Estou muito ansioso para ver o rumo que a 10ª temporada de 9-1-1 vai tomar. Quero muito acompanhar a Maddie nessa posição de liderança no serviço de despachantes e descobrir como isso vai impactar ainda mais a dinâmica dela com toda a equipe. Também estou muito curioso para ver o Buck com o Theo e, principalmente, como a série vai desenvolver essa proximidade cada vez maior entre Buck e Eddie. Acho que existe muito potencial nessas relações e estou realmente interessado em ver onde os roteiristas vão levar cada uma delas. Enfim, estou muito empolgado para essa nova temporada. Depois de tudo que a série já construiu, estou com muita expectativa para descobrir o que vem pela frente. Não vejo a hora de começar!
Gostei muito da segunda temporada de Heartstopper. Continuo gostando bastante da química entre Kit Connor e Joe Locke, e acho Nick e Charlie um casal muito fofo. Ainda assim, existe algo no Joe Locke que continua me incomodando um pouco. Não sei dizer exatamente se é o personagem, a forma como ele é construído ou simplesmente a maneira como o Joe interpreta o Charlie, mas é uma sensação que permanece mesmo gostando do casal. Apesar disso, uma das coisas que mais gosto em Heartstopper é justamente a leveza da série. Mesmo quando aborda assuntos mais pesados e delicados, ela consegue fazer isso sem transformar tudo em um grande drama extremamente carregado. Acho isso muito importante, principalmente porque muitas produções LGBT acabam seguindo justamente esse caminho mais sofrido e dramático. Heartstopper consegue falar sobre questões sérias sem perder a doçura e o conforto que fazem parte da identidade da série. Também gostei muito dos casais secundários e das histórias paralelas. Acho que elas enriquecem bastante a temporada e fazem com que o universo da série pareça maior do que apenas Nick e Charlie. E uma coisa que funciona muito bem para mim é a duração curta dos episódios. Tudo passa muito rápido, mas de uma maneira positiva: a história flui naturalmente e assistir à série se torna uma experiência muito gostosa. E, sem dúvida, meus episódios favoritos foram os de Paris. Eu sou apaixonado por Paris e tenho o sonho de conhecer a cidade algum dia, então foi impossível não me imaginar ali junto com eles. A viagem trouxe uma atmosfera completamente diferente para a temporada e, para mim, aqueles episódios foram mágicos. Ver os personagens vivendo aquela experiência juntos, em uma cidade que eu tenho tanta vontade de conhecer, deixou tudo ainda mais especial. No fim, gostei muito da temporada. Heartstopper continua sendo uma série leve, fofa e muito fácil de assistir, mesmo quando toca em assuntos mais sérios. Agora estou partindo rumo à última temporada e bastante curioso para ver como essa história vai terminar.
A 4ª temporada de Criminal Minds mantém muito bem a fórmula que faz a série funcionar: os casos isolados continuam interessantes, a dinâmica entre os personagens é ótima e o elenco segue sendo um dos grandes pontos fortes. Porém, achei a temporada longa demais. Com tantos episódios, algumas tramas acabam ficando cansativas e a narrativa central perde um pouco do ritmo. Ainda assim, a temporada entrega episódios excelentes e, principalmente, uma season finale impecável. Os últimos episódios são incríveis e o destaque dado ao Hotch nesse fechamento funciona muito bem, reforçando o quanto ele é um personagem interessante. Também gostei bastante das participações especiais de atores veteranos ao longo da temporada, como C. Thomas Howell e Dale Midkiff. A Garcia continua sendo a personagem que mais me incomoda, principalmente pelo jeito um pouco caricato, mas, no geral, Criminal Minds continua funcionando muito bem e entregando ótimos momentos. Eu só teria reduzido um pouco essa quantidade de episódios, embora esse formato de temporadas muito longas fosse bastante comum na televisão daquela época.
Heartstopper é uma série leve, fofa e extremamente gostosa de assistir. Gosto especialmente da forma como aborda preconceito, descoberta e sexualidade sem transformar tudo em um drama pesado. Precisamos também de histórias LGBT que mostrem afeto, amizade e amor de maneira leve e feliz, sem que o sofrimento seja sempre o centro da narrativa. A dinâmica entre Nick e Charlie funciona muito bem, assim como os casais secundários, e Kit Connor é um verdadeiro encanto no papel de Nick. Já Joe Locke me convence menos como ator e sua presença em cena nem sempre me cativa, mas isso não chega a comprometer a série. A trilha sonora, os diálogos e toda a atmosfera contribuem para esse charme quase adolescente e aconchegante. Uma história simples, delicada e necessária, que consegue falar sobre questões importantes sem perder sua leveza.
Depois de uma temporada de transição, 9-1-1 finalmente parece ter reencontrado seu equilíbrio. A série volta a encontrar sua identidade, mesmo sem sua figura central que era tão importante, dando espaço para que seus personagens cresçam e mostrando que o coração da história sempre esteve nas relações entre eles. Athena continua sendo um dos maiores destaques da série, Maddie e Chimney seguem com uma dinâmica muito boa, Hen ganha momentos mais leves e May finalmente recebe o desenvolvimento que merece, mostrando o quanto ela é uma personagem interessante. A história de Buck, Eddie e Christopher continua sendo uma das partes mais fortes da produção. Adorei que a Maddie foi promovida e ganhou mais destaque na trama dos despachantes. E o episódio que o Buck e o Eddie viajam juntos é sensacional. Lembrou até aquele clássico "Misery" do Stephen King. Apesar de um começo um pouco estranho, a temporada cresce muito ao longo dos episódios e entrega momentos emocionantes, boas histórias e um final bastante satisfatório. 9-1-1 continua provando por que é uma das melhores séries policiais da atualidade. Que venha muita história pela frente.
A série entregou exatamente aquilo que eu estava procurando no momento: uma produção leve, divertida, romântica, e muito fofa. Às vezes, a gente simplesmente quer assistir a uma história bonita, acompanhar personagens carismáticos, torcer por romances e se deixar envolver por uma narrativa que não precisa ser extremamente complexa para funcionar. E, nesse sentido, a série foi uma grata surpresa para mim. A primeira temporada acompanha principalmente a relação entre Hannah e Garrett, e os dois funcionam muito bem juntos. Além de serem um casal extremamente bonito, os protagonistas têm uma química muito forte. Isso fica evidente tanto nas cenas mais românticas quanto nas cenas mais quentes, que funcionam justamente porque existe uma conexão convincente entre os dois. A atração, a intimidade e a cumplicidade do casal são muito bem construídas, fazendo com que seja fácil se envolver com a relação deles. Gostei muito da Hannah e gostei muito do Garrett. Os dois são personagens carismáticos e formam um casal muito gostoso de acompanhar. Mas uma das coisas que mais gostei na série foi o fato de ela não depender exclusivamente do romance principal para funcionar. As outras dinâmicas e relacionamentos também são interessantes e ajudam a construir um universo que parece maior do que apenas a história de um casal. Apesar de ser uma produção teen e trabalhar com elementos bastante conhecidos do gênero, como personagens jovens e bonitos, romances intensos, conflitos pessoais e uma boa dose de idealização, achei que a maioria dos temas é abordada com bastante responsabilidade. A série consegue inserir questões mais sérias dentro de uma narrativa leve sem abandonar a sua proposta de entretenimento e romance. E acho que esse equilíbrio funciona muito bem. Off Campus não tenta ser uma grande revolução narrativa e nem precisa. A série sabe exatamente o que quer ser e abraça isso. Ela é bonita, romântica, divertida e, em alguns momentos, deliciosamente brega. E isso, para mim, está longe de ser um problema. Pelo contrário, faz parte do charme da produção. Também é impossível não destacar o elenco. A maioria dos atores é muito bonita, as relações possuem boa química e as atuações funcionam muito bem dentro da proposta da série. Tudo contribui para criar uma experiência agradável e envolvente. A trilha sonora também é maravilhosa e ajuda bastante a construir a atmosfera romântica e jovem da produção. O que mais gostei em Off Campus foi justamente a sensação que a série me proporcionou. Eu queria assistir a algo mais leve, mais divertido, mais fofo, mais romântico e mais brega. E encontrei exatamente isso. A série me divertiu, me envolveu e me fez gostar dos personagens e dos romances apresentados. Não é uma série que pretende reinventar o romance teen. É uma série que entende o prazer de contar uma história romântica e divertida, com personagens bonitos, boa química, conflitos emocionais, cenas românticas e uma trilha sonora marcante. E, para mim, ela faz isso muito bem. Eu gostei bastante da primeira temporada. Na verdade, gostei muito. Off Campus: Amores Improváveis foi exatamente o tipo de série que eu queria assistir e, por isso, acabou sendo uma experiência muito mais especial do que eu esperava.
