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Duração
A imensidão do homem é um lugar suspenso no tempo, margeado por céu, terra, rio e mar. Das águas que passam é um filme de memória. Rodado na foz do rio Doce meses antes de ocorrer o rompimento da barragem de rejeitos de mineração e este ser devastado pela lama tóxica, um dos maiores impactos ambientais da história brasileira.
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Gosto muito de um trabalho posterior do diretor e, perante a magnificência técnica deste curta-metragem, os elogios deveriam ser mui numerosos: a habilidade fotográfica e o senso de localização do olhar (em detrimento de outras "deslocalizações" pontuais e programadas) fazem com que os méritos desta obra sejam imediatamente detectados e valorizados. Porém, a experiência cinematográfica passa também por um contrato duplamente mediado, em que o arcabouço sentimental e intelectual do espectador se conecta com a obra, criando um efeito de continuidade que se instala na mente, como o filme em si, à guisa de experiência definitiva. Neste sentido, não funcionou tanto comigo, visto que, através do que é mostrado, não compreendi a conjuntura de tragédia fluvial que instalou-se naquelas paisagens, e que voltaria como matéria-prima do excelente MARGEADO. Reitero a minha admiração pelo realizador, não obstante assumir a defasagem espectatorial em relação a este curta-metragem primevo, que concorreu no Festival de Berlim. Não foi por acaso! (WPC>)
Uma obra-prima.
Me fez recordar um pouco do Velho e O mar...
Eu já queria ver, mas também é muito bom saber que foi aceito para o Festival Berlinale.