Insaciável é exatamente o tipo de terror que eu gosto de ver: um filme que me faz pensar e que tenta reinventar um gênero que, para continuar relevante, também precisa se reinventar. O body horror contemporâneo tem encontrado no próprio corpo uma poderosa fonte de terror, e aqui isso funciona muito bem ao transformar gordura, magreza, alimentação, excesso e estranheza em elementos perturbadores. Grande parte da força do filme está em Midori Francis, que entrega uma atuação convincente, visceral e completamente comprometida com a transformação de Hana. Mas é na metáfora da fome que Insaciável realmente encontra seu ponto mais interessante: uma mulher que acredita precisar consumir, eliminar e transformar partes de si mesma para finalmente ser feliz, desejada e conquistar aquilo que ama, apenas para descobrir que nenhuma transformação externa consegue saciar uma fome que é, na verdade, interna. O filme fala sobre compulsão, repressão, perfeccionismo e sobre aquilo que a sociedade estabelece como bonito, aceitável e saudável. E, principalmente, fala sobre equilíbrio: até onde a aceitação do próprio corpo é saudável e até onde mudanças são necessárias para o nosso bem-estar físico e mental. O problema é que Insaciável tenta falar sobre muita coisa ao mesmo tempo. São tantas ideias e metáforas que algumas acabam não sendo desenvolvidas com a profundidade que poderiam, fazendo com que o roteiro não alcance todo o potencial da proposta. Ainda assim, é uma obra muito interessante, atmosférica e visceral, que me prendeu do começo ao fim. No fim, para mim, a grande metáfora está justamente nessa fome que nunca é saciada: mesmo quando conseguimos tudo aquilo que acreditávamos querer, nada será suficiente enquanto a insatisfação continuar vindo de dentro.
A estética e a premissa são bem interessantes, especialmente essa ideia de uma espécie de Big Brother no início dos anos 2000, mas a execução é totalmente falha. O filme não sabe que caminho seguir e, no final, abandona o suspense psicológico para abraçar uma tentativa frustrada de slasher. Elenco fraco, atuações ruins e uma história que acaba sendo bastante esquecível. O começo e a participação de Bradley Cooper, ainda em início de carreira, são praticamente as únicas coisas que realmente me interessaram.
Ghostbusters: Mais Além aposta em uma nova geração e acerta principalmente ao colocar McKenna Grace no centro da história, que segura o filme com muita competência. Falta, porém, a magia dos clássicos, embora a nova roupagem seja interessante. É divertido, nostálgico e emocionante quando os personagens originais aparecem, mas essa participação demora demais para acontecer e poderia ter sido muito mais aproveitada. Também é longo além do necessário, com alguns momentos tediosos. Gostei, mas definitivamente não tem o mesmo impacto dos filmes antigos.
Visualmente impressionante e ambicioso, O Segredo do Abismo mostra todo o talento de James Cameron para criar tensão e espetáculo. A atmosfera claustrofóbica do fundo do mar funciona muito bem, mas o ritmo é irregular e o desenvolvimento dos personagens nem sempre acompanha a grandiosidade da proposta. Ainda assim, é uma ficção científica envolvente e tecnicamente impressionante para sua época.
Gostei ainda mais que o primeiro. Curti bastante o tom que mistura comédia e ação, e acho que aqui isso funciona muito bem. Os efeitos estão ótimos, as cenas de ação são muito boas e as coreografias estão ainda mais interessantes, principalmente nas batalhas do terceiro ato, que entregam uma ótima batalha final. Só achei uma pena os personagens do primeiro filme terem sido meio apagados neste, mas gostei bastante dos novos personagens. No geral, achei uma sequência divertida, mais dinâmica e ainda mais interessante nas lutas que o filme anterior.
Besta e cafona na medida certa, mas também engraçado justamente pelo absurdo. O elenco é um show à parte e segura muito bem toda a caricatura do filme. Quando vi na infância, achei superdivertido e, revendo hoje, ainda consigo me divertir, mas também percebo muito mais o quanto tudo é exagerado e caricato. Algumas piadas, principalmente as de cunho sexual, envelheceram bem mal. É aquele tipo de filme que funciona muito mais pela nostalgia e pelo entretenimento despretensioso do que pela qualidade em si.
O filme até tem uma boa atmosfera e uma ambientação interessante, mas não consegue utilizar praticamente nada disso a seu favor. Tudo parece jogado, estranho e sem direção, com explicações demais que, em vez de esclarecer, tornam a história ainda mais confusa. Começa de uma maneira promissora, mas logo desanda e, a partir daí, nada mais funciona. É um filme esquisito no pior sentido da palavra, não prende a atenção e termina sendo uma experiência bastante frustrante. Fiquei até com pena da Willa Holland, porque ela é uma atriz que gosto e merecia estar em um projeto muito melhor. No fim, é um daqueles filmes que tinham elementos interessantes, mas não souberam o que fazer com eles. Um desperdício completo.
