dark Angel com um charme gigantesco. Mary Ann é enigmática e o roteiro engrandece essa personagem a cada minuto.
Diferente do primeiro episódio, o segundo e último desenvolveu os acontecimentos de uma forma mais apressada, mas nada que prejudique muito a qualidade da minissérie como um todo. Mary Ann Cotton vitimou muitas pessoas e incluir a maioria desses assassinatos em apenas dois episódios não deve ter sido uma tarefa fácil. ITV, assim como BBC, são notáveis em praticamente tudo que fazem, com destaque para as séries de época. Com "Dark Angel" não foi diferente. Muito bem produzida e com ótimas atuações de todo o elenco.
Uma das partes mais tocantes foi a morte de Isabella. Não entendi porquê Mary desistiu tão facilmente de reconquistar James Robinson. Essa parte ficou mal explicada.
A minissérie me deixou com vontade de saber mais sobre a história de Mary Ann Cotton. Uma pena que não exista muito material em português sobre o assunto.
Maratonei essa série. 18/01/21. Não sabia dessa história, acabei lendo mais no wikipédia sobre ela...que mortandade ela provocou... Muito boa a série.
"There's a darkness in you, Mary Ann". Primeiro eu gostaria de parabenizar a Joanne Froggatt pela performance maravilhosa nessa micro-série. A personagem da Mary Ann é o simétrico oposto da Anna Bates em "Downton Abbey", e a atriz interpretou ambas brilhantemente. Achei a fidelidade do seriado para com os eventos reais muito acurada, em dois episódios os produtores conseguiram nos passar uma crônica bem detalhada da vida dessa mulher intrigante; uma das primeiras assassinas da história a ter um comportamento correspondente ao que hoje se chama "serial killer". Dito isso, eu achei que o diretor forçou demais o lado "girl power", feminista da Mary. É justamente a falta de informações precisas de como era a personalidade dessa mulher que proporciona a qualquer produtor ou diretor moldar o caráter de Mary Ann Cotton, fazendo dela uma mulher fria e sem remorso, ou, como no caso desse seriado, uma mulher em busca de independência em uma sociedade fundamentalmente patriarcal e sexista, como era a Era Vitoriana, Enquanto eu achei essa ideia super interessante - dar um aspecto de humanidade a uma pessoa capaz de cometer tantos assassinatos quanto Mary Ann foi acusada.-, eu não acho que tenha colado muito. Continuo sob a impressão de que havia mais de uma sociopata em Mary do que de uma mulher lutando por sua libertação das normas da sociedade. Apesar disso, gostei bastante dos dois episódios, e foi legal saber um pouco mais sobre a vida de uma das primeiras serial killers da Grã-Bretanha.
Que mulher do Themôneo!
Elenco afinado, reconstrução de época detalhada e história envolvente, deixam Dark Angel com um charme gigantesco. Mary Ann é enigmática e o roteiro engrandece essa personagem a cada minuto.
Diferente do primeiro episódio, o segundo e último desenvolveu os acontecimentos de uma forma mais apressada, mas nada que prejudique muito a qualidade da minissérie como um todo. Mary Ann Cotton vitimou muitas pessoas e incluir a maioria desses assassinatos em apenas dois episódios não deve ter sido uma tarefa fácil. ITV, assim como BBC, são notáveis em praticamente tudo que fazem, com destaque para as séries de época. Com "Dark Angel" não foi diferente. Muito bem produzida e com ótimas atuações de todo o elenco.
Uma das partes mais tocantes foi a morte de Isabella. Não entendi porquê Mary desistiu tão facilmente de reconquistar James Robinson. Essa parte ficou mal explicada.
A minissérie me deixou com vontade de saber mais sobre a história de Mary Ann Cotton. Uma pena que não exista muito material em português sobre o assunto.