A terceira temporada de Euphoria, que também funciona como a última, é uma temporada bastante diferente de tudo que a série havia apresentado anteriormente. E acho que isso é compreensível. Depois de tantos anos, seria natural que a produção mudasse, tanto na sua narrativa quanto na estética, na trilha sonora e até na própria construção de alguns personagens. O público se acostumou com uma identidade muito específica de Euphoria. O neon, a fotografia extremamente estilizada, a trilha sonora marcante e toda aquela atmosfera quase onírica se tornaram elementos muito associados à série. Aqui, porém, existe uma mudança bastante perceptível. A temporada aposta em uma estética diferente, com uma fotografia mais amarelada e uma atmosfera que, em alguns momentos, lembra quase um faroeste contemporâneo. É algo muito diferente do que vimos anteriormente, mas, apesar da estranheza inicial, eu gostei dessa nova identidade visual. A narrativa também mudou bastante, mas ainda assim conseguiu me prender do começo ao fim. A temporada é inferior às anteriores, isso para mim é bastante evidente, mas não significa que eu não tenha gostado de acompanhá-la. Pelo contrário, achei a história interessante e continuei bastante envolvido com o que estava acontecendo. A Zendaya aqui entrega uma atuação muito boa e muito segura como Rue. Acho que o desfecho da personagem é bastante realista e, sinceramente, não consigo imaginar um final menos trágico que ainda fosse coerente com toda a trajetória dela. É um encerramento que faz sentido para a personagem e para tudo que a série construiu ao longo dos anos. A Sydney Sweeney também está muito bem no papel, embora a personalidade da Cassie tenha me incomodado um pouco nesta temporada. Senti algo semelhante com a Maddy. Acho que ambas perderam um pouco da essência que tinham anteriormente. E o Nate, para mim, foi o caso mais evidente. O personagem mudou completamente e perdeu muito da essência que o tornava tão interessante. Foi estranho acompanhar essa transformação em cena, porque em determinados momentos parecia que estávamos vendo outra pessoa. Já a Jules, infelizmente, foi praticamente apagada da temporada. A Hunter Schafer aparece muito pouco e, quando aparece, a personagem acaba sendo completamente subaproveitada. Isso me incomodou especialmente porque existia uma expectativa muito grande em torno de uma possível cena memorável entre Rue e Jules no final. E isso simplesmente não aconteceu. Para mim, essa foi uma das maiores oportunidades perdidas da temporada. No geral, porém, gostei de acompanhar a terceira temporada. Ela é diferente, apresenta uma nova identidade visual e narrativa e, apesar de ser claramente inferior às temporadas anteriores, ainda conseguiu me prender bastante. A mudança de estética pode causar estranhamento para quem se acostumou com a identidade visual clássica da série, mas achei interessante ver a produção tentando se reinventar. Não acho que seja uma temporada perfeita e acredito que alguns personagens tenham sido descaracterizados ou simplesmente deixados de lado. Ainda assim, gostei da experiência e achei interessante acompanhar essa nova fase. É uma conclusão irregular, mas que, no geral, conseguiu me prender e entregar um encerramento que, apesar dos problemas, considero interessante.
A segunda temporada de Only Murders in the Building é, para mim, inferior à primeira. Isso é praticamente inegável. Tanto que demorei bastante para conseguir concluí-la, porque em diversos momentos senti que a história era menos envolvente e tinha perdido um pouco do equilíbrio que tornou a primeira temporada tão especial. Também não gostei da inserção de Cara Delevingne no elenco. Acho que ela não foi um bom acréscimo à série e, particularmente, considero sua atuação bastante fraca. A personagem Alice não me conquistou e sua presença não acrescentou uma dinâmica realmente interessante à trama. Em alguns momentos, tive a sensação de que a personagem existia mais como um elemento adicional do que como alguém que realmente fortalecesse a narrativa. Por outro lado, a série continua tendo muito charme. A fotografia permanece maravilhosa, o universo do Arconia continua visualmente encantador e os momentos de suspense são bem construídos e executados. A temporada ainda consegue entregar bons mistérios, momentos divertidos e situações que fazem a gente querer descobrir o que realmente está acontecendo. E, claro, o grande coração da série continua sendo o trio principal: Selena Gomez, Steve Martin e Martin Short. A química entre os três continua excelente e é, sem dúvida, um dos maiores motivos para continuar acompanhando a produção. Eles funcionam muito bem juntos e conseguem manter a essência e o charme de Only Murders in the Building mesmo quando a história não está no seu melhor momento. No saldo final, gostei da temporada. Não acho que seja ruim e ela ainda tem muitas qualidades, mas é claramente inferior à primeira. A temporada de estreia tinha uma história mais coesa, um mistério mais envolvente e uma novidade que fazia tudo parecer mais fresco. A segunda ainda é charmosa, divertida e visualmente muito bonita, mas não consegue repetir o impacto da primeira.
A 4ª temporada de "The Boys" começa de forma preguiçosa e até entediante, o que quebra o ritmo e dificulta o engajamento inicial. Porém, da metade em diante, a narrativa melhora bastante, se tornando mais interessante e bem desenvolvida. Os personagens continuam sendo um ponto forte, especialmente Luz-Estrela, Kimiko e o Francês, além de as boas atuações que sustentam a série. Já Capitão Pátria segue como o grande destaque, funcionando como uma representação eficaz do fanatismo político e religioso, reforçando a crítica à extrema direita, que continua sendo o aspecto mais impactante da série. Por outro lado, alguns personagens incomodam bastante, com destaque negativo para Hugh, que não convence e é de longe a personagem mais irritante da série. Eu fico impressionado em ver que existem pessoas tão fanáticas (religiosamente e politicamente falando) na vida real, quanto as que a série representa, chega a ser assustador. No geral, a temporada funciona melhor na reta final, mas é irregular e inferior às anteriores.
