A introdução de Jill Valentine é um dos pontos positivos, mas sinto que Alice acaba ficando um pouco de lado. O filme tenta expandir a mitologia da franquia, porém parece limitado pela própria narrativa. Nesta revisão, achei tudo mais caricato e exagerado do que lembrava. É divertido, tem bastante ação e carrega um forte apelo nostálgico, mas é inferior ao primeiro e marca o início de uma perda de rumo nos filmes clássicos. Como obra cinematográfica, deixa bastante a desejar.
Mesmo com efeitos visuais datados e atuações caricatas, especialmente de Milla Jovovich e Michelle Rodriguez, Resident Evil continua sendo um filme bastante divertido, que prende a atenção e preserva elementos importantes dos jogos. Apesar das limitações técnicas, não considero que tenha envelhecido tão mal. Dentro da franquia clássica de filmes, continua sendo o meu favorito, sabendo equilibrar ação, terror e entretenimento.
Aqui Avatar já começa a demonstrar claros sinais de desgaste. James Cameron continua impecável na cinematografia, na fotografia e nos efeitos visuais, mas o filme parece uma extensão interminável de O Caminho da Água, sem acrescentar algo realmente significativo à história. Visualmente é belíssimo, mas a duração excessiva torna a experiência desnecessariamente cansativa. Um roteiro mais enxuto certamente faria muito bem ao filme. Neytiri também está particularmente insuportável nesta sequência, e não gostei do desfecho dado à personagem de Kate Winslet. Não achei ruim e até gostei de alguns momentos, mas considero o mais fraco dos três até agora. Acho que está na hora de Avatar renovar sua fórmula, apostar em uma narrativa mais objetiva e entender que nem toda história precisa ser tão grandiosa e interminável para funcionar.
A Hipótese do Amor é exatamente o tipo de comédia romântica que eu gosto de assistir. É leve, divertida, gostosa e tem aquela sensação das clássicas comédias românticas dos anos 90 e 2000, só que atualizada para os dias de hoje. A química entre Lili Reinhart e Tom Bateman é um dos grandes pontos positivos do filme. Lili tem muita presença em cena e eu gosto muito do trabalho dela como atriz. Aqui, ela está ótima e consegue deixar a protagonista extremamente carismática. Tom Bateman também funciona muito bem ao lado dela, e os dois realmente convencem como casal. Mas uma das coisas que eu mais gostei foi a relação entre Olive e Anh. A amizade das duas vai muito além de simplesmente servir como apoio para o romance principal, e achei essa dinâmica muito bonita e divertida. Para mim, é um dos pontos mais fortes do filme. No fim das contas, A Hipótese do Amor entrega exatamente o que promete: uma comédia romântica leve, divertida, carismática e muito gostosa de assistir. Eu realmente amei.
Herança de Narcisa é uma ótima surpresa e, sem dúvida, um dos melhores filmes nacionais que vi este ano. Eu amo quando o cinema brasileiro investe no terror, e aqui ele consegue fazer isso de uma maneira muito mais psicológica e dramática do que propriamente escancarada. Existem elementos sobrenaturais e momentos de terror muito bem executados, mas o grande foco está na relação da Ana com o legado da mãe, no abandono, na negligência e nessa herança emocional que passa de uma geração para outra. Gosto muito de como o roteiro transforma esse confronto com o passado em um processo de amadurecimento da protagonista, mostrando que revisitar as próprias dores também pode ser uma forma de construir um futuro diferente. E o grande destaque, para mim, é Paolla Oliveira, que está sensacional e praticamente segura o filme inteiro sozinha. O final é dramático, mas também muito bonito e coerente com tudo que a história constrói. Gostei muito. Um dos melhores do ano até agora.