Um Lugar Chamado Notting Hill tem aquele charme muito particular das comédias românticas dos anos 90 que eu gosto tanto. Gosto muito dos trabalhos da Julia Roberts e aqui ela está ótima, além de toda aquela atmosfera britânica, a livraria, as ruas charmosas e a trilha sonora, que é quase um personagem à parte. Eu gostei do filme, mas confesso que esperava mais. Talvez por ser tão conhecido, imaginava um romance mais grandioso, com uma história mais marcante, mas no fim é uma trama bastante simples sobre uma atriz famosa que se apaixona por um sujeito completamente comum, vivido pelo Hugh Grant, que definitivamente não é um dos meus atores favoritos. Ainda assim, o romance funciona, o clima inglês conquista e o filme tem uma leveza muito gostosa. Só não entregou aquela grande história de amor que eu imaginava. Curti, mas esperava mais.
Mortal Kombat é exatamente o tipo de filme que sabe o que quer ser: divertido, frenético e feito para entreter. Tem bastante ação, boas cenas de luta, efeitos visuais muito bacanas e um ritmo que me prendeu do começo ao fim, sem ficar cansativo. Gostei bastante dos personagens e, ao contrário de muita gente, curti o protagonista e achei Lewis Tan muito bem no papel. As cenas de ação são o grande destaque e entregam aquela violência gráfica que combina perfeitamente com a proposta do jogo. Não é um filme que pretende reinventar nada ou entregar uma grande história, e nem precisa. É um filme de ação baseado em Mortal Kombat que quer divertir e, dentro dessa proposta, funciona muito bem. Bem redondinho, direto ao ponto e um ótimo passatempo.
Frutas Proibidas começa de maneira um pouco lenta, mas aos poucos vai construindo uma atmosfera que prende bastante a atenção. O filme nunca chega a realmente explodir ou entregar algo grandioso, e fica aquela sensação de que poderia ter ido um pouco mais longe, mas ainda assim funciona muito bem como um suspense envolvente. O grande destaque é, sem dúvida, Lili Reinhart. Ela está ótima como vilã, usando muito bem o olhar, a presença e uma certa imponência que fazem sua personagem dominar as cenas. Curiosamente, ela acaba sendo muito mais interessante do que as próprias mocinhas. A personagem de Lola Tung, por exemplo, é tão irritante em determinados momentos que fica difícil criar qualquer torcida por ela e, quando percebemos, estamos muito mais interessados em ver a vilã vencer. Também gostei bastante da estética e da atmosfera do filme, que mistura uma energia de Meninas Malvadas com elementos de Jovens Bruxas, criando uma identidade adolescente sombria e bastante divertida. Victoria Pedretti também merece destaque e está muito bem em seu papel. Talvez Frutas Proibidas tivesse potencial para ser ainda mais ousado e impactante, mas, mesmo sem grandes explosões, consegue fazer o principal: me manteve interessado do começo ao fim. E quando a vilã é a personagem que mais queremos acompanhar, alguma coisa o filme certamente acertou.
Procurei esse filme por muitos anos, desde que minha mãe comentou que havia assistido na Globo nos anos 2000. Durante muito tempo, ele ficou com aquela sensação de filme que a gente lembra de ter visto, ou pelo menos ouvido falar, mas que parece impossível de encontrar. Até que finalmente achei uma cópia em VHS legendada, que assisti há alguns anos e gostei bastante. Agora consegui uma verdadeira raridade: a gravação da exibição no Supercine, com a dublagem da época. Rever dessa forma foi como abrir um pequeno baú de memórias, apesar da qualidade antiga da imagem. E, nostalgia à parte, continuo achando um ótimo suspense dos anos 90. Tem uma atmosfera muito característica da época, prende a atenção do começo ao fim e funciona muito bem dentro da proposta. A dublagem da Globo deixou a experiência ainda mais especial. Gosto bastante desse filme e certamente pretendo revê-lo novamente no futuro.
Clichê e caricato, com toda a cara dos telefilmes da Lifetime, mas também com aquele charme particular dos suspenses cotidianos de baixo orçamento. Brooke Nevin merecia muito mais espaço para brilhar como vilã, enquanto a protagonista vivida pela fraquíssima Vanessa Marcil poderia ter tido bem menos destaque. Também queria um final mais ousado e diferente, porque a história tinha potencial para isso. No geral, é um passatempo bem ok para um fim de semana, sem grandes pretensões.
É um filme LGBT brasileiro leve, divertido e gostoso de assistir. O único problema para mim é o Felipe, que é extremamente insuportável. Em vários momentos só conseguia pensar: cara, tu é muito chato. Gostei mais do outro protagonista e principalmente da forma como o filme quebra alguns estereótipos sobre gays. Nem todo gay é afeminado, gosta de musical ou precisa ter determinados trejeitos para se encaixar. Um cara que gosta de futebol e é mais masculinizado também pode ser gay, e acho muito importante mostrar essa diversidade. Também gostei da abordagem sobre corpos fora do padrão e das relações que fogem do que normalmente vemos. E a Débora Falabella está ótima como mãe. No geral, gostei muito do filme. Só precisava de um protagonista um pouco menos insuportável.
