Margot Robbie está divina no papel principal, entregando uma atuação carismática e envolvente. Jacob Elordi também cumpre bem sua função, compondo uma boa parceria em cena. A história é interessante e consegue prender a atenção do começo ao fim. Gosto muito do estilo de direção, que aposta em enquadramentos contemplativos dos protagonistas e das paisagens, criando imagens visualmente marcantes. A combinação desses belos frames com uma ótima trilha sonora dá ainda mais força às cenas, tornando a experiência muito agradável do ponto de vista estético. É um filme que sabe valorizar sua atmosfera e suas emoções através da imagem e do som, resultando em uma obra bonita de assistir e fácil de se envolver. Gostei bastante do filme.
O longa consegue o feito de ser o pior de três filmes ruins. Repleto de situações irritantes e decisões sem sentido, é daqueles filmes que, mesmo com uma duração relativamente curta, parecem intermináveis de tão enfadonhos. Trata-se do capítulo final de uma trilogia que nunca demonstrou ter qualquer necessidade de existir. A sensação é de uma história esticada ao máximo, sem ideias suficientes para justificar sua própria continuidade. Maya está mais burra do que nunca aqui, tomando decisões que servem apenas para empurrar o roteiro adiante. É uma pena, porque Madelaine Petsch se esforça para dar alguma personalidade à personagem e se destacar em meio ao caos, mas nem mesmo seu comprometimento consegue salvar o filme. No fim, Os Estranhos: Capítulo 3 encerra a trilogia da pior forma possível: sem tensão, sem inteligência e sem qualquer motivo para justificar sua existência.
O Jogo do Predador é um filme interessante, embora seja construído sobre os mais clássicos clichês do gênero. Isso, por si só, não é um problema, já que clichês podem funcionar muito bem quando bem executados. O problema é que o filme parece estar sempre aquém do seu próprio potencial. Charlize Theron e Taron Egerton entregam boas atuações e cumprem bem seus papéis, mas acabam prejudicados por personagens pouco interessantes e sem grande profundidade. Em especial, as decisões da personagem de Theron me irritaram bastante em vários momentos, parecendo mais convenientes para o roteiro do que naturais. Ainda assim, o filme consegue se sustentar graças a alguns momentos genuinamente tensos. A sequência final de escalada, por exemplo, me causou bastante agonia e é facilmente um dos pontos altos da produção. O suspense funciona em diversos momentos, mesmo sendo superficial e previsível na maior parte do tempo. No fim das contas, é um thriller que entretém, tem seus momentos de tensão e conta com um elenco competente, mas que nunca alcança o nível que sua premissa sugere.
Babysitters de Luxo desperdiça uma premissa que poderia render um bom drama ou suspense. A direção confusa, a edição irregular e as atuações fracas comprometem a experiência do início ao fim. Em vez de desenvolver seus temas de forma inteligente, o filme opta por uma abordagem superficial e fetichizada, sem profundidade ou propósito. O resultado é uma produção esquecível e facilmente descartável.
Assistir Cidade dos Sonhos foi uma experiência que me surpreendeu muito positivamente. A direção de David Lynch é impecável e carrega todas as características marcantes do cineasta: a forma como ele brinca com o lúdico, com o subconsciente e com a mistura entre sonho e realidade é feita com absoluta maestria. É um filme que exige atenção, mas ao mesmo tempo hipnotiza justamente pela atmosfera estranha, sombria e psicológica que constrói do início ao fim. O elenco está excelente, especialmente as protagonistas Naomi Watts e Laura Harring. Watts por exemplo entrega uma atuação impressionante e, sinceramente, merecia totalmente uma indicação ao Oscar. Ela consegue transitar entre diferentes estados emocionais de forma intensa e extremamente convincente, sendo o grande coração do filme. O roteiro é totalmente psicodélico e muitas vezes confuso de propósito, mas isso acaba sendo um dos maiores méritos da obra. Aos poucos, as peças vão se encaixando e, pelo menos para mim, o final conseguiu amarrar muito bem a narrativa. A interpretação sobre sonho, desejo, culpa e frustração fica cada vez mais clara conforme o filme avança. Além da narrativa principal, o filme traz metáforas muito interessantes sobre Hollywood, envelhecimento, identidade feminina, ambição e o lado cruel da indústria do entretenimento. São tantas camadas que parece impossível captar tudo em apenas uma sessão, o que faz dele um daqueles filmes que pedem revisitas. Não sei por que demorei tantos anos para assistir, mas sinto que vi no momento certo para realmente absorver sua essência. É um cinema experimental, psicológico, quase onírico e bastante dark, exatamente o tipo de proposta que costuma me atrair. Cidade dos Sonhos não é um filme fácil, mas é uma experiência cinematográfica fascinante e que permanece na mente muito tempo depois dos créditos finais.
