O retorno de Euphoria explora novos lados dos personagens que não tiveram muito destaque na primeira temporada e ainda revela o destino de Rue. Em meio a caminhos entrelaçados, Rue precisa encontrar esperança enquanto tenta equilibrar as pressões do amor, perda e vício.
Revendo agora, a primeira temporada eu vi em um dia, essa arrastou por uma semana.
Tem muitos pontos altos sim, muita referência, arte visual entrega muito.
O final de Euphoria me deixou com sentimentos mistos. Achei que a série continuou muito intensa e emocionalmente pesada, mostrando as consequências das escolhas e dos traumas vividos pelos personagens. Ao mesmo tempo, senti que algumas histórias ficaram abertas demais e que certos personagens mereciam um desenvolvimento mais aprofundado antes do encerramento da temporada.
O segundo ano esmiuça de forma visceral os vícios desses personagens e esfrega na cara deles com o duplo escrito por Lexi. Cada um lida com seu próprio Inferno, seu próprio abismo, de seu jeito. Da resignação espiritual ao orgulho cego.
Acompanhar os altos e baixos de Rue deixa o negócio cansativo. Não menosprezando o sofrimento do que é ser e ter que conviver com dependente quimico. Acho que ficou massante. Agora o desenvolvimento da família de Nate, da frustração, amargura, arrependimento do Pai é sensacional. O mesmo se aplica a sacada de evidênciar a sensibilidade de Lexi para trazer para uma peça os próprios personagens e um "auto julgamento" se vendo em terceira pessoa.
Que trilha sonora maravilhosa essa série tem!