Gostei bastante da atmosfera de A Estação do Terror e dessa ideia tão característica dos filmes orientais de transformar metrôs e estações em cenários assustadores. Também gostei da protagonista e achei a história interessante dentro da proposta. O que me incomodou um pouco foi o excesso de humor em alguns momentos, porque acho que o filme funcionaria melhor se mantivesse o tom de terror por mais tempo. Também senti que o desfecho poderia ser mais satisfatório. Ainda assim, é um filme bacana, com uma boa atmosfera e uma proposta que me agradou. Não é perfeito, mas gostei da experiência.
Leviticus foi uma das grandes surpresas do ano para mim. Eu me encantei pela fotografia, pelo clima intimista e cotidiano e, principalmente, pela maneira como o filme transforma a opressão e o fanatismo religioso em uma fonte de terror. É um horror mais cru, metafórico e pessoal, e acho que o filme trabalha muito bem essas ideias. Também é impossível não torcer por Naim e Ryan. Joe Bird e Stacy Clausen têm uma química que simplesmente transcende a tela, e os dois entregam atuações excelentes. Mia Wasikowska também merece destaque como a mãe de Naim, em uma atuação muito forte. Gosto de como Leviticus consegue equilibrar romance, terror e uma discussão muito séria sobre preconceito e fanatismo sem deixar nenhum desses elementos de lado. E o final, para mim, é a cereja do bolo: além de impactante, consegue ser belíssimo. Um terror queer sensível, perturbador e extremamente bem conduzido. Para mim, simplesmente impecável.
Segredo Obscuro tinha um potencial enorme, mas, para mim, desperdiça praticamente tudo. Max Minghella é talentoso e o filme conta com Elisabeth Moss e Kate Hudson, duas ótimas atrizes, mas nada parece funcionar muito bem. O filme é bizarro, mas de uma forma pouco interessante. Em vez de ser perturbador ou instigante, muitas vezes parece apenas estranho por ser estranho. Ele até tenta evocar algo de "A Substância" por exemplo, mas sem o mesmo glamour, conceito ou atmosfera. No fim, achei uma experiência caricata, estranha e bastante enfadonha. É uma pena, porque tinha todos os ingredientes para ser algo muito melhor.
Estou muito ansioso para ver o rumo que a 10ª temporada de 9-1-1 vai tomar. Quero muito acompanhar a Maddie nessa posição de liderança no serviço de despachantes e descobrir como isso vai impactar ainda mais a dinâmica dela com toda a equipe. Também estou muito curioso para ver o Buck com o Theo e, principalmente, como a série vai desenvolver essa proximidade cada vez maior entre Buck e Eddie. Acho que existe muito potencial nessas relações e estou realmente interessado em ver onde os roteiristas vão levar cada uma delas. Enfim, estou muito empolgado para essa nova temporada. Depois de tudo que a série já construiu, estou com muita expectativa para descobrir o que vem pela frente. Não vejo a hora de começar!
Eu tenho uma memória afetiva enorme com Camp Rock e Camp Rock 2. São filmes extremamente simples, datados e longe de serem grandes obras cinematográficas, mas que marcaram a infância e a adolescência de muita gente. No meu caso, foram também os filmes através dos quais conheci Demi Lovato e me apaixonei por ela. Por isso, depois de tantos anos, assistir a uma nova produção com aquele mesmo estilo dos filmes do Disney Channel dos anos 2000 foi uma experiência muito gostosa. Camp Rock 3 não tenta revolucionar nada e nem precisa. Ele simplesmente resgata aquela premissa básica, as músicas, o clima leve e aquela atmosfera que marcou uma geração, e faz isso muito bem. Gostei bastante do novo elenco, das personagens e das músicas. Talvez faltasse um pouco mais de desenvolvimento para algumas delas, mas entendo que o filme também não tenha tanto tempo para aprofundar tudo. A participação dos Jonas Brothers também funciona muito bem e é aproveitada de uma maneira que faz sentido dentro da história. O que mais senti falta foi justamente de mais Camp Rock no filme. Eu adoraria ter visto alguma música dos filmes originais sendo recriada pelo novo elenco ou, principalmente, uma participação da Demi Lovato cantando. A aparição dela já foi suficiente para fazer minha criança interior gritar. Foi muito especial vê-la novamente naquele universo, linda como está hoje, e perceber o quanto aquela personagem e aquela franquia ainda despertam carinho em mim. No fim, Camp Rock 3 é exatamente o que eu esperava que fosse: um filme simples, divertido e nostálgico, que não tem nenhuma pretensão de ser uma grande obra cinematográfica. E justamente por isso funciona. Assisti praticamente o filme inteiro com um sorriso no rosto, porque por algumas horas pareceu que eu tinha voltado para a minha adolescência. E, sinceramente, às vezes é exatamente isso que um filme precisa fazer.