Quatro anos depois do fim da segunda temporada, Euphoria retorna com um primeiro episódio que já deixa claro: muita coisa mudou, talvez até demais. A diferença é visível em tudo, da trilha sonora à fotografia, passando pelo tom e pelo design de produção. É uma série que claramente teve tantos problemas de bastidores que precisou se reinventar, mas essa mudança toda causa uma estranheza inevitável pra quem acompanhou as temporadas anteriores. As atuações continuam muito boas, isso é inegável. Mas o problema central está nas personagens. Depois de um intervalo tão grande, era esperado algum tipo de evolução, e isso simplesmente não acontece. Rue, por exemplo, segue praticamente a mesma, sem qualquer crescimento significativo, o que torna a personagem cansativa e até frustrante de acompanhar. A atuação de Zendaya segue forte, mas já não sustenta sozinha uma narrativa que parece estagnada. Cassie entra no mesmo problema: seu arco parece preso no tempo, repetindo conflitos e comportamentos que já deveriam ter sido superados. Em contraste, Nate surge quase como outra pessoa, destoando completamente do que foi construído anteriormente, o que gera uma sensação de desconexão com a própria história da série. No fim, fica a impressão de que talvez essa nova temporada nem fosse necessária. Ainda assim, a curiosidade fala mais alto, e eu vou continuar assistindo pra ver até onde isso vai. Mas, pelo menos por enquanto, Euphoria parece ter perdido boa parte da sua essência.
A quarta temporada de Bridgerton é agradável, mas fica aquém do esperado. Centrada em Benedict, um personagem carismático, a trama até funciona, especialmente na releitura de Cinderela com Sophie, mas o romance demora a engrenar e sofre com a falta de química entre os protagonistas. Ainda assim, há pontos fortes: a vilã é bem construída e odiável, o retorno de Cressida adiciona camadas interessantes, e o arco envolvendo a Lady Whistledown traz um frescor bem-vindo. Visualmente impecável, com ótima trilha e boas atuações, a temporada mantém o charme da série. Mesmo sem um final tão tradicional, encerra de forma satisfatória e reforça o quanto esse universo continua envolvente.
PS: Já passou da hora de Eloise amadurecer na narrativa e ganhar um destaque próprio. Achei o arco da Francesca e do luto pouco aproveitado. E a segunda temporada continua sendo a que eu menos gosto, mesmo sendo centrada no Anthony que eu adoro.
A segunda temporada de Euphoria é irregular e, em muitos momentos, instável. A protagonista vivida por Zendaya continua pouco interessante e até cansativa, enquanto personagens secundários roubam a cena com histórias mais envolventes. O início da temporada é arrastado, mas melhora ao longo dos episódios, especialmente nos capítulos centrados na peça da Lexi, que são bem construídos e envolventes. Há bons desenvolvimentos para Cassie, Maddy e Nate, mas outros personagens, como Rue e Jules, acabam ficando apagados ou mal aproveitados. Apesar disso, a série mantém um altíssimo nível técnico, com estética, fotografia e atuações marcantes, mas não entrega todo o impacto que a crítica costuma atribuir.
Heated Rivalry é, acima de tudo, uma história sobre desejo, identidade e pertencimento. A construção de Ilya e Shane é meticulosa, emocionalmente honesta e profundamente humana. Não se trata apenas de um romance 'rivals to lovers', mas de dois homens atravessando medos distintos para chegar ao mesmo lugar. O grande ápice emocional da série, sem dúvida, é a ligação de Ilya para Shane — especialmente o momento em que ele se declara em russo. A escolha do idioma não é apenas estética; é simbólica. Ali, Ilya não está apenas dizendo que ama Shane; ele expõe sua cultura, sua origem, sua vulnerabilidade mais íntima. É um gesto de entrega total. A cena é delicada, intensa, romântica na medida exata — nada exagerado, nada contido demais. É uma das declarações mais bonitas e bem construídas que vimos recentemente. A tensão sexual da série também brilha. Ela não é decorativa, mas parte orgânica da narrativa. Cada cena íntima revela um passo no amadurecimento deles: o desejo entre Ilya e Shane é mais do que físico, é um diálogo sem palavras. A química entre Connor Storrie e Hudson Williams é magnética, carregada de sutileza, e eles elevam cada cena com uma entrega impressionante. O episódio 3, centrado em Scott e Kip, expande o universo da série com maturidade, mas é a química e o crescimento de Ilya e Shane que carregam o coração da narrativa. E o final, introspectivo e intenso, é o ápice. A série não é apenas sobre rivalidade, mas sobre a coragem de se entregar, de se conhecer e, sobretudo, de amar.
A sétima temporada de Corrida das Blogueiras começou fraca, com pouca diversão, narrativa confusa e participantes difíceis de engajar. Só por volta do episódio 3 ou 4 a temporada começou a se encontrar. Maddy foi, disparado, a mais talentosa e consistente, mesmo com alguns erros pontuais. Já a Kitty conquistou pelo carisma e pela rivalidade saudável com a Maddy — essa dinâmica foi, sem dúvida, o grande motor da temporada e o que a tornou mais interessante de acompanhar. Por outro lado, participantes como Milena, Barcellos, Jordann e Giovanna tornaram a experiência cansativa, embora o Jordann tenha acabado virando entretenimento justamente pelo caos. A produção (Edu e equipe) passou pano para erros evidentes, insistindo em validar apenas sua própria visão, o que prejudica a credibilidade do programa. O episódio final perdeu impacto pelo intervalo excessivo, mas, no saldo geral, a temporada terminou de forma divertida — ainda que a vitória da Kitty tenha deixado a sensação de que a Maddy merecia um pouco mais.
A primeira temporada de IT: Bem-vindos a Derry entrega uma narrativa envolvente e uma ambientação de época impecável. O elenco infantil tem altos e baixos, mas cumpre seu papel, enquanto o elenco adulto se destaca pela competência e presença marcante. A fotografia, os efeitos especiais e práticos são muito bem executados, e o Pennywise está assustador, com cenas de terror, mortes e sangue na medida certa. O primeiro episódio já impressiona com um plot twist que quebra expectativas, e o final mantém coerência e interesse. Apesar de ser um prequel, com desfecho já conhecido, a série cumpre seu objetivo e se arrisca de forma louvável, entregando tensão, clima e qualidade dentro do universo de IT. Rich sempre será o meu favorito. ❤️
A primeira temporada de De Volta aos 15 é leve, divertida e deliciosa de assistir. A série transporta para os anos 2000 com ambientação, figurinos e trilha sonora daquela época impecáveis, enquanto a narrativa simples e cotidiana prende sem esforço. Camila Queiroz e Maisa brilham, e o restante do elenco também cumpre muito bem seu papel. Uma produção perfeita para relaxar, se distrair e aproveitar sem pensar demais.
A quinta temporada de Stranger Things entrega um encerramento que, no geral, considero muito bom — mesmo carregando problemas estruturais que já vinham se acumulando ao longo dos anos. Há uma clara sensação de “injeção de linguiça” em praticamente toda a primeira metade da temporada, com episódios que se alongam além do necessário e diluem a força narrativa. Ainda assim, quando a série decide andar, ela anda. É completamente natural que o hype tenha se dissipado. Estamos falando de uma série que começou em 2016 e só foi concluída no início de 2026 — uma década de intervalo entre o começo e o fim. Esse espaçamento impactou diretamente o entrosamento do elenco, que já não carrega mais aquela química espontânea dos primeiros anos. Isso é perceptível, e infelizmente prejudica o ritmo e a imersão em vários momentos. Como fã da obra, continuei achando a temporada incrível, apesar de erros bem pontuais. Fiquei satisfeito com a batalha final, com o desfecho da história e com a maioria das atuações — com exceção de Millie Bobby Brown, que pareceu engessada, sem entrega emocional e visivelmente desconectada, ao menos na impressão que passou em tela. Os arcos finais dos personagens foram, em geral, muito bem resolvidos e coerentes com a narrativa. A nostalgia foi um dos pontos altos, remetendo diretamente ao começo da série — algo que funcionou emocionalmente e reforçou o fechamento de ciclo. Will foi um dos grandes acertos: a forma como sua sexualidade foi tratada foi sensível, respeitosa e necessária, e seu desenvolvimento ao longo da temporada foi um dos mais consistentes. Por outro lado, há decisões difíceis de defender. O apagamento quase completo de Max foi frustrante. A introdução de novas crianças incomodou e pareceu desnecessária em um momento em que a série precisava focar exclusivamente no elenco central. A falta de interação orgânica entre os protagonistas também pesou, e quando eles finalmente interagem, muitas vezes é apenas para discutir planos em diálogos artificiais, pouco naturais. Apesar de tudo isso, acredito que boa parte desses problemas não é culpa direta da série em si, mas sim do longo e conturbado processo de produção ao longo de dez anos. Dentro da proposta, Stranger Things ainda entrega uma história sólida, emocional e visualmente marcante. O final foi coerente, gostei muito do último episódio e, especialmente, do momento derradeiro — com a porta se fechando e o ciclo finalmente se encerrando. É um encerramento que respeita a jornada. E, sinceramente, é melhor deixar Stranger Things descansar como merece, do que tentar ressuscitar essa história novamente. Eu realmente gostei da temporada. Mas é inegável que esses pontos prejudicaram a experiência total, especialmente no que diz respeito à imersão no universo da série.