Rastro de Maldade é um filme que eu gostei, principalmente pelo elenco, pela fotografia e por essa mistura de faroeste com terror, que eu particularmente gosto bastante. A direção funciona muito bem quando decide abraçar a violência, com alguns momentos realmente brutais e angustiantes, mas em outros parece esquecer do próprio gênero e deixa as coisas simplesmente acontecendo, o que acaba tornando o ritmo bastante arrastado e maçante. O diretor tem potencial e o roteiro também, mas a longa duração prejudica bastante o resultado. No fim, é um filme bom e bem razoável dentro do que se propõe. Não é inesquecível nem imperdível, mas também passa longe de ser ruim.
Fui assistir a Resident Evil no cinema sem esperar muita coisa, principalmente porque, até hoje, nenhuma adaptação da franquia tinha conseguido me despertar uma vontade real de assistir a um filme no cinema. Desta vez, porém, a presença de Zack Cregger na direção me chamou a atenção, e a experiência acabou sendo muito positiva. Cinematograficamente, o filme é muito bem conduzido. A fotografia é impecável, a produção de som funciona muito bem e a direção utiliza a estética de videogame de uma maneira bastante criativa. Os planos em primeira e terceira pessoa fazem com que algumas cenas realmente pareçam uma experiência de jogo, como se estivéssemos acompanhando o protagonista pela primeira vez diante de uma tela, abrindo portas, entrando em lugares desconhecidos e sem saber o que pode surgir a qualquer momento. Para uma adaptação de Resident Evil, achei essa escolha muito interessante e talvez seja justamente o que mais me fez entrar na experiência. Nem tudo funciona tão bem. As piadas são exageradas em alguns momentos e acredito que o humor poderia ter sido mais enxuto. Algumas funcionam muito bem, enquanto outras acabam deixando determinadas situações caricatas demais. O protagonista também não compromete, mas não conseguiu me fazer torcer por ele a ponto de pensar: “Eu preciso que esse cara sobreviva”. O terceiro ato também me pareceu um pouco apressado. Algumas situações são resolvidas rapidamente, dando a impressão de que o filme queria chegar logo ao fim. O encerramento, apesar de não ter me desagradado, é um pouco inferior ao restante do longa. Ainda assim, gostei bastante da experiência. O filme me prendeu, me entreteve e, principalmente, conseguiu me fazer sentir dentro de um jogo de Resident Evil. Não é perfeito, mas finalmente tive a sensação de assistir a uma adaptação da franquia que entende que o videogame não está apenas na história, mas também na forma de construir a experiência.
A Noite dos Demônios é um remake que sabe exatamente o que quer ser. É divertido, bem desenvolvido e não tenta se vender como algo maior do que realmente é. As atuações femininas estão longe de ser o ponto forte, mas funcionam dentro da proposta. As atrizes conseguem cumprir bem a transformação das personagens, passando do lado mais sensual para o grotesco e monstruoso conforme os demônios tomam seus corpos. O gore também funciona muito bem, e algumas referências ao filme original, como a clássica cena do batom, são ótimas para quem conhece o clássico. No fim, é um filme de terror divertido, com bastante gore e personalidade, que entrega exatamente o que promete. Não é uma grande obra do gênero, mas dentro da sua proposta, funciona muito bem.
O Sorveteiro tinha tudo para ser uma obra ao menos divertida, mas acaba se perdendo completamente na própria proposta. É um filme medíocre em todos os sentidos possíveis: desnecessário, gratuito, irrelevante e totalmente dispensável, tanto dentro do gênero quanto como obra cinematográfica. A narrativa não apresenta nada que possa ser elogiado, e a execução é tão fraca que torna a experiência cansativa e sem propósito. Não há tensão, impacto ou qualquer elemento capaz de justificar a existência do filme. É, para mim, disparado o pior filme do ano, independentemente do gênero. Além disso, o uso de inteligência artificial na produção é totalmente inaceitável. Trata-se de uma escolha que apenas reforça a falta de identidade e de relevância da obra. No fim, O Sorveteiro é realmente péssimo e não oferece absolutamente nada que faça valer a pena assisti-lo.