Eu nunca assisti ao filme original de Um Massacre na Festa do Pijama, então assisti a esse remake de 2021 sem muitas expectativas. Na verdade, esperava encontrar um completo desastre, mas fui surpreendido. O filme é bastante divertido e consegue transformar a premissa em algo interessante, principalmente pela maneira como brinca com os papéis tradicionais do slasher. Gostei muito da reviravolta envolvendo vilão e final girl e, principalmente, da forma como o filme desconstrói aquela ideia clássica da mulher indefesa. Aqui, os homens acabam ocupando o lugar da objetificação, e achei essa inversão bastante interessante. É uma maneira divertida de brincar com os clichês dos filmes de terror, especialmente considerando que o original é muito mais marcado pela objetificação feminina. É claro que o filme tem suas limitações. A produção é claramente de baixo orçamento e isso fica bastante evidente em alguns momentos, mas, para mim, não chega a comprometer a experiência. A direção consegue tirar uma boa "limonada" de um orçamento pequeno e entregar um slasher simples, divertido e surpreendentemente envolvente. Não é nenhuma obra-prima e certamente tem seus defeitos, mas me prendeu, eu me diverti e terminei o filme até com vontade de conhecer o original. E acho que esse é um dos maiores méritos desse remake: ele conseguiu pegar uma proposta que eu imaginava que seria ruim e transformá-la em uma experiência muito mais interessante do que eu esperava.
Lobo é aquele tipo de filme que, para mim, ganha muitos pontos justamente por ter a cara dos anos 90. A fotografia, a estética e toda a atmosfera deixam muito evidente a época em que foi feito, e eu vejo isso como uma qualidade, não como um defeito. Eu gosto muito desse estilo noventista e acho que ele dá ao filme uma identidade própria. Também gostei bastante da abordagem da história de lobisomem, que foge um pouco do que Hollywood costumava fazer com o tema. Jack Nicholson está fantástico no papel e consegue carregar o filme com seu carisma e sua presença. Michelle Pfeiffer também está muito bem como coadjuvante, trazendo bastante química para a história. O filme tem bons momentos, prende a atenção e funciona muito bem como entretenimento. Não é uma grande obra-prima dos anos 90 e certamente não vai revolucionar o gênero, mas é uma produção interessante, com personalidade e que vale a sessão.
Gostei muito da segunda temporada de Heartstopper. Continuo gostando bastante da química entre Kit Connor e Joe Locke, e acho Nick e Charlie um casal muito fofo. Ainda assim, existe algo no Joe Locke que continua me incomodando um pouco. Não sei dizer exatamente se é o personagem, a forma como ele é construído ou simplesmente a maneira como o Joe interpreta o Charlie, mas é uma sensação que permanece mesmo gostando do casal. Apesar disso, uma das coisas que mais gosto em Heartstopper é justamente a leveza da série. Mesmo quando aborda assuntos mais pesados e delicados, ela consegue fazer isso sem transformar tudo em um grande drama extremamente carregado. Acho isso muito importante, principalmente porque muitas produções LGBT acabam seguindo justamente esse caminho mais sofrido e dramático. Heartstopper consegue falar sobre questões sérias sem perder a doçura e o conforto que fazem parte da identidade da série. Também gostei muito dos casais secundários e das histórias paralelas. Acho que elas enriquecem bastante a temporada e fazem com que o universo da série pareça maior do que apenas Nick e Charlie. E uma coisa que funciona muito bem para mim é a duração curta dos episódios. Tudo passa muito rápido, mas de uma maneira positiva: a história flui naturalmente e assistir à série se torna uma experiência muito gostosa. E, sem dúvida, meus episódios favoritos foram os de Paris. Eu sou apaixonado por Paris e tenho o sonho de conhecer a cidade algum dia, então foi impossível não me imaginar ali junto com eles. A viagem trouxe uma atmosfera completamente diferente para a temporada e, para mim, aqueles episódios foram mágicos. Ver os personagens vivendo aquela experiência juntos, em uma cidade que eu tenho tanta vontade de conhecer, deixou tudo ainda mais especial. No fim, gostei muito da temporada. Heartstopper continua sendo uma série leve, fofa e muito fácil de assistir, mesmo quando toca em assuntos mais sérios. Agora estou partindo rumo à última temporada e bastante curioso para ver como essa história vai terminar.
Insaciável
3.0 68Insaciável é exatamente o tipo de terror que eu gosto de ver: um filme que me faz pensar e que tenta reinventar um gênero que, para continuar relevante, também precisa se reinventar. O body horror contemporâneo tem encontrado no próprio corpo uma poderosa fonte de terror, e aqui isso funciona muito bem ao transformar gordura, magreza, alimentação, excesso e estranheza em elementos perturbadores.
Grande parte da força do filme está em Midori Francis, que entrega uma atuação convincente, visceral e completamente comprometida com a transformação de Hana. Mas é na metáfora da fome que Insaciável realmente encontra seu ponto mais interessante: uma mulher que acredita precisar consumir, eliminar e transformar partes de si mesma para finalmente ser feliz, desejada e conquistar aquilo que ama, apenas para descobrir que nenhuma transformação externa consegue saciar uma fome que é, na verdade, interna.
