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Data de lançamento
25 Fev. 2022Duração
Com 30 anos e vivendo uma vida longe da que imaginava, Anita (Camila Queiroz) ganha a misteriosa oportunidade de voltar aos seus quinze anos quando certo dia acorda em seu primeiro dia de colegial. Com uma cabeça de 30 no corpo de uma adolescente de 15, Anita (Maísa Silva) tentará escrever seu próprio final feliz em meio a amores impossíveis, amizades desfeitas e atritos familiares.
Baseada no romance homônimo de Bruna Vieira.
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A primeira temporada de De Volta aos 15 é leve, divertida e deliciosa de assistir. A série transporta para os anos 2000 com ambientação, figurinos e trilha sonora daquela época impecáveis, enquanto a narrativa simples e cotidiana prende sem esforço. Camila Queiroz e Maisa brilham, e o restante do elenco também cumpre muito bem seu papel. Uma produção perfeita para relaxar, se distrair e aproveitar sem pensar demais.
Gostei bastante, mas o final da temporada não me agradou tanto assim
muito gostosinha
Quando eu vi o primeiro episódio dessa série, eu achei ruim, dolorosamente ruim, mas caí no erro de pensar: "nossa, por que toda série brasileira é assim?". Só que daí eu lembrei que não, não é toda série ou produção brasileira que é ruim assim não, eu gosto de várias. Gosto de Família Imperial, Tudo o Que É Sólido Pode Derreter, Confissões de Adolescente, Julie e os Fantasmas, tem produções que são legais sim! Então De Volta aos 15 alugou um triplex na minha cabeça, eu queria saber exatamente o que eu achei de ruim nela.
Primeiro achei que fosse a atuação. Nem todo mundo está atuando bem, o grupinho do bullying no primeiro episódio estava especialmente ruim, enquanto o resto dos secundários estava apenas desengonçados. Desses só o Pedro Vinícius, que faz o César, que eu achei ótimo desde o início. O elenco secundário, assim como o João Guilherme, conseguiram se acostumar com seus respectivos personagens no decorrer da série e as cenas passaram a fluir melhor na maioria das vezes. A exceção foi o Gabriel Wiedemann que faz o Eduardo jovem, ele tava forçadíssimo o tempo todo. Existe uma diferença entre imitação e atuação, ele estava imitando um babaca, o que seria muito engraçado numa esquete de tik tok, mas não passa veracidade nenhuma como pessoa real. Quanto a Maísa e a Camila, que fazem a Anita, ambas estão ma-ravi-lho-sas! E foi justamente a atuação da Camila que me fez perceber que o problema não era a atuação, porque ela está entregando perfeitamente o personagem dela: uma adulta de 30 anos sem maturidade nenhuma, que a cabeça é tão de adolescente ainda que quando ocorre a troca, não há discrepância de comportamentos. E a Maísa também está arrasando, ela tá dando o melhor com o texto que deram pra ela.
Então, percebi que a culpa deve ser do roteiro e, em parte, da direção também, porque poderiam ter amenizado e mudado algumas coisas na hora de adaptar, na hora de contar essa história, pra que ela ficasse com mais cara de produção bem feita e menos com cara de mais uma série teen ruinzinha da Netflix. E eu estava certa.
Eu não li o livro De Volta aos 15, mas fui ler umas resenhas e, de fato, os problemas que me irritaram na série já estavam presentes no material original. Veja bem, Bruna Vieira escreveu esse livro quando tinha apenas 19 anos, ela não tinha como saber como é a cabeça de alguém com 30 anos naquela época, então ela escreveu um De Repente 30 ao contrário, mas não é assim que funciona. Ter 30 anos num corpo adolescente é muuuuuito diferente de uma menina de treze ir parar num corpo adulto de 30. No episódio final a Anita diz que ter 30 não é muito diferente do que ter 15, que a gente só sabe disfarçar melhor, mas isso NÃO é verdade. A gente pode ter essa impressão de que não é adulto ainda, de se sentir como adolescente, mas isso é até encontrar com um adolescente de verdade ou então ver vídeos de quando a gente tinha realmente 15 anos. Aí percebe-se que a gente cresceu sim, que tem um abismo entre a maturidade atual e a de uma criança em fase de puberdade. E isso tudo é pra dizer que a personagem Anita não me desce como uma pessoa adulta, teve infinitos momentos que eu achei ela simplesmente ridícula ou fora da casinha. Tipo quando ela teve a epifania de parar pra pensar no que quer fazer da vida. Mana, 30 anos e você está me dizendo que NUNCA pensou nisso? Você não fez vestibular não? No terceiro ano é só isso que te perguntam: "vai fazer faculdade de que?" Ou quando ela se vangloriou no casamento da irmã de ter mudado de Imperatriz pra São Paulo, sendo que é 2021 e mesmo fingindo que a Covid-19 não existe, essa cidade ainda é uma droga pra se morar, tem vários vídeos zoando os aluguéis absurdos de lá, não é vitória nenhuma estar passando perrengue na cidade grande. E voltando a comparação com De Repente 30, existe um mundo de diferença entre vislumbrar um futuro possível e estar vivendo um "futuro" e voltar para o passado e mudar as coisas. Não importa que a Anita vai chegando cada vez mais no seu "futuro" ideal onde tudo é mil flores, a vida que ela efetivamente viveu desapareceu, é como se ela tivesse batido a cabeça um dia e perdido 15 anos da vida dela. É algo chocante demais pra série não ter sequer tentado abordar.
Então, o grande motivo de eu ter achado a série ruim foi esse, eu não conseguia suspender a descrença pra protagonista, toda hora eu me pegava pensando "isso não faz o menor sentido!". Os diálogos não ajudavam e algumas escolhas da direção também não. Alguns pormenores bobos também me tiraram da imersão, como os armários na escola, nossa que ódio que aquilo me deu, não tem essa p*rra no Brasil mano!! E também a cena da aula de física, a Anita chega pra assistir a aula, senta na carteira, fala duas frases e o sinal toca. Poxa, nem pra fazer uma transição pra fingir que passou um tempo, que falta de cuidado.
Mas no fim, acabou que teve coisas que eu gostei também e mérito deve ser dado onde se merece. Os finais dos episódios, os ganchos que tinha pra te deixar com vontade de ver o próximo, era muuuuito bons, eu gostei de todos. A trilha sonora também está fantástica! A fotografia tá linda, nunca errou. Já elogiei a atuação da Maísa, da Camila e do Pedro, mas também vale dizer que todo o elenco adulto estava muito bem. Amei os momentos nostalgia, gostei dos enredos dos personagens e gostei do último episódio, nem cheguei a passar raiva com ele.
Conclusão: De Volta aos 15 tem seus momentos e me surpreendeu em alguns deles, vou assistir a segunda temporada, mas não posso deixar de estar decepcionada pelo potencial que essa série tinha de ser boa em todos os seus aspectos.
É Dá para passar o tempo, mas não acho uma maravilha como falam nos comentários, mas sim alguns podem amar em gosto pessoal.
Em um filme bem feito, contaria tudo isso, essa historia resumida.
Mas.. virou série.