Babygirl tinha tudo para ser uma obra marcante sobre sexualidade e prazer feminino, mas acaba se perdendo na própria narrativa. A direção é monótona e torna o filme cansativo, além de não desenvolver a protagonista da maneira que poderia. Nicole Kidman está excelente, como sempre, e é disparado o maior destaque. Seu parceiro de cena não é ruim, mas a diferença de atuação entre os dois é bastante evidente. A proposta é interessante, mas a execução não acompanha. Não é um filme ruim, porém está longe de ser tudo aquilo que poderia. No fim, Nicole Kidman é quem realmente sustenta a experiência.
Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte é um filme que me conquistou muito mais pela atmosfera do que pela execução. A fotografia é belíssima e existe uma identidade visual muito forte, que resgata aquela estética dos slashers dos anos 80, especialmente a atmosfera de Sexta-feira 13. É um terror menos convencional, mais interessado em criar sensação, estranheza e desconforto do que propriamente em entregar sustos ou uma estrutura tradicional de slasher. Hannah Einbinder e Gillian Anderson funcionam muito bem juntas. As duas têm uma química interessante e sustentam boa parte do filme justamente pela relação entre suas personagens. Gillian, principalmente, consegue transmitir aquele mistério necessário para que Billy pareça uma figura quase mítica dentro daquele universo. O problema é que, para mim, Acampamento Miasma funciona muito melhor na ideia do que na execução. Existe uma proposta bastante ambiciosa por trás do filme, utilizando o terror como metáfora para o despertar sexual feminino, o desejo, o orgasmo, o feminismo e a relação das mulheres com seus próprios corpos. A intenção é clara e, em alguns momentos, a metáfora funciona muito bem. Porém, sinto que Jane Schoenbrun não consegue orquestrar todas essas ideias de maneira completamente satisfatória dentro da narrativa de terror. É como se o filme estivesse constantemente prometendo um grande acontecimento, uma espécie de explosão metafórica que finalmente faria todas aquelas ideias se encaixarem. Mas, quando chega a hora de entregar esse clímax, senti que faltou alguma coisa. A experiência permanece interessante, visualmente muito rica e conceitualmente provocadora, mas a execução não alcança completamente a força daquilo que o filme parece querer dizer. Ainda assim, não achei um filme ruim. Muito pelo contrário. Acampamento Miasma me prendeu até o final, tem personalidade, boas atuações, uma fotografia maravilhosa e uma proposta bastante diferente dentro do terror contemporâneo. Só não conseguiu me convencer por completo. No fim, talvez o próprio filme tenha criado a melhor metáfora para o meu sentimento: Acampamento Miasma passa o tempo inteiro falando sobre orgasmo, mas, para mim, ele mesmo não consegue chegar ao seu próprio. É uma experiência interessante, provocadora e visualmente marcante, mas que termina antes de atingir o clímax que promete.
Achei péssimo e não funcionou para mim em praticamente nenhum aspecto. Não gostei do terror, não gostei do romance e achei o casal completamente sem química. O protagonista também não tem presença suficiente para sustentar a história. Para mim, nada funciona aqui. É um filme ruim, esquecível e que não deixou absolutamente nada depois que terminou. Um dos filmes que eu simplesmente não teria motivo nenhum para assistir novamente.