O filme fala sobre compulsão, repressão, perfeccionismo e sobre aquilo que a sociedade estabelece como bonito, aceitável e saudável. E, principalmente, fala sobre equilíbrio: até onde a aceitação do próprio corpo é saudável e até onde mudanças são necessárias para o nosso bem-estar físico e mental.
O problema é que Insaciável tenta falar sobre muita coisa ao mesmo tempo. São tantas ideias e metáforas que algumas acabam não sendo desenvolvidas com a profundidade que poderiam, fazendo com que o roteiro não alcance todo o potencial da proposta. Ainda assim, é uma obra muito interessante, atmosférica e visceral, que me prendeu do começo ao fim.
No fim, para mim, a grande metáfora está justamente nessa fome que nunca é saciada: mesmo quando conseguimos tudo aquilo que acreditávamos querer, nada será suficiente enquanto a insatisfação continuar vindo de dentro.
O Olho Que Tudo Vê
2.0 121A estética e a premissa são bem interessantes, especialmente essa ideia de uma espécie de Big Brother no início dos anos 2000, mas a execução é totalmente falha. O filme não sabe que caminho seguir e, no final, abandona o suspense psicológico para abraçar uma tentativa frustrada de slasher. Elenco fraco, atuações ruins e uma história que acaba sendo bastante esquecível. O começo e a participação de Bradley Cooper, ainda em início de carreira, são praticamente as únicas coisas que realmente me interessaram.
Ghostbusters: Mais Além
3.5 432 Assista AgoraGhostbusters: Mais Além aposta em uma nova geração e acerta principalmente ao colocar McKenna Grace no centro da história, que segura o filme com muita competência. Falta, porém, a magia dos clássicos, embora a nova roupagem seja interessante. É divertido, nostálgico e emocionante quando os personagens originais aparecem, mas essa participação demora demais para acontecer e poderia ter sido muito mais aproveitada. Também é longo além do necessário, com alguns momentos tediosos. Gostei, mas definitivamente não tem o mesmo impacto dos filmes antigos.
O Segredo do Abismo
3.7 277 Assista AgoraVisualmente impressionante e ambicioso, O Segredo do Abismo mostra todo o talento de James Cameron para criar tensão e espetáculo. A atmosfera claustrofóbica do fundo do mar funciona muito bem, mas o ritmo é irregular e o desenvolvimento dos personagens nem sempre acompanha a grandiosidade da proposta. Ainda assim, é uma ficção científica envolvente e tecnicamente impressionante para sua época.
Mortal Kombat 2
3.2 344 Assista AgoraGostei ainda mais que o primeiro. Curti bastante o tom que mistura comédia e ação, e acho que aqui isso funciona muito bem. Os efeitos estão ótimos, as cenas de ação são muito boas e as coreografias estão ainda mais interessantes, principalmente nas batalhas do terceiro ato, que entregam uma ótima batalha final. Só achei uma pena os personagens do primeiro filme terem sido meio apagados neste, mas gostei bastante dos novos personagens. No geral, achei uma sequência divertida, mais dinâmica e ainda mais interessante nas lutas que o filme anterior.
Minha Super Ex-Namorada
2.2 670 Assista AgoraBesta e cafona na medida certa, mas também engraçado justamente pelo absurdo. O elenco é um show à parte e segura muito bem toda a caricatura do filme. Quando vi na infância, achei superdivertido e, revendo hoje, ainda consigo me divertir, mas também percebo muito mais o quanto tudo é exagerado e caricato. Algumas piadas, principalmente as de cunho sexual, envelheceram bem mal. É aquele tipo de filme que funciona muito mais pela nostalgia e pelo entretenimento despretensioso do que pela qualidade em si.
The Mortuary Assistant
1.4 29 Assista AgoraO filme até tem uma boa atmosfera e uma ambientação interessante, mas não consegue utilizar praticamente nada disso a seu favor. Tudo parece jogado, estranho e sem direção, com explicações demais que, em vez de esclarecer, tornam a história ainda mais confusa.
Começa de uma maneira promissora, mas logo desanda e, a partir daí, nada mais funciona. É um filme esquisito no pior sentido da palavra, não prende a atenção e termina sendo uma experiência bastante frustrante.
Fiquei até com pena da Willa Holland, porque ela é uma atriz que gosto e merecia estar em um projeto muito melhor. No fim, é um daqueles filmes que tinham elementos interessantes, mas não souberam o que fazer com eles. Um desperdício completo.
Um Lugar Chamado Notting Hill
3.6 1,4K Assista AgoraUm Lugar Chamado Notting Hill tem aquele charme muito particular das comédias românticas dos anos 90 que eu gosto tanto. Gosto muito dos trabalhos da Julia Roberts e aqui ela está ótima, além de toda aquela atmosfera britânica, a livraria, as ruas charmosas e a trilha sonora, que é quase um personagem à parte.
