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Data de lançamento
22 Maio 2026Duração
Uma estudante de medicina desesperada por amor experimenta uma estranha dieta da moda para perder peso. Após consumir cinzas humanas, ela passa a ser atormentada por uma presença sinistra que transforma sua vida em pesadelo.
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Esperava mais... achei fraco! A ideia até é interessante, mas, não me pegou...
Representa MUITO bem transtornos alimentares.
Assistindo esse eu só lembrei de "Fome Animal". Não sei se Erika James se inspirou em algum momento,mas temos muitos elementos que lembra bastante. Achei esse o melhor filme da carreira de Erika até o momento,mesmo se escorando muito nos elementos de filmes de terror lançado ultimamente.
A ideia principal é muito bem realizada,questão sobre saúde que hoje em dia está muito em alta,toda esses medicamentos a favor do emagrecimento e as pessoas acabam se deixando levar pela indicação de uma pessoa conhecida e por aí vai...
Mas o filme se perde quando tenta impressionar demais. Algumas situações fogem do controle da diretora e começa a apelar até para situações paranormais que mata o suspense bem criado no início.
Pelo menos Erika está indo no caminho certo. Pode se tornar uma ótima opção para futuras direções em filmes de terror.
>Assistido em 08 de Setembro de 2026
Achei excelente. Estranho, grotesco, incômodo e, ao mesmo tempo, muito humano. Um daqueles filmes em que o absurdo parte de algo bastante comum e vai revelando uma coisa muito mais sombria por baixo. O final não é exatamente aberto, mas bastante sugestivo, e cheguei a algumas possíveis explicações [no spoiler]. É um terror psicológico com elementos de body horror e terror sobrenatural, gêneros que não costumam andar juntos, mas que aqui se complementam muito bem, levando uma situação aparentemente banal a lugares quase inimagináveis. Gostei muito de como o filme consegue ficar cada vez mais absurdo sem perder a conexão com aquilo que foi apresentado no início. Quando você percebe onde aquela premissa chegou, é quase inacreditável, mas ainda faz sentido dentro da lógica construída.
Minha leitura é que aquele desejo da Hana já existia muito antes de ela tomar a pílula da Bertha. Ela já flertava com essa vontade, ainda que de forma menos explícita. A Bertha, então, talvez não tenha despertado aquela “fome”, mas feito justamente o contrário. Ou seja, direcionado essa compulsão para a comida como uma forma de impedir que Hana seguisse o desejo que realmente carregava. Lembrando que a amiga da Bertha disse que ela era boa. Quando Hana finalmente consegue se livrar da Bertha e recebe praticamente uma segunda chance de vida, ela não está apenas livre da entidade. Está também livre daquilo que mantinha esse desejo sob controle. E o final sugere que, dessa vez, ela decide vivê-lo sem amarras. Quando mostra ela se deleciando com a mulher, o olho dela aparece normal, indicando que era ela mesma. Se for essa a intenção, acho ainda mais perturbador, porque transforma boa parte do que vimos antes: talvez Bertha nunca tenha sido a pior coisa dentro dela.
Tem algumas cenas bem desconfortáveis, a ideia principal é até criativa, mas no fim é só um filme de fantasma mediano e que nunca explora de forma profunda os assuntos que aborda, mas é divertido.