A segunda temporada de Namorado de Natal acaba sendo inferior à primeira, ainda que mantenha alguns momentos inspirados e genuinamente divertidos. A série segue confortável em sua proposta leve e sazonal, mas tropeça justamente onde deveria evoluir: na jornada emocional de Johanne.
A personagem parece se perder ao longo da temporada, com decisões pouco coerentes e um arco que não se sustenta com a mesma força do início da série. A escolha final, em especial, incomoda por soar previsível e pouco ousada, ainda mais quando havia alternativas narrativas — tanto românticas quanto pessoais — bem mais interessantes para o desenvolvimento da personagem.
Ainda assim, Namorado de Natal continua sendo uma série gostosa de assistir. A vibe de fim de ano permanece acolhedora, a fotografia natalina segue belíssima e o clima leve faz com que os episódios fluam facilmente. Mesmo com suas fragilidades, a segunda temporada ainda cumpre seu papel como entretenimento despretensioso para o período natalino.
9-1-1: Nashville começa sem conseguir justificar sua própria existência. Neste início, a série pouco chama atenção: os personagens são desinteressantes, as situações ultrapassam ainda mais o limite do absurdo já conhecido da série original e os efeitos especiais deixam bastante a desejar. Falta carisma, tensão e identidade própria. Por enquanto, soa fraca demais, ainda distante do impacto esperado para um derivado desse universo. Resta torcer para que evolua ao longo da temporada e encontre força suficiente para garantir novas temporadas.
O início da 9ª temporada de 9-1-1 soa morno e um pouco perdido. É positivo ver Maddie ganhando mais destaque, com Jennifer Love Hewitt tendo finalmente mais tempo de tela, algo que a série devia há tempos. Em contrapartida, a ausência de Bobby pesa muito na trama, dando a sensação de que a história ainda não sabe exatamente para onde ir.
Também senti falta de Buck e Eddie, cuja dinâmica sempre foi um dos pontos fortes da série. Já a trama envolvendo o espaço ultrapassa os limites do aceitável em termos de inverossimilhança. 9-1-1 sempre flertou com exageros, mas nas últimas temporadas parece estar forçando cada vez mais a barra.
No geral, é um começo fraco para uma série que já entregou aberturas muito mais impactantes. Ainda assim, sigo acompanhando, na esperança de que a temporada encontre seu rumo e volte a se equiparar às anteriores.
A primeira parte da 5ª temporada de Stranger Things começa enfrentando um problema inevitável: o hiato gigantesco entre temporadas, que prejudica bastante o impacto inicial e esfria o hype. Ainda assim, o resumão dos acontecimentos anteriores logo no início é um acerto enorme, funcionando quase como um abraço no fã que precisou “reaprender” a série depois de tanto tempo.
Os dois primeiros episódios têm um ritmo arrastado que incomoda, especialmente porque, a essa altura, a expectativa é por caos, gritaria e tensão constante (mesmo sabendo que a trama não pode sustentar isso o tempo todo). Felizmente, quando a história engrena, a série volta a mostrar por que é tão amada. O quarto episódio é simplesmente fantástico e marca um grande momento para Will, que finalmente mostra o quão poderoso e essencial ele pode ser dentro da narrativa.
Eleven tem ótimas cenas ao lado de Hopper, Joyce segue impecável como sempre, e Nancy continua sendo um dos personagens mais interessantes graças à sua personalidade destemida. Por outro lado, Dustin decepciona pela mudança de atitude, enquanto Lucas e Max parecem apagados demais até aqui. Mike soa perdido, e sem sua ligação clara com Eleven ou Will, sua trajetória parece sem rumo no momento.
Apesar dos tropeços iniciais, a temporada recupera sua força emocional e narrativa. Fica a ansiedade pelos próximos episódios, e a esperança sincera de que Stranger Things tenha um final épico, à altura do legado que construiu.
Namorado de Natal é aquele tipo de série que abraça o espírito natalino sem pedir desculpas por isso. A trama é envolvente, leve e cumpre bem a proposta de aquecer o coração, mesmo sem grandes pretensões de inovação. É fácil se conectar com a história e querer acompanhar cada episódio, principalmente para quem gosta de romances com clima de fim de ano.
A protagonista é, sem dúvida, um dos pontos fortes da série. Carismática, humana e cheia de falhas, ela conquista o público pela sinceridade e pela forma como lida com suas inseguranças. Em alguns momentos, porém, suas decisões são tão ingênuas que beiram o “burro”, o que pode gerar certa irritação — ainda assim, isso acaba tornando a personagem mais real e próxima de quem assiste.
Outro grande destaque é a fotografia. A Noruega aparece de forma absolutamente encantadora, com uma estética natalina impecável. As luzes, a neve, as paisagens e os cenários transformam a série quase em um cartão-postal de Natal, elevando muito a experiência visual e ajudando a criar o clima mágico que a história pede.
No geral, Namorado de Natal é uma série confortável, charmosa e visualmente linda. Não é perfeita, mas entrega emoção, romance e aquele aconchego típico das produções natalinas, que é exatamente o que promete.
Embora o entretenimento funcione muito bem, é uma linha muito tênue contar uma história dissimulada de vilões ou criar empatia por essas pessoas cruéis. É necessário ter a visão certa ao assistir, e entender que as pessoas retratadas aqui são bandidas e não ídolos. Gostei muito da caracterização das personagens e das atuações. A série me prendeu, e gostei de ver os bastidores da prisão mesmo com muitas questões que sabemos serem apenas fictícias. Vale a conferida.
Pessoas mais velhas são tão mal resolvidas quanto as mais jovens, essa é a lição dessa temporada. Ranço eterno por Rivo e Lica, dois insuportáveis mimados e imaturos.
9-1-1 (10ª Temporada)
1 Assista AgoraEstou muito ansioso para ver o rumo que a 10ª temporada de 9-1-1 vai tomar. Quero muito acompanhar a Maddie nessa posição de liderança no serviço de despachantes e descobrir como isso vai impactar ainda mais a dinâmica dela com toda a equipe.
Também estou muito curioso para ver o Buck com o Theo e, principalmente, como a série vai desenvolver essa proximidade cada vez maior entre Buck e Eddie. Acho que existe muito potencial nessas relações e estou realmente interessado em ver onde os roteiristas vão levar cada uma delas.
Enfim, estou muito empolgado para essa nova temporada. Depois de tudo que a série já construiu, estou com muita expectativa para descobrir o que vem pela frente. Não vejo a hora de começar!