Eu gostei do filme, mas confesso que esperava mais. Talvez por ser tão conhecido, imaginava um romance mais grandioso, com uma história mais marcante, mas no fim é uma trama bastante simples sobre uma atriz famosa que se apaixona por um sujeito completamente comum, vivido pelo Hugh Grant, que definitivamente não é um dos meus atores favoritos.
Ainda assim, o romance funciona, o clima inglês conquista e o filme tem uma leveza muito gostosa. Só não entregou aquela grande história de amor que eu imaginava. Curti, mas esperava mais.
Mortal Kombat
2.7 1,1K Assista AgoraMortal Kombat é exatamente o tipo de filme que sabe o que quer ser: divertido, frenético e feito para entreter. Tem bastante ação, boas cenas de luta, efeitos visuais muito bacanas e um ritmo que me prendeu do começo ao fim, sem ficar cansativo.
Gostei bastante dos personagens e, ao contrário de muita gente, curti o protagonista e achei Lewis Tan muito bem no papel. As cenas de ação são o grande destaque e entregam aquela violência gráfica que combina perfeitamente com a proposta do jogo.
Não é um filme que pretende reinventar nada ou entregar uma grande história, e nem precisa. É um filme de ação baseado em Mortal Kombat que quer divertir e, dentro dessa proposta, funciona muito bem. Bem redondinho, direto ao ponto e um ótimo passatempo.
Frutas Proibidas
2.4 36Frutas Proibidas começa de maneira um pouco lenta, mas aos poucos vai construindo uma atmosfera que prende bastante a atenção. O filme nunca chega a realmente explodir ou entregar algo grandioso, e fica aquela sensação de que poderia ter ido um pouco mais longe, mas ainda assim funciona muito bem como um suspense envolvente.
O grande destaque é, sem dúvida, Lili Reinhart. Ela está ótima como vilã, usando muito bem o olhar, a presença e uma certa imponência que fazem sua personagem dominar as cenas. Curiosamente, ela acaba sendo muito mais interessante do que as próprias mocinhas. A personagem de Lola Tung, por exemplo, é tão irritante em determinados momentos que fica difícil criar qualquer torcida por ela e, quando percebemos, estamos muito mais interessados em ver a vilã vencer.
Também gostei bastante da estética e da atmosfera do filme, que mistura uma energia de Meninas Malvadas com elementos de Jovens Bruxas, criando uma identidade adolescente sombria e bastante divertida. Victoria Pedretti também merece destaque e está muito bem em seu papel.
Talvez Frutas Proibidas tivesse potencial para ser ainda mais ousado e impactante, mas, mesmo sem grandes explosões, consegue fazer o principal: me manteve interessado do começo ao fim. E quando a vilã é a personagem que mais queremos acompanhar, alguma coisa o filme certamente acertou.
Atormentada
3.1 12Procurei esse filme por muitos anos, desde que minha mãe comentou que havia assistido na Globo nos anos 2000. Durante muito tempo, ele ficou com aquela sensação de filme que a gente lembra de ter visto, ou pelo menos ouvido falar, mas que parece impossível de encontrar. Até que finalmente achei uma cópia em VHS legendada, que assisti há alguns anos e gostei bastante.
Agora consegui uma verdadeira raridade: a gravação da exibição no Supercine, com a dublagem da época. Rever dessa forma foi como abrir um pequeno baú de memórias, apesar da qualidade antiga da imagem.
E, nostalgia à parte, continuo achando um ótimo suspense dos anos 90. Tem uma atmosfera muito característica da época, prende a atenção do começo ao fim e funciona muito bem dentro da proposta. A dublagem da Globo deixou a experiência ainda mais especial. Gosto bastante desse filme e certamente pretendo revê-lo novamente no futuro.
A Mãe Errada!
3.1 11Clichê e caricato, com toda a cara dos telefilmes da Lifetime, mas também com aquele charme particular dos suspenses cotidianos de baixo orçamento.
Brooke Nevin merecia muito mais espaço para brilhar como vilã, enquanto a protagonista vivida pela fraquíssima Vanessa Marcil poderia ter tido bem menos destaque. Também queria um final mais ousado e diferente, porque a história tinha potencial para isso.
No geral, é um passatempo bem ok para um fim de semana, sem grandes pretensões.
Quinze Dias
3.7 107 Assista AgoraÉ um filme LGBT brasileiro leve, divertido e gostoso de assistir. O único problema para mim é o Felipe, que é extremamente insuportável. Em vários momentos só conseguia pensar: cara, tu é muito chato.
Gostei mais do outro protagonista e principalmente da forma como o filme quebra alguns estereótipos sobre gays. Nem todo gay é afeminado, gosta de musical ou precisa ter determinados trejeitos para se encaixar. Um cara que gosta de futebol e é mais masculinizado também pode ser gay, e acho muito importante mostrar essa diversidade.
Também gostei da abordagem sobre corpos fora do padrão e das relações que fogem do que normalmente vemos. E a Débora Falabella está ótima como mãe.
No geral, gostei muito do filme. Só precisava de um protagonista um pouco menos insuportável.