Achei o filme extremamente esquisito, mas não no sentido bom da palavra. É um esquisito estranho, bizarro e que parece vir do nada para chegar a lugar nenhum. Não gostei das atuações e, para mim, o filme inteiro é muito mal executado. É facilmente um dos piores terrores japoneses que já assisti. O começo até me prendeu bastante, principalmente pelo mistério. Gosto desse tipo de terror mais sugestivo, em que objetos mudam de lugar e o filme cria uma sensação de que existe alguma coisa errada sem precisar mostrar tudo de forma explícita. Essa foi uma das poucas coisas que realmente funcionaram para mim. O problema é que, da metade para o final, o filme desanda completamente. O final é péssimo, não achei bem construído nem bem executado, e toda aquela estranheza que poderia ser interessante acaba parecendo apenas aleatória. A direção também não me convenceu e as atuações contribuem para essa sensação de desconforto, mas de uma forma que não funciona. No fim, para mim, foi um completo desperdício de tempo. O mistério inicial tinha potencial, mas o filme não soube desenvolver nada disso de uma maneira que me envolvesse. Não funcionou para mim de forma alguma.
Sou muito fã do clássico Da Magia à Sedução e gostei bastante da sequência. Nicole Kidman e Sandra Bullock continuam funcionando muito bem juntas. As duas são extremamente talentosas, continuam lindas e têm uma química ótima em cena. Foi muito gostoso rever as irmãs Owens e também reencontrar as tias e outros personagens do filme original. Gostei bastante da trama e achei que o filme consegue respeitar o legado da história, mesmo com algumas mudanças importantes que precisaram acontecer para construir essa continuação. Também gostei de como a história amadureceu a relação da cidade com as bruxas e de como elas são vistas nos dias de hoje. Minha principal ressalva foi a troca das atrizes que interpretam as filhas de Sally. Acho que Maisie Williams e Joey King não combinaram muito como filhas da Sandra Bullock e não gostei da substituição. Evan Rachel Wood ainda está jovem o suficiente para ter reprisado o papel, e isso me incomodou bastante. Além disso, achei que o roteiro dá muito mais destaque para a Kylie, enquanto Antonia acaba completamente ofuscada pela história. Fora isso, gostei muito do filme. A trilha sonora é fantástica, incluindo a música da Olivia Rodrigo, que combinou perfeitamente com o filme. Assisti no cinema e foi uma experiência muito gostosa. É aquele tipo de filme que consegue trazer de volta um pouco daquela sensação do cinema dos anos 90, e isso para mim é muito especial.
Gostei muito do filme. O casal funciona muito bem, os dois têm ótima química e são lindos juntos. Ester Expósito está maravilhosa no papel, e continuo gostando muito dela desde Elite. Hugo Diego García também está muito bem e tem uma ótima presença em cena. Gostei bastante da mistura entre romance, suspense e ação. Os momentos de ação funcionam, os momentos românticos também, e acho que o filme consegue equilibrar muito bem os diferentes gêneros. A história me envolveu bastante e terminei querendo muito saber o que vai acontecer. Minha única ressalva é o final aberto. Eu sei que teremos continuação, mas o filme termina de uma forma que me deixou extremamente curioso para descobrir o desfecho.
Um filme bem fraco, principalmente pelos efeitos, que são bastante duvidosos. Gosto mais dos momentos em que o clima de tensão está no ar, especialmente enquanto o avião está prestes a cair, do que depois da queda, quando o filme fica mais maçante. O elenco é ok, e gostei de alguns momentos em que personagens que a gente não espera acabam morrendo, além de algumas cenas de tensão que realmente funcionam. Mas, no geral, é um filme fraco e que eu não assistiria novamente.
Vi agora em mídia física (Blu-ray) e a qualidade de fotografia e mixagem de som do filme são realmente muito bons. Amo o retorno da Jennifer Love Hewitt e sua Julie James. Já Freddie Prinze Jr. poderia ficar de fora dessa facilmente. Novo elenco bom e toda a nostalgia referente ao primeiro filme é incrível. Tem problemas de roteiro e alguns de produção, mas como fã do filme original em amei ver essa história no cinema. Adorei rever Sarah Michelle Gellar e Brandy também.