Heartstopper (2ª Temporada)
4.2 145 Assista AgoraGostei muito da segunda temporada de Heartstopper. Continuo gostando bastante da química entre Kit Connor e Joe Locke, e acho Nick e Charlie um casal muito fofo. Ainda assim, existe algo no Joe Locke que continua me incomodando um pouco. Não sei dizer exatamente se é o personagem, a forma como ele é construído ou simplesmente a maneira como o Joe interpreta o Charlie, mas é uma sensação que permanece mesmo gostando do casal.
Apesar disso, uma das coisas que mais gosto em Heartstopper é justamente a leveza da série. Mesmo quando aborda assuntos mais pesados e delicados, ela consegue fazer isso sem transformar tudo em um grande drama extremamente carregado. Acho isso muito importante, principalmente porque muitas produções LGBT acabam seguindo justamente esse caminho mais sofrido e dramático. Heartstopper consegue falar sobre questões sérias sem perder a doçura e o conforto que fazem parte da identidade da série.
Também gostei muito dos casais secundários e das histórias paralelas. Acho que elas enriquecem bastante a temporada e fazem com que o universo da série pareça maior do que apenas Nick e Charlie. E uma coisa que funciona muito bem para mim é a duração curta dos episódios. Tudo passa muito rápido, mas de uma maneira positiva: a história flui naturalmente e assistir à série se torna uma experiência muito gostosa.
E, sem dúvida, meus episódios favoritos foram os de Paris. Eu sou apaixonado por Paris e tenho o sonho de conhecer a cidade algum dia, então foi impossível não me imaginar ali junto com eles. A viagem trouxe uma atmosfera completamente diferente para a temporada e, para mim, aqueles episódios foram mágicos. Ver os personagens vivendo aquela experiência juntos, em uma cidade que eu tenho tanta vontade de conhecer, deixou tudo ainda mais especial.
No fim, gostei muito da temporada. Heartstopper continua sendo uma série leve, fofa e muito fácil de assistir, mesmo quando toca em assuntos mais sérios. Agora estou partindo rumo à última temporada e bastante curioso para ver como essa história vai terminar.
Mentes Criminosas (4ª Temporada)
4.5 32A 4ª temporada de Criminal Minds mantém muito bem a fórmula que faz a série funcionar: os casos isolados continuam interessantes, a dinâmica entre os personagens é ótima e o elenco segue sendo um dos grandes pontos fortes. Porém, achei a temporada longa demais. Com tantos episódios, algumas tramas acabam ficando cansativas e a narrativa central perde um pouco do ritmo.
Ainda assim, a temporada entrega episódios excelentes e, principalmente, uma season finale impecável. Os últimos episódios são incríveis e o destaque dado ao Hotch nesse fechamento funciona muito bem, reforçando o quanto ele é um personagem interessante.
Também gostei bastante das participações especiais de atores veteranos ao longo da temporada, como C. Thomas Howell e Dale Midkiff. A Garcia continua sendo a personagem que mais me incomoda, principalmente pelo jeito um pouco caricato, mas, no geral, Criminal Minds continua funcionando muito bem e entregando ótimos momentos. Eu só teria reduzido um pouco essa quantidade de episódios, embora esse formato de temporadas muito longas fosse bastante comum na televisão daquela época.
Heartstopper (1ª Temporada)
4.4 426 Assista AgoraHeartstopper é uma série leve, fofa e extremamente gostosa de assistir. Gosto especialmente da forma como aborda preconceito, descoberta e sexualidade sem transformar tudo em um drama pesado. Precisamos também de histórias LGBT que mostrem afeto, amizade e amor de maneira leve e feliz, sem que o sofrimento seja sempre o centro da narrativa.
A dinâmica entre Nick e Charlie funciona muito bem, assim como os casais secundários, e Kit Connor é um verdadeiro encanto no papel de Nick. Já Joe Locke me convence menos como ator e sua presença em cena nem sempre me cativa, mas isso não chega a comprometer a série.
A trilha sonora, os diálogos e toda a atmosfera contribuem para esse charme quase adolescente e aconchegante. Uma história simples, delicada e necessária, que consegue falar sobre questões importantes sem perder sua leveza.
9-1-1 (9ª Temporada)
3.8 6 Assista AgoraDepois de uma temporada de transição, 9-1-1 finalmente parece ter reencontrado seu equilíbrio. A série volta a encontrar sua identidade, mesmo sem sua figura central que era tão importante, dando espaço para que seus personagens cresçam e mostrando que o coração da história sempre esteve nas relações entre eles.
Athena continua sendo um dos maiores destaques da série, Maddie e Chimney seguem com uma dinâmica muito boa, Hen ganha momentos mais leves e May finalmente recebe o desenvolvimento que merece, mostrando o quanto ela é uma personagem interessante. A história de Buck, Eddie e Christopher continua sendo uma das partes mais fortes da produção. Adorei que a Maddie foi promovida e ganhou mais destaque na trama dos despachantes. E o episódio que o Buck e o Eddie viajam juntos é sensacional. Lembrou até aquele clássico "Misery" do Stephen King.
Apesar de um começo um pouco estranho, a temporada cresce muito ao longo dos episódios e entrega momentos emocionantes, boas histórias e um final bastante satisfatório.
9-1-1 continua provando por que é uma das melhores séries policiais da atualidade. Que venha muita história pela frente.
Off Campus: Amores Improváveis (1ª Temporada)
4.0 89 Assista AgoraA série entregou exatamente aquilo que eu estava procurando no momento: uma produção leve, divertida, romântica, e muito fofa. Às vezes, a gente simplesmente quer assistir a uma história bonita, acompanhar personagens carismáticos, torcer por romances e se deixar envolver por uma narrativa que não precisa ser extremamente complexa para funcionar. E, nesse sentido, a série foi uma grata surpresa para mim.
A primeira temporada acompanha principalmente a relação entre Hannah e Garrett, e os dois funcionam muito bem juntos. Além de serem um casal extremamente bonito, os protagonistas têm uma química muito forte. Isso fica evidente tanto nas cenas mais românticas quanto nas cenas mais quentes, que funcionam justamente porque existe uma conexão convincente entre os dois. A atração, a intimidade e a cumplicidade do casal são muito bem construídas, fazendo com que seja fácil se envolver com a relação deles.
Gostei muito da Hannah e gostei muito do Garrett. Os dois são personagens carismáticos e formam um casal muito gostoso de acompanhar. Mas uma das coisas que mais gostei na série foi o fato de ela não depender exclusivamente do romance principal para funcionar. As outras dinâmicas e relacionamentos também são interessantes e ajudam a construir um universo que parece maior do que apenas a história de um casal.
Apesar de ser uma produção teen e trabalhar com elementos bastante conhecidos do gênero, como personagens jovens e bonitos, romances intensos, conflitos pessoais e uma boa dose de idealização, achei que a maioria dos temas é abordada com bastante responsabilidade. A série consegue inserir questões mais sérias dentro de uma narrativa leve sem abandonar a sua proposta de entretenimento e romance.
E acho que esse equilíbrio funciona muito bem. Off Campus não tenta ser uma grande revolução narrativa e nem precisa. A série sabe exatamente o que quer ser e abraça isso. Ela é bonita, romântica, divertida e, em alguns momentos, deliciosamente brega. E isso, para mim, está longe de ser um problema. Pelo contrário, faz parte do charme da produção.
Também é impossível não destacar o elenco. A maioria dos atores é muito bonita, as relações possuem boa química e as atuações funcionam muito bem dentro da proposta da série. Tudo contribui para criar uma experiência agradável e envolvente. A trilha sonora também é maravilhosa e ajuda bastante a construir a atmosfera romântica e jovem da produção.