A Estação do Terror
2.1 8Gostei bastante da atmosfera de A Estação do Terror e dessa ideia tão característica dos filmes orientais de transformar metrôs e estações em cenários assustadores. Também gostei da protagonista e achei a história interessante dentro da proposta.
O que me incomodou um pouco foi o excesso de humor em alguns momentos, porque acho que o filme funcionaria melhor se mantivesse o tom de terror por mais tempo. Também senti que o desfecho poderia ser mais satisfatório.
Ainda assim, é um filme bacana, com uma boa atmosfera e uma proposta que me agradou. Não é perfeito, mas gostei da experiência.
The Mime 3
3.0 3Esse foi o que eu menos gostei.
The Mime 2
3.3 3É bacana, mas gostei mais do primeiro.
Leviticus
3.3 95Leviticus foi uma das grandes surpresas do ano para mim. Eu me encantei pela fotografia, pelo clima intimista e cotidiano e, principalmente, pela maneira como o filme transforma a opressão e o fanatismo religioso em uma fonte de terror. É um horror mais cru, metafórico e pessoal, e acho que o filme trabalha muito bem essas ideias.
Também é impossível não torcer por Naim e Ryan. Joe Bird e Stacy Clausen têm uma química que simplesmente transcende a tela, e os dois entregam atuações excelentes. Mia Wasikowska também merece destaque como a mãe de Naim, em uma atuação muito forte.
Gosto de como Leviticus consegue equilibrar romance, terror e uma discussão muito séria sobre preconceito e fanatismo sem deixar nenhum desses elementos de lado. E o final, para mim, é a cereja do bolo: além de impactante, consegue ser belíssimo.
Um terror queer sensível, perturbador e extremamente bem conduzido. Para mim, simplesmente impecável.
Segredo Obscuro
2.3 27 Assista AgoraSegredo Obscuro tinha um potencial enorme, mas, para mim, desperdiça praticamente tudo. Max Minghella é talentoso e o filme conta com Elisabeth Moss e Kate Hudson, duas ótimas atrizes, mas nada parece funcionar muito bem.
O filme é bizarro, mas de uma forma pouco interessante. Em vez de ser perturbador ou instigante, muitas vezes parece apenas estranho por ser estranho. Ele até tenta evocar algo de "A Substância" por exemplo, mas sem o mesmo glamour, conceito ou atmosfera.
No fim, achei uma experiência caricata, estranha e bastante enfadonha. É uma pena, porque tinha todos os ingredientes para ser algo muito melhor.
9-1-1 (10ª Temporada)
1 Assista AgoraEstou muito ansioso para ver o rumo que a 10ª temporada de 9-1-1 vai tomar. Quero muito acompanhar a Maddie nessa posição de liderança no serviço de despachantes e descobrir como isso vai impactar ainda mais a dinâmica dela com toda a equipe.
Também estou muito curioso para ver o Buck com o Theo e, principalmente, como a série vai desenvolver essa proximidade cada vez maior entre Buck e Eddie. Acho que existe muito potencial nessas relações e estou realmente interessado em ver onde os roteiristas vão levar cada uma delas.
Enfim, estou muito empolgado para essa nova temporada. Depois de tudo que a série já construiu, estou com muita expectativa para descobrir o que vem pela frente. Não vejo a hora de começar!
MIley Cyrus feat. Brittany Howard - Walk of Fame
4.2 1Apaixonado por essa música e essa energia da Miley Cyrus no clipe. Um clima nostálgico meio anos 2000, meio sexy e meio elegante.
Camp Rock 3
2.3 28 Assista AgoraEu tenho uma memória afetiva enorme com Camp Rock e Camp Rock 2. São filmes extremamente simples, datados e longe de serem grandes obras cinematográficas, mas que marcaram a infância e a adolescência de muita gente. No meu caso, foram também os filmes através dos quais conheci Demi Lovato e me apaixonei por ela.
Por isso, depois de tantos anos, assistir a uma nova produção com aquele mesmo estilo dos filmes do Disney Channel dos anos 2000 foi uma experiência muito gostosa. Camp Rock 3 não tenta revolucionar nada e nem precisa. Ele simplesmente resgata aquela premissa básica, as músicas, o clima leve e aquela atmosfera que marcou uma geração, e faz isso muito bem.
Gostei bastante do novo elenco, das personagens e das músicas. Talvez faltasse um pouco mais de desenvolvimento para algumas delas, mas entendo que o filme também não tenha tanto tempo para aprofundar tudo. A participação dos Jonas Brothers também funciona muito bem e é aproveitada de uma maneira que faz sentido dentro da história.
O que mais senti falta foi justamente de mais Camp Rock no filme. Eu adoraria ter visto alguma música dos filmes originais sendo recriada pelo novo elenco ou, principalmente, uma participação da Demi Lovato cantando. A aparição dela já foi suficiente para fazer minha criança interior gritar. Foi muito especial vê-la novamente naquele universo, linda como está hoje, e perceber o quanto aquela personagem e aquela franquia ainda despertam carinho em mim.