Bugônia, estrelado por Emma Stone, é mais uma prova do talento da atriz, que entrega uma atuação segura, intensa e extremamente convincente. Sob a direção de Yorgos Lanthimos, o filme mergulha em um suspense com tons dramáticos, conduzido com firmeza e aquela estranheza característica do diretor, que aqui funciona muito bem. A narrativa prende a atenção e constrói um clima envolvente, culminando em um desfecho surpreendente e um dos pontos altos do longa. Ainda assim, algumas escolhas incomodam, especialmente o uso de uma violência mais excessiva contra a personagem de Stone em determinado momento, o que pode afastar parte do público. No geral, é um filme denso, com críticas sociais interessantes e uma condução que, mesmo pesada, se mantém instigante do início ao fim.
Descontrole, estrelado por Carolina Dieckmann, se apoia fortemente na atuação da protagonista, que entrega um trabalho sensível e convincente ao captar a complexidade da personagem. A narrativa segue de forma leve, o que contrasta com o peso do tema central, o alcoolismo, e acaba enfraquecendo o impacto em alguns momentos que pediam mais intensidade. Ainda assim, a condução é envolvente e mantém o interesse do público. O desfecho, porém, pode soar incômodo, com escolhas narrativas questionáveis que prejudicam a experiência. No geral, é um filme com bons momentos e uma mensagem relevante, mas que não atinge todo o seu potencial.
Caminhos do Crime entrega exatamente o que promete: um thriller de ação envolvente, sustentado por um elenco de peso como Chris Hemsworth, Mark Ruffalo e Halle Berry. As atuações são consistentes e elevam a narrativa, que se mantém bem amarrada e interessante do início ao fim. Apesar de algumas pequenas “barrigas” no ritmo, o filme compensa com um desfecho impactante e praticamente impecável. No saldo geral, é uma mistura eficiente de ação, suspense e drama, que funciona muito bem e convence.
A 4ª temporada de "The Boys" começa de forma preguiçosa e até entediante, o que quebra o ritmo e dificulta o engajamento inicial. Porém, da metade em diante, a narrativa melhora bastante, se tornando mais interessante e bem desenvolvida. Os personagens continuam sendo um ponto forte, especialmente Luz-Estrela, Kimiko e o Francês, além de as boas atuações que sustentam a série. Já Capitão Pátria segue como o grande destaque, funcionando como uma representação eficaz do fanatismo político e religioso, reforçando a crítica à extrema direita, que continua sendo o aspecto mais impactante da série. Por outro lado, alguns personagens incomodam bastante, com destaque negativo para Hugh, que não convence e é de longe a personagem mais irritante da série. Eu fico impressionado em ver que existem pessoas tão fanáticas (religiosamente e politicamente falando) na vida real, quanto as que a série representa, chega a ser assustador. No geral, a temporada funciona melhor na reta final, mas é irregular e inferior às anteriores.
Ataque Brutal é um típico filme de desastre com ataque animal: divertido, ágil e completamente despretensioso. A produção é caprichada, com boa fotografia e um clima constante de perigo que prende do início ao fim. O elenco funciona bem, com destaque para Phoebe Dynevor, que segura o protagonismo com carisma. O problema está no exagero: as cenas de ação e os ataques dos tubarões beiram o absurdo e comprometem totalmente a credibilidade. É um filme que entretém, mas não convence. Funciona melhor quando encarado como um passatempo leve e sem compromisso. Quem busca algo mais realista ou profundo provavelmente vai se frustrar.
Wonka é um espetáculo visual. O filme encanta pela beleza, pelo charme e pela elegância, entregando uma experiência que vai muito além do universo do chocolate. A narrativa traz temas interessantes e até críticas sutis, mas sem perder a leveza. Timothée Chalamet está muito bem no papel, construindo um Willy Wonka carismático e envolvente, enquanto os números musicais se encaixam de forma natural, sem tornar o filme cansativo. O Oompa Loompa é um destaque à parte, trazendo humor e carisma. Com uma produção impecável, fotografia, cores e design muito bem trabalhados, o filme cria uma atmosfera verdadeiramente mágica. No fim, é leve, envolvente e passa voando. Um filme encantador, perfeito pra revisitar e se deixar levar pela magia. Foi a minha escolha perfeita para a Páscoa e vai se tornar um clássico da data para mim.
"Pedro Coelho 2" é exatamente o que se propõe a ser: leve, divertido e sem grandes ambições. O filme aposta no carisma do personagem, que continua muito fofo, e na presença de Rose Byrne. A produção é caprichada e traz algumas sacadas simpáticas ao longo da história. No fim das contas, funciona como um entretenimento despretensioso, perfeito pra ocasiões como a Páscoa (época que eu escolhi para ver) e cumpre bem o seu papel sem tentar ser mais do que isso.