O que mais gostei em Off Campus foi justamente a sensação que a série me proporcionou. Eu queria assistir a algo mais leve, mais divertido, mais fofo, mais romântico e mais brega. E encontrei exatamente isso. A série me divertiu, me envolveu e me fez gostar dos personagens e dos romances apresentados.
Não é uma série que pretende reinventar o romance teen. É uma série que entende o prazer de contar uma história romântica e divertida, com personagens bonitos, boa química, conflitos emocionais, cenas românticas e uma trilha sonora marcante. E, para mim, ela faz isso muito bem.
Eu gostei bastante da primeira temporada. Na verdade, gostei muito. Off Campus: Amores Improváveis foi exatamente o tipo de série que eu queria assistir e, por isso, acabou sendo uma experiência muito mais especial do que eu esperava.
Euphoria (3ª Temporada)
2.9 196 Assista AgoraA terceira temporada de Euphoria, que também funciona como a última, é uma temporada bastante diferente de tudo que a série havia apresentado anteriormente. E acho que isso é compreensível. Depois de tantos anos, seria natural que a produção mudasse, tanto na sua narrativa quanto na estética, na trilha sonora e até na própria construção de alguns personagens.
O público se acostumou com uma identidade muito específica de Euphoria. O neon, a fotografia extremamente estilizada, a trilha sonora marcante e toda aquela atmosfera quase onírica se tornaram elementos muito associados à série. Aqui, porém, existe uma mudança bastante perceptível. A temporada aposta em uma estética diferente, com uma fotografia mais amarelada e uma atmosfera que, em alguns momentos, lembra quase um faroeste contemporâneo. É algo muito diferente do que vimos anteriormente, mas, apesar da estranheza inicial, eu gostei dessa nova identidade visual.
A narrativa também mudou bastante, mas ainda assim conseguiu me prender do começo ao fim. A temporada é inferior às anteriores, isso para mim é bastante evidente, mas não significa que eu não tenha gostado de acompanhá-la. Pelo contrário, achei a história interessante e continuei bastante envolvido com o que estava acontecendo.
A Zendaya aqui entrega uma atuação muito boa e muito segura como Rue. Acho que o desfecho da personagem é bastante realista e, sinceramente, não consigo imaginar um final menos trágico que ainda fosse coerente com toda a trajetória dela. É um encerramento que faz sentido para a personagem e para tudo que a série construiu ao longo dos anos.
A Sydney Sweeney também está muito bem no papel, embora a personalidade da Cassie tenha me incomodado um pouco nesta temporada. Senti algo semelhante com a Maddy. Acho que ambas perderam um pouco da essência que tinham anteriormente. E o Nate, para mim, foi o caso mais evidente. O personagem mudou completamente e perdeu muito da essência que o tornava tão interessante. Foi estranho acompanhar essa transformação em cena, porque em determinados momentos parecia que estávamos vendo outra pessoa.
Já a Jules, infelizmente, foi praticamente apagada da temporada. A Hunter Schafer aparece muito pouco e, quando aparece, a personagem acaba sendo completamente subaproveitada. Isso me incomodou especialmente porque existia uma expectativa muito grande em torno de uma possível cena memorável entre Rue e Jules no final. E isso simplesmente não aconteceu. Para mim, essa foi uma das maiores oportunidades perdidas da temporada.
No geral, porém, gostei de acompanhar a terceira temporada. Ela é diferente, apresenta uma nova identidade visual e narrativa e, apesar de ser claramente inferior às temporadas anteriores, ainda conseguiu me prender bastante. A mudança de estética pode causar estranhamento para quem se acostumou com a identidade visual clássica da série, mas achei interessante ver a produção tentando se reinventar.
Não acho que seja uma temporada perfeita e acredito que alguns personagens tenham sido descaracterizados ou simplesmente deixados de lado. Ainda assim, gostei da experiência e achei interessante acompanhar essa nova fase. É uma conclusão irregular, mas que, no geral, conseguiu me prender e entregar um encerramento que, apesar dos problemas, considero interessante.
Only Murders in the Building (2ª Temporada)
4.0 97A segunda temporada de Only Murders in the Building é, para mim, inferior à primeira. Isso é praticamente inegável. Tanto que demorei bastante para conseguir concluí-la, porque em diversos momentos senti que a história era menos envolvente e tinha perdido um pouco do equilíbrio que tornou a primeira temporada tão especial.
Também não gostei da inserção de Cara Delevingne no elenco. Acho que ela não foi um bom acréscimo à série e, particularmente, considero sua atuação bastante fraca. A personagem Alice não me conquistou e sua presença não acrescentou uma dinâmica realmente interessante à trama. Em alguns momentos, tive a sensação de que a personagem existia mais como um elemento adicional do que como alguém que realmente fortalecesse a narrativa.
Por outro lado, a série continua tendo muito charme. A fotografia permanece maravilhosa, o universo do Arconia continua visualmente encantador e os momentos de suspense são bem construídos e executados. A temporada ainda consegue entregar bons mistérios, momentos divertidos e situações que fazem a gente querer descobrir o que realmente está acontecendo.
E, claro, o grande coração da série continua sendo o trio principal: Selena Gomez, Steve Martin e Martin Short. A química entre os três continua excelente e é, sem dúvida, um dos maiores motivos para continuar acompanhando a produção. Eles funcionam muito bem juntos e conseguem manter a essência e o charme de Only Murders in the Building mesmo quando a história não está no seu melhor momento.
No saldo final, gostei da temporada. Não acho que seja ruim e ela ainda tem muitas qualidades, mas é claramente inferior à primeira. A temporada de estreia tinha uma história mais coesa, um mistério mais envolvente e uma novidade que fazia tudo parecer mais fresco. A segunda ainda é charmosa, divertida e visualmente muito bonita, mas não consegue repetir o impacto da primeira.
The Boys (4ª Temporada)
3.6 376 Assista AgoraA 4ª temporada de "The Boys" começa de forma preguiçosa e até entediante, o que quebra o ritmo e dificulta o engajamento inicial. Porém, da metade em diante, a narrativa melhora bastante, se tornando mais interessante e bem desenvolvida. Os personagens continuam sendo um ponto forte, especialmente Luz-Estrela, Kimiko e o Francês, além de as boas atuações que sustentam a série. Já Capitão Pátria segue como o grande destaque, funcionando como uma representação eficaz do fanatismo político e religioso, reforçando a crítica à extrema direita, que continua sendo o aspecto mais impactante da série. Por outro lado, alguns personagens incomodam bastante, com destaque negativo para Hugh, que não convence e é de longe a personagem mais irritante da série. Eu fico impressionado em ver que existem pessoas tão fanáticas (religiosamente e politicamente falando) na vida real, quanto as que a série representa, chega a ser assustador. No geral, a temporada funciona melhor na reta final, mas é irregular e inferior às anteriores.
Euphoria (3ª Temporada)
2.9 196 Assista AgoraQuatro anos depois do fim da segunda temporada, Euphoria retorna com um primeiro episódio que já deixa claro: muita coisa mudou, talvez até demais. A diferença é visível em tudo, da trilha sonora à fotografia, passando pelo tom e pelo design de produção. É uma série que claramente teve tantos problemas de bastidores que precisou se reinventar, mas essa mudança toda causa uma estranheza inevitável pra quem acompanhou as temporadas anteriores.
As atuações continuam muito boas, isso é inegável. Mas o problema central está nas personagens. Depois de um intervalo tão grande, era esperado algum tipo de evolução, e isso simplesmente não acontece. Rue, por exemplo, segue praticamente a mesma, sem qualquer crescimento significativo, o que torna a personagem cansativa e até frustrante de acompanhar. A atuação de Zendaya segue forte, mas já não sustenta sozinha uma narrativa que parece estagnada.