No fim, Camp Rock 3 é exatamente o que eu esperava que fosse: um filme simples, divertido e nostálgico, que não tem nenhuma pretensão de ser uma grande obra cinematográfica. E justamente por isso funciona. Assisti praticamente o filme inteiro com um sorriso no rosto, porque por algumas horas pareceu que eu tinha voltado para a minha adolescência. E, sinceramente, às vezes é exatamente isso que um filme precisa fazer.
O Massacre da Festa do Pijama
2.7 35 Assista AgoraEu nunca assisti ao filme original de Um Massacre na Festa do Pijama, então assisti a esse remake de 2021 sem muitas expectativas. Na verdade, esperava encontrar um completo desastre, mas fui surpreendido. O filme é bastante divertido e consegue transformar a premissa em algo interessante, principalmente pela maneira como brinca com os papéis tradicionais do slasher.
Gostei muito da reviravolta envolvendo vilão e final girl e, principalmente, da forma como o filme desconstrói aquela ideia clássica da mulher indefesa. Aqui, os homens acabam ocupando o lugar da objetificação, e achei essa inversão bastante interessante. É uma maneira divertida de brincar com os clichês dos filmes de terror, especialmente considerando que o original é muito mais marcado pela objetificação feminina.
É claro que o filme tem suas limitações. A produção é claramente de baixo orçamento e isso fica bastante evidente em alguns momentos, mas, para mim, não chega a comprometer a experiência. A direção consegue tirar uma boa "limonada" de um orçamento pequeno e entregar um slasher simples, divertido e surpreendentemente envolvente.
Não é nenhuma obra-prima e certamente tem seus defeitos, mas me prendeu, eu me diverti e terminei o filme até com vontade de conhecer o original. E acho que esse é um dos maiores méritos desse remake: ele conseguiu pegar uma proposta que eu imaginava que seria ruim e transformá-la em uma experiência muito mais interessante do que eu esperava.
Lobo
3.2 168 Assista AgoraLobo é aquele tipo de filme que, para mim, ganha muitos pontos justamente por ter a cara dos anos 90. A fotografia, a estética e toda a atmosfera deixam muito evidente a época em que foi feito, e eu vejo isso como uma qualidade, não como um defeito. Eu gosto muito desse estilo noventista e acho que ele dá ao filme uma identidade própria.
Também gostei bastante da abordagem da história de lobisomem, que foge um pouco do que Hollywood costumava fazer com o tema. Jack Nicholson está fantástico no papel e consegue carregar o filme com seu carisma e sua presença. Michelle Pfeiffer também está muito bem como coadjuvante, trazendo bastante química para a história.
O filme tem bons momentos, prende a atenção e funciona muito bem como entretenimento. Não é uma grande obra-prima dos anos 90 e certamente não vai revolucionar o gênero, mas é uma produção interessante, com personalidade e que vale a sessão.
Heartstopper (2ª Temporada)
4.2 145 Assista AgoraGostei muito da segunda temporada de Heartstopper. Continuo gostando bastante da química entre Kit Connor e Joe Locke, e acho Nick e Charlie um casal muito fofo. Ainda assim, existe algo no Joe Locke que continua me incomodando um pouco. Não sei dizer exatamente se é o personagem, a forma como ele é construído ou simplesmente a maneira como o Joe interpreta o Charlie, mas é uma sensação que permanece mesmo gostando do casal.
Apesar disso, uma das coisas que mais gosto em Heartstopper é justamente a leveza da série. Mesmo quando aborda assuntos mais pesados e delicados, ela consegue fazer isso sem transformar tudo em um grande drama extremamente carregado. Acho isso muito importante, principalmente porque muitas produções LGBT acabam seguindo justamente esse caminho mais sofrido e dramático. Heartstopper consegue falar sobre questões sérias sem perder a doçura e o conforto que fazem parte da identidade da série.
Também gostei muito dos casais secundários e das histórias paralelas. Acho que elas enriquecem bastante a temporada e fazem com que o universo da série pareça maior do que apenas Nick e Charlie. E uma coisa que funciona muito bem para mim é a duração curta dos episódios. Tudo passa muito rápido, mas de uma maneira positiva: a história flui naturalmente e assistir à série se torna uma experiência muito gostosa.
E, sem dúvida, meus episódios favoritos foram os de Paris. Eu sou apaixonado por Paris e tenho o sonho de conhecer a cidade algum dia, então foi impossível não me imaginar ali junto com eles. A viagem trouxe uma atmosfera completamente diferente para a temporada e, para mim, aqueles episódios foram mágicos. Ver os personagens vivendo aquela experiência juntos, em uma cidade que eu tenho tanta vontade de conhecer, deixou tudo ainda mais especial.
No fim, gostei muito da temporada. Heartstopper continua sendo uma série leve, fofa e muito fácil de assistir, mesmo quando toca em assuntos mais sérios. Agora estou partindo rumo à última temporada e bastante curioso para ver como essa história vai terminar.