Um verdadeiro filme com cara de infância dos anos 90. A fotografia e a ambientação são lindas, o elenco é muito carismático e a Lassie é simplesmente adorável. A história é simples, mas muito bem amarradinha e consegue prender tanto pelas tramas humanas quanto pela jornada da própria Lassie. Demorei anos para assistir e fiquei encantado. Se tivesse visto na infância, com certeza seria um daqueles clássicos que eu guardaria na memória para sempre. Uma delícia de filme e com gostinho de infância e nostalgia.
Baleia Assassina é um filme tão mal feito que chega a parecer que dá para enxergar a tela verde por trás das cenas. Tudo é extremamente caricato e artificial, desde a fotografia e os cenários até os efeitos visuais. As atuações também não ajudam e, em nenhum momento, o filme consegue convencer que aquelas personagens realmente estão naquele ambiente. Até o que poderia ser um dos grandes atrativos, as paisagens, perde completamente o impacto por causa da artificialidade da produção. É impossível se sentir imerso na história. Sinceramente, não sei nem como consegui chegar até o final. Muito ruim.
Dezesseis Facadas é um filme bem fraquinho e que, para mim, não consegue funcionar plenamente em nenhuma das propostas. Como história de viagem no tempo, é fraco; como terror, mais ainda; e como slasher, fica apenas no mais ou menos. É divertidinho e até funciona como passatempo para uma noite qualquer, mas é muito “inho”, sem realmente entregar nada que se destaque. Também não achei Kiernan Shipka muito convincente no protagonismo, ficando bastante apagada em alguns momentos. No fim, é um filme bobo, esquecível e que não me causou impacto nenhum. Definitivamente, não considero um bom slasher.
Barba Ensopada de Sangue é um filme muito bom, principalmente pela atuação impecável de Gabriel Leone, que mais uma vez mostra o quanto é um ator talentoso. Gosto muito da forma como o filme aborda a cultura gaúcha e sulista, trazendo uma realidade muito próxima de quem vive aqui no Sul, inclusive com uma menção a Taquara logo no início. A ambientação entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina funciona muito bem, mesmo sem o filme ter sido gravado no estado. A fotografia é um dos grandes destaques, sombria, cotidiana e dramática na medida certa, criando uma atmosfera muito particular. Meu único problema está na execução, principalmente na metade do longa, quando algumas tramas paralelas se estendem mais do que deveriam e acabam tirando um pouco o foco do protagonista e da história principal. Ainda assim, gostei muito e considero um filme bastante marcante.
Elisa e Sombras de uma Mulher sofre de um problema comum em cinebiografias: pincela o passado da protagonista e acaba concentrando boa parte da história no crime que todos já conhecem. A produção tinha potencial para aprofundar muito mais a trajetória e as motivações de Elisa, especialmente por se tratar de um dos crimes mais famosos e controversos do Brasil. Lorena Comparato está fantástica como Elisa Matsunaga e é, sem dúvida, o grande destaque do filme, dando o tom certo para a história. Já o ator que interpreta Marcos Matsunaga me pareceu bastante fraco. No fim, é um filme interessante e importante por revisitar uma história que ainda provoca muitos questionamentos sobre violência, defesa e seus limites, mas poderia ter sido muito mais aprofundado e marcante.
PS: Assistam ao video sobre o caso no canal da Jaqueline Guerreiro do YouTube. É curioso perceber que o vídeo da Jaqueline Guerreiro sobre o caso consegue explorar muito mais o passado e as origens de Elisa Matsunaga do que o próprio filme. E justamente aí está uma das maiores oportunidades perdidas da produção. O filme tinha potencial para ir além do crime que todo mundo já conhece e construir melhor a trajetória da personagem, suas relações e os acontecimentos que ajudam a compreender como aquela história chegou até aquele ponto. A Jaqueline consegue fazer esse aprofundamento de uma maneira que o filme, mesmo tendo muito mais possibilidades para isso, acaba não fazendo.
