Últimas opiniões enviadas
Bugônia, estrelado por Emma Stone, é mais uma prova do talento da atriz, que entrega uma atuação segura, intensa e extremamente convincente. Sob a direção de Yorgos Lanthimos, o filme mergulha em um suspense com tons dramáticos, conduzido com firmeza e aquela estranheza característica do diretor, que aqui funciona muito bem.
A narrativa prende a atenção e constrói um clima envolvente, culminando em um desfecho surpreendente e um dos pontos altos do longa. Ainda assim, algumas escolhas incomodam, especialmente o uso de uma violência mais excessiva contra a personagem de Stone em determinado momento, o que pode afastar parte do público. No geral, é um filme denso, com críticas sociais interessantes e uma condução que, mesmo pesada, se mantém instigante do início ao fim.
Descontrole, estrelado por Carolina Dieckmann, se apoia fortemente na atuação da protagonista, que entrega um trabalho sensível e convincente ao captar a complexidade da personagem. A narrativa segue de forma leve, o que contrasta com o peso do tema central, o alcoolismo, e acaba enfraquecendo o impacto em alguns momentos que pediam mais intensidade. Ainda assim, a condução é envolvente e mantém o interesse do público. O desfecho, porém, pode soar incômodo, com escolhas narrativas questionáveis que prejudicam a experiência. No geral, é um filme com bons momentos e uma mensagem relevante, mas que não atinge todo o seu potencial.
Últimos recados
Ei, bro! Olhei o teu perfil que tem mais de 4k de filmes vistos, a decorrer no scroll do mouse consegui lembrar mais de 400 filmes, realmente esqueci dos filmes vistos no cinema abaixo de 2016.
Tmj!
Beleza mano. Qualquer coisa só falar também aí.
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Assistir Cidade dos Sonhos foi uma experiência que me surpreendeu muito positivamente. A direção de David Lynch é impecável e carrega todas as características marcantes do cineasta: a forma como ele brinca com o lúdico, com o subconsciente e com a mistura entre sonho e realidade é feita com absoluta maestria. É um filme que exige atenção, mas ao mesmo tempo hipnotiza justamente pela atmosfera estranha, sombria e psicológica que constrói do início ao fim. O elenco está excelente, especialmente as protagonistas Naomi Watts e Laura Harring. Watts por exemplo entrega uma atuação impressionante e, sinceramente, merecia totalmente uma indicação ao Oscar. Ela consegue transitar entre diferentes estados emocionais de forma intensa e extremamente convincente, sendo o grande coração do filme.
O roteiro é totalmente psicodélico e muitas vezes confuso de propósito, mas isso acaba sendo um dos maiores méritos da obra. Aos poucos, as peças vão se encaixando e, pelo menos para mim, o final conseguiu amarrar muito bem a narrativa. A interpretação sobre sonho, desejo, culpa e frustração fica cada vez mais clara conforme o filme avança.
Além da narrativa principal, o filme traz metáforas muito interessantes sobre Hollywood, envelhecimento, identidade feminina, ambição e o lado cruel da indústria do entretenimento. São tantas camadas que parece impossível captar tudo em apenas uma sessão, o que faz dele um daqueles filmes que pedem revisitas.
Não sei por que demorei tantos anos para assistir, mas sinto que vi no momento certo para realmente absorver sua essência. É um cinema experimental, psicológico, quase onírico e bastante dark, exatamente o tipo de proposta que costuma me atrair. Cidade dos Sonhos não é um filme fácil, mas é uma experiência cinematográfica fascinante e que permanece na mente muito tempo depois dos créditos finais.