"Colheita Sombria" parte de uma premissa interessante e carrega uma crítica social bem evidente e atual. Sob a direção do competente David Slade (do ótimo "30 Dias de Noite") o filme mostra competência na condução e tem um elenco sólido, mas esbarra em um roteiro apenas ok, que limita o seu potencial. Falta uma identidade estética mais marcante e um trabalho de terror e suspense mais refinado. Ainda assim, funciona dentro da proposta e consegue convencer, mas deixa aquela sensação clara de que poderia, e deveria, ser um projeto muito mais impactante.
O filme parte de uma proposta interessante dentro do drama adolescente, mas tropeça na própria execução. A direção e o roteiro não conseguem aprofundar as ideias como deveriam, fazendo com que a história acabe soando mais como uma comédia romântica teen genérica do que algo realmente marcante. Joey King entrega uma performance limitada, sem convencer totalmente no papel, enquanto Celeste O'Connor se destaca como coadjuvante e merecia mais espaço. Já Kyle Allen tem charme e presença em cena, o que acaba sendo bem marcante. No fim, é um filme agradável e com certo charme, mas que deixa a sensação de que poderia ter sido muito melhor nas mãos certas. Ah e a cena final é realmente muito bonita, deixa até um gostinho agridoce ao fim.
“Lindas e Letais é um filme completamente trash, e o melhor é que ele sabe disso. Desde o título, já deixa claro que não vem nada grandioso, e o longa abraça essa proposta sem vergonha. O elenco é ok, e as meninas têm uma química que sustenta bem a experiência. A Maddie Ziegler segura o protagonismo de forma competente, dentro do que o filme pede. No fim, é um entretenimento despretensioso, meio tosco, mas divertido na medida certa.
"A Incrível Eleonor" é um drama simples, mas funcional. A direção de Scarlett Johansson, ainda que inexperiente, se mostra eficaz dentro da proposta intimista do filme. A protagonista é carismática, mesmo com momentos irritantes, algo que faz sentido diante da construção de uma idosa de mais de 90 anos lidando com perdas e recomeços. O roteiro não se aprofunda tanto quanto poderia, mas também não chega a ser superficial, fica em um meio-termo seguro. No fim, é um filme agradável, com certo charme, que cumpre o que promete sem grandes riscos.
“Casamento Sangrento 2: A Viúva” chega mostrando que a franquia ainda tem muito fôlego e, principalmente, muita personalidade. Eu já tinha criado um carinho enorme pelo primeiro filme, que assisti no auge da pandemia, em uma sessão em casa que foi tão divertida quanto surpreendente. E essa continuação consegue manter exatamente essa essência. A direção segue muito competente, o elenco está afiadíssimo e o filme entende perfeitamente o tipo de experiência que quer entregar: algo insano, dinâmico e extremamente divertido. E funciona. Um dos grandes destaques pra mim foi a adição da Sarah Michelle Gellar. Como fã dela, foi simplesmente mágico vê-la no cinema e a Ursula é uma vilã deliciosa de acompanhar. Mesmo sendo antagonista, eu queria muito um desfecho mais digno pra personagem. Samara Weaving continua fantástica e segura o filme com muita presença, e a química dela com a Kathryn Newton é um dos pontos altos. As duas funcionam muito bem juntas em cena, trazendo ainda mais energia pra narrativa. O filme também acerta ao expandir a mitologia da história original sem perder o ritmo. Pelo contrário: ele é ágil, cheio de cenas marcantes e momentos criativos, como a sequência da noiva com a Grace ao som de “Total Eclipse of the Heart”, que é simplesmente divertida e caótica na medida certa. Talvez não tenha exatamente a mesma “magia” do primeiro mas, sinceramente, nem precisa. “A Viúva” se sustenta muito bem como continuação, entregando tudo que promete: terror, ação e diversão em alto nível. Saí do cinema com a sensação de que valeu muito a pena.
Quatro anos depois do fim da segunda temporada, Euphoria retorna com um primeiro episódio que já deixa claro: muita coisa mudou, talvez até demais. A diferença é visível em tudo, da trilha sonora à fotografia, passando pelo tom e pelo design de produção. É uma série que claramente teve tantos problemas de bastidores que precisou se reinventar, mas essa mudança toda causa uma estranheza inevitável pra quem acompanhou as temporadas anteriores. As atuações continuam muito boas, isso é inegável. Mas o problema central está nas personagens. Depois de um intervalo tão grande, era esperado algum tipo de evolução, e isso simplesmente não acontece. Rue, por exemplo, segue praticamente a mesma, sem qualquer crescimento significativo, o que torna a personagem cansativa e até frustrante de acompanhar. A atuação de Zendaya segue forte, mas já não sustenta sozinha uma narrativa que parece estagnada. Cassie entra no mesmo problema: seu arco parece preso no tempo, repetindo conflitos e comportamentos que já deveriam ter sido superados. Em contraste, Nate surge quase como outra pessoa, destoando completamente do que foi construído anteriormente, o que gera uma sensação de desconexão com a própria história da série. No fim, fica a impressão de que talvez essa nova temporada nem fosse necessária. Ainda assim, a curiosidade fala mais alto, e eu vou continuar assistindo pra ver até onde isso vai. Mas, pelo menos por enquanto, Euphoria parece ter perdido boa parte da sua essência.