Cassie entra no mesmo problema: seu arco parece preso no tempo, repetindo conflitos e comportamentos que já deveriam ter sido superados. Em contraste, Nate surge quase como outra pessoa, destoando completamente do que foi construído anteriormente, o que gera uma sensação de desconexão com a própria história da série.
No fim, fica a impressão de que talvez essa nova temporada nem fosse necessária. Ainda assim, a curiosidade fala mais alto, e eu vou continuar assistindo pra ver até onde isso vai. Mas, pelo menos por enquanto, Euphoria parece ter perdido boa parte da sua essência.
Bridgerton (4ª Temporada)
3.9 65 Assista AgoraA quarta temporada de Bridgerton é agradável, mas fica aquém do esperado. Centrada em Benedict, um personagem carismático, a trama até funciona, especialmente na releitura de Cinderela com Sophie, mas o romance demora a engrenar e sofre com a falta de química entre os protagonistas. Ainda assim, há pontos fortes: a vilã é bem construída e odiável, o retorno de Cressida adiciona camadas interessantes, e o arco envolvendo a Lady Whistledown traz um frescor bem-vindo. Visualmente impecável, com ótima trilha e boas atuações, a temporada mantém o charme da série. Mesmo sem um final tão tradicional, encerra de forma satisfatória e reforça o quanto esse universo continua envolvente.
PS: Já passou da hora de Eloise amadurecer na narrativa e ganhar um destaque próprio. Achei o arco da Francesca e do luto pouco aproveitado. E a segunda temporada continua sendo a que eu menos gosto, mesmo sendo centrada no Anthony que eu adoro.
Euphoria (2ª Temporada)
4.0 557A segunda temporada de Euphoria é irregular e, em muitos momentos, instável. A protagonista vivida por Zendaya continua pouco interessante e até cansativa, enquanto personagens secundários roubam a cena com histórias mais envolventes. O início da temporada é arrastado, mas melhora ao longo dos episódios, especialmente nos capítulos centrados na peça da Lexi, que são bem construídos e envolventes. Há bons desenvolvimentos para Cassie, Maddy e Nate, mas outros personagens, como Rue e Jules, acabam ficando apagados ou mal aproveitados. Apesar disso, a série mantém um altíssimo nível técnico, com estética, fotografia e atuações marcantes, mas não entrega todo o impacto que a crítica costuma atribuir.
Rivalidade Ardente (1ª Temporada)
4.3 143 Assista AgoraHeated Rivalry é, acima de tudo, uma história sobre desejo, identidade e pertencimento. A construção de Ilya e Shane é meticulosa, emocionalmente honesta e profundamente humana. Não se trata apenas de um romance 'rivals to lovers', mas de dois homens atravessando medos distintos para chegar ao mesmo lugar.
O grande ápice emocional da série, sem dúvida, é a ligação de Ilya para Shane — especialmente o momento em que ele se declara em russo. A escolha do idioma não é apenas estética; é simbólica. Ali, Ilya não está apenas dizendo que ama Shane; ele expõe sua cultura, sua origem, sua vulnerabilidade mais íntima. É um gesto de entrega total. A cena é delicada, intensa, romântica na medida exata — nada exagerado, nada contido demais. É uma das declarações mais bonitas e bem construídas que vimos recentemente.
A tensão sexual da série também brilha. Ela não é decorativa, mas parte orgânica da narrativa. Cada cena íntima revela um passo no amadurecimento deles: o desejo entre Ilya e Shane é mais do que físico, é um diálogo sem palavras. A química entre Connor Storrie e Hudson Williams é magnética, carregada de sutileza, e eles elevam cada cena com uma entrega impressionante.
O episódio 3, centrado em Scott e Kip, expande o universo da série com maturidade, mas é a química e o crescimento de Ilya e Shane que carregam o coração da narrativa. E o final, introspectivo e intenso, é o ápice. A série não é apenas sobre rivalidade, mas sobre a coragem de se entregar, de se conhecer e, sobretudo, de amar.
Corrida das Blogueiras (7ª Temporada)
3.7 7A sétima temporada de Corrida das Blogueiras começou fraca, com pouca diversão, narrativa confusa e participantes difíceis de engajar. Só por volta do episódio 3 ou 4 a temporada começou a se encontrar. Maddy foi, disparado, a mais talentosa e consistente, mesmo com alguns erros pontuais. Já a Kitty conquistou pelo carisma e pela rivalidade saudável com a Maddy — essa dinâmica foi, sem dúvida, o grande motor da temporada e o que a tornou mais interessante de acompanhar.
Por outro lado, participantes como Milena, Barcellos, Jordann e Giovanna tornaram a experiência cansativa, embora o Jordann tenha acabado virando entretenimento justamente pelo caos. A produção (Edu e equipe) passou pano para erros evidentes, insistindo em validar apenas sua própria visão, o que prejudica a credibilidade do programa. O episódio final perdeu impacto pelo intervalo excessivo, mas, no saldo geral, a temporada terminou de forma divertida — ainda que a vitória da Kitty tenha deixado a sensação de que a Maddy merecia um pouco mais.
It: Bem-Vindos a Derry (1ª Temporada)
4.1 372 Assista AgoraA primeira temporada de IT: Bem-vindos a Derry entrega uma narrativa envolvente e uma ambientação de época impecável. O elenco infantil tem altos e baixos, mas cumpre seu papel, enquanto o elenco adulto se destaca pela competência e presença marcante. A fotografia, os efeitos especiais e práticos são muito bem executados, e o Pennywise está assustador, com cenas de terror, mortes e sangue na medida certa. O primeiro episódio já impressiona com um plot twist que quebra expectativas, e o final mantém coerência e interesse. Apesar de ser um prequel, com desfecho já conhecido, a série cumpre seu objetivo e se arrisca de forma louvável, entregando tensão, clima e qualidade dentro do universo de IT.
Rich sempre será o meu favorito. ❤️
De Volta aos 15 (1ª Temporada)
3.5 155 Assista AgoraA primeira temporada de De Volta aos 15 é leve, divertida e deliciosa de assistir. A série transporta para os anos 2000 com ambientação, figurinos e trilha sonora daquela época impecáveis, enquanto a narrativa simples e cotidiana prende sem esforço. Camila Queiroz e Maisa brilham, e o restante do elenco também cumpre muito bem seu papel. Uma produção perfeita para relaxar, se distrair e aproveitar sem pensar demais.
Stranger Things (5ª Temporada)
3.5 517 Assista AgoraA quinta temporada de Stranger Things entrega um encerramento que, no geral, considero muito bom — mesmo carregando problemas estruturais que já vinham se acumulando ao longo dos anos. Há uma clara sensação de “injeção de linguiça” em praticamente toda a primeira metade da temporada, com episódios que se alongam além do necessário e diluem a força narrativa. Ainda assim, quando a série decide andar, ela anda.
É completamente natural que o hype tenha se dissipado. Estamos falando de uma série que começou em 2016 e só foi concluída no início de 2026 — uma década de intervalo entre o começo e o fim. Esse espaçamento impactou diretamente o entrosamento do elenco, que já não carrega mais aquela química espontânea dos primeiros anos. Isso é perceptível, e infelizmente prejudica o ritmo e a imersão em vários momentos.
Como fã da obra, continuei achando a temporada incrível, apesar de erros bem pontuais. Fiquei satisfeito com a batalha final, com o desfecho da história e com a maioria das atuações — com exceção de Millie Bobby Brown, que pareceu engessada, sem entrega emocional e visivelmente desconectada, ao menos na impressão que passou em tela.
