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A estética e a premissa são bem interessantes, especialmente essa ideia de uma espécie de Big Brother no início dos anos 2000, mas a execução é totalmente falha. O filme não sabe que caminho seguir e, no final, abandona o suspense psicológico para abraçar uma tentativa frustrada de slasher. Elenco fraco, atuações ruins e uma história que acaba sendo bastante esquecível. O começo e a participação de Bradley Cooper, ainda em início de carreira, são praticamente as únicas coisas que realmente me interessaram.
Ghostbusters: Mais Além aposta em uma nova geração e acerta principalmente ao colocar McKenna Grace no centro da história, que segura o filme com muita competência. Falta, porém, a magia dos clássicos, embora a nova roupagem seja interessante. É divertido, nostálgico e emocionante quando os personagens originais aparecem, mas essa participação demora demais para acontecer e poderia ter sido muito mais aproveitada. Também é longo além do necessário, com alguns momentos tediosos. Gostei, mas definitivamente não tem o mesmo impacto dos filmes antigos.
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Bons filmes!
Equipe Filmow
Tmj!
Beleza mano. Qualquer coisa só falar também aí.
Insaciável é exatamente o tipo de terror que eu gosto de ver: um filme que me faz pensar e que tenta reinventar um gênero que, para continuar relevante, também precisa se reinventar. O body horror contemporâneo tem encontrado no próprio corpo uma poderosa fonte de terror, e aqui isso funciona muito bem ao transformar gordura, magreza, alimentação, excesso e estranheza em elementos perturbadores.
Grande parte da força do filme está em Midori Francis, que entrega uma atuação convincente, visceral e completamente comprometida com a transformação de Hana. Mas é na metáfora da fome que Insaciável realmente encontra seu ponto mais interessante: uma mulher que acredita precisar consumir, eliminar e transformar partes de si mesma para finalmente ser feliz, desejada e conquistar aquilo que ama, apenas para descobrir que nenhuma transformação externa consegue saciar uma fome que é, na verdade, interna.
O filme fala sobre compulsão, repressão, perfeccionismo e sobre aquilo que a sociedade estabelece como bonito, aceitável e saudável. E, principalmente, fala sobre equilíbrio: até onde a aceitação do próprio corpo é saudável e até onde mudanças são necessárias para o nosso bem-estar físico e mental.
O problema é que Insaciável tenta falar sobre muita coisa ao mesmo tempo. São tantas ideias e metáforas que algumas acabam não sendo desenvolvidas com a profundidade que poderiam, fazendo com que o roteiro não alcance todo o potencial da proposta. Ainda assim, é uma obra muito interessante, atmosférica e visceral, que me prendeu do começo ao fim.
No fim, para mim, a grande metáfora está justamente nessa fome que nunca é saciada: mesmo quando conseguimos tudo aquilo que acreditávamos querer, nada será suficiente enquanto a insatisfação continuar vindo de dentro.