Hell House LLC é um found footage surpreendentemente eficaz. Mesmo sendo um estilo que não agrada tanto, aqui ele funciona muito bem, apostando mais no desconforto, nos vultos e nas sugestões do que no terror explícito: algo que remete ao clima de A Bruxa de Blair. O elenco desconhecido cumpre bem seu papel e ajuda a sustentar a tensão, que em alguns momentos chega a ser genuinamente assustadora. Apesar do baixo orçamento e das limitações técnicas, o filme prende do início ao fim e mexe com a imaginação do espectador, o que é essencial no gênero. Não é uma obra-prima, mas se destaca dentro da proposta e mostra como fazer muito com pouco.
O filme é aquele suspense típico de Supercine: previsível do início ao fim, com um roteiro que entrega exatamente o que você espera. Ainda assim, funciona. É um filme redondinho, fácil de assistir e que prende a atenção. Idris Elba traz muito carisma (e beleza diga-se de passagem) até como vilão, enquanto Taraji P. Henson segura bem o protagonismo. Mesmo sendo bobo e por vezes caricato, cumpre bem seu papel como entretenimento despretensioso para um sábado à noite.
A quarta temporada de Bridgerton é agradável, mas fica aquém do esperado. Centrada em Benedict, um personagem carismático, a trama até funciona, especialmente na releitura de Cinderela com Sophie, mas o romance demora a engrenar e sofre com a falta de química entre os protagonistas. Ainda assim, há pontos fortes: a vilã é bem construída e odiável, o retorno de Cressida adiciona camadas interessantes, e o arco envolvendo a Lady Whistledown traz um frescor bem-vindo. Visualmente impecável, com ótima trilha e boas atuações, a temporada mantém o charme da série. Mesmo sem um final tão tradicional, encerra de forma satisfatória e reforça o quanto esse universo continua envolvente.
PS: Já passou da hora de Eloise amadurecer na narrativa e ganhar um destaque próprio. Achei o arco da Francesca e do luto pouco aproveitado. E a segunda temporada continua sendo a que eu menos gosto, mesmo sendo centrada no Anthony que eu adoro.
A segunda temporada de Euphoria é irregular e, em muitos momentos, instável. A protagonista vivida por Zendaya continua pouco interessante e até cansativa, enquanto personagens secundários roubam a cena com histórias mais envolventes. O início da temporada é arrastado, mas melhora ao longo dos episódios, especialmente nos capítulos centrados na peça da Lexi, que são bem construídos e envolventes. Há bons desenvolvimentos para Cassie, Maddy e Nate, mas outros personagens, como Rue e Jules, acabam ficando apagados ou mal aproveitados. Apesar disso, a série mantém um altíssimo nível técnico, com estética, fotografia e atuações marcantes, mas não entrega todo o impacto que a crítica costuma atribuir.
Achei o filme bom principalmente quando foca no casal jovem Clara e Miller que é fofo e tem ótima química, pois os personagens adultos são infantis e irritantes, além de atuações ruins como a de Alison Williams que compromete o impacto da narrativa desse núcleo. Willa Fitzgerald com pouco tempo de tela consegue se sair muito melhor por exemplo. Já quando a trama se concentra em Mckenna Grace e Mason Thames o roteiro ganha fôlego e prende até o fim, os dois jovens estão ótimos em seus papéis. Os dois trazem leveza, carisma e uma autenticidade que falta ao núcleo adulto, tornando as cenas de romance adolescente o ponto mais cativante do filme. No fim "Se Não Fosse Você" funciona melhor quando se assume como uma comédia romântica adolescente de amadurecimento, do que como um drama familiar cheio de tentativas de reviravoltas previsíveis.
O Morro dos Ventos Uivantes
2.9 274 Assista AgoraMargot Robbie está divina no papel principal, entregando uma atuação carismática e envolvente. Jacob Elordi também cumpre bem sua função, compondo uma boa parceria em cena.
A história é interessante e consegue prender a atenção do começo ao fim. Gosto muito do estilo de direção, que aposta em enquadramentos contemplativos dos protagonistas e das paisagens, criando imagens visualmente marcantes. A combinação desses belos frames com uma ótima trilha sonora dá ainda mais força às cenas, tornando a experiência muito agradável do ponto de vista estético.
É um filme que sabe valorizar sua atmosfera e suas emoções através da imagem e do som, resultando em uma obra bonita de assistir e fácil de se envolver. Gostei bastante do filme.