Os arcos finais dos personagens foram, em geral, muito bem resolvidos e coerentes com a narrativa. A nostalgia foi um dos pontos altos, remetendo diretamente ao começo da série — algo que funcionou emocionalmente e reforçou o fechamento de ciclo. Will foi um dos grandes acertos: a forma como sua sexualidade foi tratada foi sensível, respeitosa e necessária, e seu desenvolvimento ao longo da temporada foi um dos mais consistentes.
Por outro lado, há decisões difíceis de defender. O apagamento quase completo de Max foi frustrante. A introdução de novas crianças incomodou e pareceu desnecessária em um momento em que a série precisava focar exclusivamente no elenco central. A falta de interação orgânica entre os protagonistas também pesou, e quando eles finalmente interagem, muitas vezes é apenas para discutir planos em diálogos artificiais, pouco naturais.
Apesar de tudo isso, acredito que boa parte desses problemas não é culpa direta da série em si, mas sim do longo e conturbado processo de produção ao longo de dez anos. Dentro da proposta, Stranger Things ainda entrega uma história sólida, emocional e visualmente marcante.
O final foi coerente, gostei muito do último episódio e, especialmente, do momento derradeiro — com a porta se fechando e o ciclo finalmente se encerrando. É um encerramento que respeita a jornada. E, sinceramente, é melhor deixar Stranger Things descansar como merece, do que tentar ressuscitar essa história novamente.
Eu realmente gostei da temporada. Mas é inegável que esses pontos prejudicaram a experiência total, especialmente no que diz respeito à imersão no universo da série.
Namorado de Natal (2ª Temporada)
3.8 62 Assista AgoraA segunda temporada de Namorado de Natal acaba sendo inferior à primeira, ainda que mantenha alguns momentos inspirados e genuinamente divertidos. A série segue confortável em sua proposta leve e sazonal, mas tropeça justamente onde deveria evoluir: na jornada emocional de Johanne.
A personagem parece se perder ao longo da temporada, com decisões pouco coerentes e um arco que não se sustenta com a mesma força do início da série. A escolha final, em especial, incomoda por soar previsível e pouco ousada, ainda mais quando havia alternativas narrativas — tanto românticas quanto pessoais — bem mais interessantes para o desenvolvimento da personagem.
Ainda assim, Namorado de Natal continua sendo uma série gostosa de assistir. A vibe de fim de ano permanece acolhedora, a fotografia natalina segue belíssima e o clima leve faz com que os episódios fluam facilmente. Mesmo com suas fragilidades, a segunda temporada ainda cumpre seu papel como entretenimento despretensioso para o período natalino.
9-1-1: Nashville (1ª Temporada)
2.9 3 Assista Agora9-1-1: Nashville começa sem conseguir justificar sua própria existência. Neste início, a série pouco chama atenção: os personagens são desinteressantes, as situações ultrapassam ainda mais o limite do absurdo já conhecido da série original e os efeitos especiais deixam bastante a desejar. Falta carisma, tensão e identidade própria. Por enquanto, soa fraca demais, ainda distante do impacto esperado para um derivado desse universo. Resta torcer para que evolua ao longo da temporada e encontre força suficiente para garantir novas temporadas.
9-1-1 (9ª Temporada)
3.8 6 Assista AgoraO início da 9ª temporada de 9-1-1 soa morno e um pouco perdido. É positivo ver Maddie ganhando mais destaque, com Jennifer Love Hewitt tendo finalmente mais tempo de tela, algo que a série devia há tempos. Em contrapartida, a ausência de Bobby pesa muito na trama, dando a sensação de que a história ainda não sabe exatamente para onde ir.
Também senti falta de Buck e Eddie, cuja dinâmica sempre foi um dos pontos fortes da série. Já a trama envolvendo o espaço ultrapassa os limites do aceitável em termos de inverossimilhança. 9-1-1 sempre flertou com exageros, mas nas últimas temporadas parece estar forçando cada vez mais a barra.
No geral, é um começo fraco para uma série que já entregou aberturas muito mais impactantes. Ainda assim, sigo acompanhando, na esperança de que a temporada encontre seu rumo e volte a se equiparar às anteriores.
Stranger Things (5ª Temporada)
3.5 517 Assista AgoraA primeira parte da 5ª temporada de Stranger Things começa enfrentando um problema inevitável: o hiato gigantesco entre temporadas, que prejudica bastante o impacto inicial e esfria o hype. Ainda assim, o resumão dos acontecimentos anteriores logo no início é um acerto enorme, funcionando quase como um abraço no fã que precisou “reaprender” a série depois de tanto tempo.
Os dois primeiros episódios têm um ritmo arrastado que incomoda, especialmente porque, a essa altura, a expectativa é por caos, gritaria e tensão constante (mesmo sabendo que a trama não pode sustentar isso o tempo todo). Felizmente, quando a história engrena, a série volta a mostrar por que é tão amada. O quarto episódio é simplesmente fantástico e marca um grande momento para Will, que finalmente mostra o quão poderoso e essencial ele pode ser dentro da narrativa.
Eleven tem ótimas cenas ao lado de Hopper, Joyce segue impecável como sempre, e Nancy continua sendo um dos personagens mais interessantes graças à sua personalidade destemida. Por outro lado, Dustin decepciona pela mudança de atitude, enquanto Lucas e Max parecem apagados demais até aqui. Mike soa perdido, e sem sua ligação clara com Eleven ou Will, sua trajetória parece sem rumo no momento.
Apesar dos tropeços iniciais, a temporada recupera sua força emocional e narrativa. Fica a ansiedade pelos próximos episódios, e a esperança sincera de que Stranger Things tenha um final épico, à altura do legado que construiu.
Namorado de Natal (1ª Temporada)
3.7 95 Assista AgoraNamorado de Natal é aquele tipo de série que abraça o espírito natalino sem pedir desculpas por isso. A trama é envolvente, leve e cumpre bem a proposta de aquecer o coração, mesmo sem grandes pretensões de inovação. É fácil se conectar com a história e querer acompanhar cada episódio, principalmente para quem gosta de romances com clima de fim de ano.
A protagonista é, sem dúvida, um dos pontos fortes da série. Carismática, humana e cheia de falhas, ela conquista o público pela sinceridade e pela forma como lida com suas inseguranças. Em alguns momentos, porém, suas decisões são tão ingênuas que beiram o “burro”, o que pode gerar certa irritação — ainda assim, isso acaba tornando a personagem mais real e próxima de quem assiste.
Outro grande destaque é a fotografia. A Noruega aparece de forma absolutamente encantadora, com uma estética natalina impecável. As luzes, a neve, as paisagens e os cenários transformam a série quase em um cartão-postal de Natal, elevando muito a experiência visual e ajudando a criar o clima mágico que a história pede.
No geral, Namorado de Natal é uma série confortável, charmosa e visualmente linda. Não é perfeita, mas entrega emoção, romance e aquele aconchego típico das produções natalinas, que é exatamente o que promete.
Tremembé (1ª Temporada)
3.3 232 Assista AgoraEmbora o entretenimento funcione muito bem, é uma linha muito tênue contar uma história dissimulada de vilões ou criar empatia por essas pessoas cruéis. É necessário ter a visão certa ao assistir, e entender que as pessoas retratadas aqui são bandidas e não ídolos. Gostei muito da caracterização das personagens e das atuações. A série me prendeu, e gostei de ver os bastidores da prisão mesmo com muitas questões que sabemos serem apenas fictícias. Vale a conferida.
Casamento às Cegas: Brasil (5ª Temporada)
2.9 44 Assista AgoraPessoas mais velhas são tão mal resolvidas quanto as mais jovens, essa é a lição dessa temporada. Ranço eterno por Rivo e Lica, dois insuportáveis mimados e imaturos.