Os Estranhos: Capítulo Final
1.8 57 Assista AgoraO longa consegue o feito de ser o pior de três filmes ruins. Repleto de situações irritantes e decisões sem sentido, é daqueles filmes que, mesmo com uma duração relativamente curta, parecem intermináveis de tão enfadonhos.
Trata-se do capítulo final de uma trilogia que nunca demonstrou ter qualquer necessidade de existir. A sensação é de uma história esticada ao máximo, sem ideias suficientes para justificar sua própria continuidade.
Maya está mais burra do que nunca aqui, tomando decisões que servem apenas para empurrar o roteiro adiante. É uma pena, porque Madelaine Petsch se esforça para dar alguma personalidade à personagem e se destacar em meio ao caos, mas nem mesmo seu comprometimento consegue salvar o filme.
No fim, Os Estranhos: Capítulo 3 encerra a trilogia da pior forma possível: sem tensão, sem inteligência e sem qualquer motivo para justificar sua existência.
O Jogo do Predador
2.8 181 Assista AgoraO Jogo do Predador é um filme interessante, embora seja construído sobre os mais clássicos clichês do gênero. Isso, por si só, não é um problema, já que clichês podem funcionar muito bem quando bem executados. O problema é que o filme parece estar sempre aquém do seu próprio potencial.
Charlize Theron e Taron Egerton entregam boas atuações e cumprem bem seus papéis, mas acabam prejudicados por personagens pouco interessantes e sem grande profundidade. Em especial, as decisões da personagem de Theron me irritaram bastante em vários momentos, parecendo mais convenientes para o roteiro do que naturais.
Ainda assim, o filme consegue se sustentar graças a alguns momentos genuinamente tensos. A sequência final de escalada, por exemplo, me causou bastante agonia e é facilmente um dos pontos altos da produção. O suspense funciona em diversos momentos, mesmo sendo superficial e previsível na maior parte do tempo.
No fim das contas, é um thriller que entretém, tem seus momentos de tensão e conta com um elenco competente, mas que nunca alcança o nível que sua premissa sugere.
Babysitters de Luxo
2.5 149 Assista AgoraBabysitters de Luxo desperdiça uma premissa que poderia render um bom drama ou suspense. A direção confusa, a edição irregular e as atuações fracas comprometem a experiência do início ao fim. Em vez de desenvolver seus temas de forma inteligente, o filme opta por uma abordagem superficial e fetichizada, sem profundidade ou propósito. O resultado é uma produção esquecível e facilmente descartável.
Cidade dos Sonhos
4.1 1,8K Assista AgoraAssistir Cidade dos Sonhos foi uma experiência que me surpreendeu muito positivamente. A direção de David Lynch é impecável e carrega todas as características marcantes do cineasta: a forma como ele brinca com o lúdico, com o subconsciente e com a mistura entre sonho e realidade é feita com absoluta maestria. É um filme que exige atenção, mas ao mesmo tempo hipnotiza justamente pela atmosfera estranha, sombria e psicológica que constrói do início ao fim. O elenco está excelente, especialmente as protagonistas Naomi Watts e Laura Harring. Watts por exemplo entrega uma atuação impressionante e, sinceramente, merecia totalmente uma indicação ao Oscar. Ela consegue transitar entre diferentes estados emocionais de forma intensa e extremamente convincente, sendo o grande coração do filme.
O roteiro é totalmente psicodélico e muitas vezes confuso de propósito, mas isso acaba sendo um dos maiores méritos da obra. Aos poucos, as peças vão se encaixando e, pelo menos para mim, o final conseguiu amarrar muito bem a narrativa. A interpretação sobre sonho, desejo, culpa e frustração fica cada vez mais clara conforme o filme avança.
Além da narrativa principal, o filme traz metáforas muito interessantes sobre Hollywood, envelhecimento, identidade feminina, ambição e o lado cruel da indústria do entretenimento. São tantas camadas que parece impossível captar tudo em apenas uma sessão, o que faz dele um daqueles filmes que pedem revisitas.
Não sei por que demorei tantos anos para assistir, mas sinto que vi no momento certo para realmente absorver sua essência. É um cinema experimental, psicológico, quase onírico e bastante dark, exatamente o tipo de proposta que costuma me atrair. Cidade dos Sonhos não é um filme fácil, mas é uma experiência cinematográfica fascinante e que permanece na mente muito tempo depois dos créditos finais.
Bugonia
3.6 474 Assista AgoraBugônia, estrelado por Emma Stone, é mais uma prova do talento da atriz, que entrega uma atuação segura, intensa e extremamente convincente. Sob a direção de Yorgos Lanthimos, o filme mergulha em um suspense com tons dramáticos, conduzido com firmeza e aquela estranheza característica do diretor, que aqui funciona muito bem.
A narrativa prende a atenção e constrói um clima envolvente, culminando em um desfecho surpreendente e um dos pontos altos do longa. Ainda assim, algumas escolhas incomodam, especialmente o uso de uma violência mais excessiva contra a personagem de Stone em determinado momento, o que pode afastar parte do público. No geral, é um filme denso, com críticas sociais interessantes e uma condução que, mesmo pesada, se mantém instigante do início ao fim.
(Des)controle
3.0 19 Assista AgoraDescontrole, estrelado por Carolina Dieckmann, se apoia fortemente na atuação da protagonista, que entrega um trabalho sensível e convincente ao captar a complexidade da personagem. A narrativa segue de forma leve, o que contrasta com o peso do tema central, o alcoolismo, e acaba enfraquecendo o impacto em alguns momentos que pediam mais intensidade. Ainda assim, a condução é envolvente e mantém o interesse do público. O desfecho, porém, pode soar incômodo, com escolhas narrativas questionáveis que prejudicam a experiência. No geral, é um filme com bons momentos e uma mensagem relevante, mas que não atinge todo o seu potencial.
Caminhos do Crime
3.3 100 Assista AgoraCaminhos do Crime entrega exatamente o que promete: um thriller de ação envolvente, sustentado por um elenco de peso como Chris Hemsworth, Mark Ruffalo e Halle Berry. As atuações são consistentes e elevam a narrativa, que se mantém bem amarrada e interessante do início ao fim. Apesar de algumas pequenas “barrigas” no ritmo, o filme compensa com um desfecho impactante e praticamente impecável. No saldo geral, é uma mistura eficiente de ação, suspense e drama, que funciona muito bem e convence.
The Boys (4ª Temporada)
3.6 375 Assista AgoraA 4ª temporada de "The Boys" começa de forma preguiçosa e até entediante, o que quebra o ritmo e dificulta o engajamento inicial. Porém, da metade em diante, a narrativa melhora bastante, se tornando mais interessante e bem desenvolvida. Os personagens continuam sendo um ponto forte, especialmente Luz-Estrela, Kimiko e o Francês, além de as boas atuações que sustentam a série. Já Capitão Pátria segue como o grande destaque, funcionando como uma representação eficaz do fanatismo político e religioso, reforçando a crítica à extrema direita, que continua sendo o aspecto mais impactante da série. Por outro lado, alguns personagens incomodam bastante, com destaque negativo para Hugh, que não convence e é de longe a personagem mais irritante da série. Eu fico impressionado em ver que existem pessoas tão fanáticas (religiosamente e politicamente falando) na vida real, quanto as que a série representa, chega a ser assustador. No geral, a temporada funciona melhor na reta final, mas é irregular e inferior às anteriores.
Ataque Brutal
2.2 118 Assista AgoraAtaque Brutal é um típico filme de desastre com ataque animal: divertido, ágil e completamente despretensioso. A produção é caprichada, com boa fotografia e um clima constante de perigo que prende do início ao fim. O elenco funciona bem, com destaque para Phoebe Dynevor, que segura o protagonismo com carisma.
O problema está no exagero: as cenas de ação e os ataques dos tubarões beiram o absurdo e comprometem totalmente a credibilidade. É um filme que entretém, mas não convence. Funciona melhor quando encarado como um passatempo leve e sem compromisso. Quem busca algo mais realista ou profundo provavelmente vai se frustrar.
Wonka
3.4 457 Assista AgoraWonka é um espetáculo visual. O filme encanta pela beleza, pelo charme e pela elegância, entregando uma experiência que vai muito além do universo do chocolate. A narrativa traz temas interessantes e até críticas sutis, mas sem perder a leveza. Timothée Chalamet está muito bem no papel, construindo um Willy Wonka carismático e envolvente, enquanto os números musicais se encaixam de forma natural, sem tornar o filme cansativo. O Oompa Loompa é um destaque à parte, trazendo humor e carisma. Com uma produção impecável, fotografia, cores e design muito bem trabalhados, o filme cria uma atmosfera verdadeiramente mágica. No fim, é leve, envolvente e passa voando. Um filme encantador, perfeito pra revisitar e se deixar levar pela magia. Foi a minha escolha perfeita para a Páscoa e vai se tornar um clássico da data para mim.
Pedro Coelho 2: O Fugitivo
3.2 32"Pedro Coelho 2" é exatamente o que se propõe a ser: leve, divertido e sem grandes ambições. O filme aposta no carisma do personagem, que continua muito fofo, e na presença de Rose Byrne. A produção é caprichada e traz algumas sacadas simpáticas ao longo da história. No fim das contas, funciona como um entretenimento despretensioso, perfeito pra ocasiões como a Páscoa (época que eu escolhi para ver) e cumpre bem o seu papel sem tentar ser mais do que isso.
Colheita Sombria
2.5 75"Colheita Sombria" parte de uma premissa interessante e carrega uma crítica social bem evidente e atual. Sob a direção do competente David Slade (do ótimo "30 Dias de Noite") o filme mostra competência na condução e tem um elenco sólido, mas esbarra em um roteiro apenas ok, que limita o seu potencial. Falta uma identidade estética mais marcante e um trabalho de terror e suspense mais refinado. Ainda assim, funciona dentro da proposta e consegue convencer, mas deixa aquela sensação clara de que poderia, e deveria, ser um projeto muito mais impactante.
Ainda Estou Aqui
2.7 125 Assista AgoraO filme parte de uma proposta interessante dentro do drama adolescente, mas tropeça na própria execução. A direção e o roteiro não conseguem aprofundar as ideias como deveriam, fazendo com que a história acabe soando mais como uma comédia romântica teen genérica do que algo realmente marcante. Joey King entrega uma performance limitada, sem convencer totalmente no papel, enquanto Celeste O'Connor se destaca como coadjuvante e merecia mais espaço. Já Kyle Allen tem charme e presença em cena, o que acaba sendo bem marcante. No fim, é um filme agradável e com certo charme, mas que deixa a sensação de que poderia ter sido muito melhor nas mãos certas. Ah e a cena final é realmente muito bonita, deixa até um gostinho agridoce ao fim.
Lindas e Letais
2.9 88 Assista Agora“Lindas e Letais é um filme completamente trash, e o melhor é que ele sabe disso. Desde o título, já deixa claro que não vem nada grandioso, e o longa abraça essa proposta sem vergonha. O elenco é ok, e as meninas têm uma química que sustenta bem a experiência. A Maddie Ziegler segura o protagonismo de forma competente, dentro do que o filme pede. No fim, é um entretenimento despretensioso, meio tosco, mas divertido na medida certa.
A Incrível Eleanor
3.3 15 Assista Agora"A Incrível Eleonor" é um drama simples, mas funcional. A direção de Scarlett Johansson, ainda que inexperiente, se mostra eficaz dentro da proposta intimista do filme. A protagonista é carismática, mesmo com momentos irritantes, algo que faz sentido diante da construção de uma idosa de mais de 90 anos lidando com perdas e recomeços. O roteiro não se aprofunda tanto quanto poderia, mas também não chega a ser superficial, fica em um meio-termo seguro. No fim, é um filme agradável, com certo charme, que cumpre o que promete sem grandes riscos.
Casamento Sangrento: A Viúva
3.3 108“Casamento Sangrento 2: A Viúva” chega mostrando que a franquia ainda tem muito fôlego e, principalmente, muita personalidade. Eu já tinha criado um carinho enorme pelo primeiro filme, que assisti no auge da pandemia, em uma sessão em casa que foi tão divertida quanto surpreendente. E essa continuação consegue manter exatamente essa essência.
A direção segue muito competente, o elenco está afiadíssimo e o filme entende perfeitamente o tipo de experiência que quer entregar: algo insano, dinâmico e extremamente divertido. E funciona.
Um dos grandes destaques pra mim foi a adição da Sarah Michelle Gellar. Como fã dela, foi simplesmente mágico vê-la no cinema e a Ursula é uma vilã deliciosa de acompanhar. Mesmo sendo antagonista, eu queria muito um desfecho mais digno pra personagem.
Samara Weaving continua fantástica e segura o filme com muita presença, e a química dela com a Kathryn Newton é um dos pontos altos. As duas funcionam muito bem juntas em cena, trazendo ainda mais energia pra narrativa.
O filme também acerta ao expandir a mitologia da história original sem perder o ritmo. Pelo contrário: ele é ágil, cheio de cenas marcantes e momentos criativos, como a sequência da noiva com a Grace ao som de “Total Eclipse of the Heart”, que é simplesmente divertida e caótica na medida certa.
Talvez não tenha exatamente a mesma “magia” do primeiro mas, sinceramente, nem precisa. “A Viúva” se sustenta muito bem como continuação, entregando tudo que promete: terror, ação e diversão em alto nível.
Saí do cinema com a sensação de que valeu muito a pena.
Euphoria (3ª Temporada)
2.9 150 Assista AgoraQuatro anos depois do fim da segunda temporada, Euphoria retorna com um primeiro episódio que já deixa claro: muita coisa mudou, talvez até demais. A diferença é visível em tudo, da trilha sonora à fotografia, passando pelo tom e pelo design de produção. É uma série que claramente teve tantos problemas de bastidores que precisou se reinventar, mas essa mudança toda causa uma estranheza inevitável pra quem acompanhou as temporadas anteriores.
As atuações continuam muito boas, isso é inegável. Mas o problema central está nas personagens. Depois de um intervalo tão grande, era esperado algum tipo de evolução, e isso simplesmente não acontece. Rue, por exemplo, segue praticamente a mesma, sem qualquer crescimento significativo, o que torna a personagem cansativa e até frustrante de acompanhar. A atuação de Zendaya segue forte, mas já não sustenta sozinha uma narrativa que parece estagnada.
Cassie entra no mesmo problema: seu arco parece preso no tempo, repetindo conflitos e comportamentos que já deveriam ter sido superados. Em contraste, Nate surge quase como outra pessoa, destoando completamente do que foi construído anteriormente, o que gera uma sensação de desconexão com a própria história da série.
No fim, fica a impressão de que talvez essa nova temporada nem fosse necessária. Ainda assim, a curiosidade fala mais alto, e eu vou continuar assistindo pra ver até onde isso vai. Mas, pelo menos por enquanto, Euphoria parece ter perdido boa parte da sua essência.
The Mime
3.7 3Bem sinistro, e mesmo com pouco tempo de tela (por ser um curta) é desenvolvido de forma bacana. Achei inovador no fim, vale a conferida.
Hell House LLC
3.1 106 Assista AgoraHell House LLC é um found footage surpreendentemente eficaz. Mesmo sendo um estilo que não agrada tanto, aqui ele funciona muito bem, apostando mais no desconforto, nos vultos e nas sugestões do que no terror explícito: algo que remete ao clima de A Bruxa de Blair. O elenco desconhecido cumpre bem seu papel e ajuda a sustentar a tensão, que em alguns momentos chega a ser genuinamente assustadora. Apesar do baixo orçamento e das limitações técnicas, o filme prende do início ao fim e mexe com a imaginação do espectador, o que é essencial no gênero. Não é uma obra-prima, mas se destaca dentro da proposta e mostra como fazer muito com pouco.
O Intruso
2.9 250 Assista AgoraO filme é aquele suspense típico de Supercine: previsível do início ao fim, com um roteiro que entrega exatamente o que você espera. Ainda assim, funciona. É um filme redondinho, fácil de assistir e que prende a atenção. Idris Elba traz muito carisma (e beleza diga-se de passagem) até como vilão, enquanto Taraji P. Henson segura bem o protagonismo. Mesmo sendo bobo e por vezes caricato, cumpre bem seu papel como entretenimento despretensioso para um sábado à noite.
Bridgerton (4ª Temporada)
3.9 62 Assista AgoraA quarta temporada de Bridgerton é agradável, mas fica aquém do esperado. Centrada em Benedict, um personagem carismático, a trama até funciona, especialmente na releitura de Cinderela com Sophie, mas o romance demora a engrenar e sofre com a falta de química entre os protagonistas. Ainda assim, há pontos fortes: a vilã é bem construída e odiável, o retorno de Cressida adiciona camadas interessantes, e o arco envolvendo a Lady Whistledown traz um frescor bem-vindo. Visualmente impecável, com ótima trilha e boas atuações, a temporada mantém o charme da série. Mesmo sem um final tão tradicional, encerra de forma satisfatória e reforça o quanto esse universo continua envolvente.
PS: Já passou da hora de Eloise amadurecer na narrativa e ganhar um destaque próprio. Achei o arco da Francesca e do luto pouco aproveitado. E a segunda temporada continua sendo a que eu menos gosto, mesmo sendo centrada no Anthony que eu adoro.
Euphoria (2ª Temporada)
4.0 554A segunda temporada de Euphoria é irregular e, em muitos momentos, instável. A protagonista vivida por Zendaya continua pouco interessante e até cansativa, enquanto personagens secundários roubam a cena com histórias mais envolventes. O início da temporada é arrastado, mas melhora ao longo dos episódios, especialmente nos capítulos centrados na peça da Lexi, que são bem construídos e envolventes. Há bons desenvolvimentos para Cassie, Maddy e Nate, mas outros personagens, como Rue e Jules, acabam ficando apagados ou mal aproveitados. Apesar disso, a série mantém um altíssimo nível técnico, com estética, fotografia e atuações marcantes, mas não entrega todo o impacto que a crítica costuma atribuir.
Se Não Fosse Você
2.9 70 Assista AgoraAchei o filme bom principalmente quando foca no casal jovem Clara e Miller que é fofo e tem ótima química, pois os personagens adultos são infantis e irritantes, além de atuações ruins como a de Alison Williams que compromete o impacto da narrativa desse núcleo. Willa Fitzgerald com pouco tempo de tela consegue se sair muito melhor por exemplo. Já quando a trama se concentra em Mckenna Grace e Mason Thames o roteiro ganha fôlego e prende até o fim, os dois jovens estão ótimos em seus papéis. Os dois trazem leveza, carisma e uma autenticidade que falta ao núcleo adulto, tornando as cenas de romance adolescente o ponto mais cativante do filme. No fim "Se Não Fosse Você" funciona melhor quando se assume como uma comédia romântica adolescente de amadurecimento, do que como um drama familiar cheio de tentativas de reviravoltas previsíveis.