Cara de um Focinho de Outro é um filme bonito, divertido e que aborda um tema importante, a natureza e a nossa relação com o meio ambiente. Porém, fica evidente que a Pixar já não vive seus tempos áureos, algo perceptível em seus últimos lançamentos. O filme é fofo, simpático e funciona como entretenimento, mas fica bem aquém dos grandes clássicos do estúdio e não entrega toda a magia e emoção que costumamos esperar da Pixar. No fim, é um filme bonito, mas pouco memorável.
Um suspense ok e que consegue prender a atenção até o final, principalmente pelo bom elenco. Nikki Reed entrega uma atuação convincente dentro da proposta, enquanto Alec Baldwin fica mais apagado e Carrie Anne Moss mantém aquela presença forte que gosto de ver em cena. O problema é um roteiro pouco aprofundado e um desfecho bastante previsível e sem impacto. Uma direção mais ousada poderia ter tornado o filme bem mais interessante. No fim, é um passatempo ok, mas bastante esquecível.
Resident Evil 2: Apocalipse
3.3 844 Assista AgoraA introdução de Jill Valentine é um dos pontos positivos, mas sinto que Alice acaba ficando um pouco de lado. O filme tenta expandir a mitologia da franquia, porém parece limitado pela própria narrativa. Nesta revisão, achei tudo mais caricato e exagerado do que lembrava. É divertido, tem bastante ação e carrega um forte apelo nostálgico, mas é inferior ao primeiro e marca o início de uma perda de rumo nos filmes clássicos. Como obra cinematográfica, deixa bastante a desejar.
Resident Evil: O Hóspede Maldito
3.4 1,1K Assista AgoraMesmo com efeitos visuais datados e atuações caricatas, especialmente de Milla Jovovich e Michelle Rodriguez, Resident Evil continua sendo um filme bastante divertido, que prende a atenção e preserva elementos importantes dos jogos. Apesar das limitações técnicas, não considero que tenha envelhecido tão mal. Dentro da franquia clássica de filmes, continua sendo o meu favorito, sabendo equilibrar ação, terror e entretenimento.
Avatar: Fogo e Cinzas
3.5 359 Assista AgoraAqui Avatar já começa a demonstrar claros sinais de desgaste. James Cameron continua impecável na cinematografia, na fotografia e nos efeitos visuais, mas o filme parece uma extensão interminável de O Caminho da Água, sem acrescentar algo realmente significativo à história.
Visualmente é belíssimo, mas a duração excessiva torna a experiência desnecessariamente cansativa. Um roteiro mais enxuto certamente faria muito bem ao filme. Neytiri também está particularmente insuportável nesta sequência, e não gostei do desfecho dado à personagem de Kate Winslet.
Não achei ruim e até gostei de alguns momentos, mas considero o mais fraco dos três até agora. Acho que está na hora de Avatar renovar sua fórmula, apostar em uma narrativa mais objetiva e entender que nem toda história precisa ser tão grandiosa e interminável para funcionar.
A Hipótese do Amor
3.4 116 Assista AgoraA Hipótese do Amor é exatamente o tipo de comédia romântica que eu gosto de assistir. É leve, divertida, gostosa e tem aquela sensação das clássicas comédias românticas dos anos 90 e 2000, só que atualizada para os dias de hoje.
A química entre Lili Reinhart e Tom Bateman é um dos grandes pontos positivos do filme. Lili tem muita presença em cena e eu gosto muito do trabalho dela como atriz. Aqui, ela está ótima e consegue deixar a protagonista extremamente carismática. Tom Bateman também funciona muito bem ao lado dela, e os dois realmente convencem como casal.
Mas uma das coisas que eu mais gostei foi a relação entre Olive e Anh. A amizade das duas vai muito além de simplesmente servir como apoio para o romance principal, e achei essa dinâmica muito bonita e divertida. Para mim, é um dos pontos mais fortes do filme.
No fim das contas, A Hipótese do Amor entrega exatamente o que promete: uma comédia romântica leve, divertida, carismática e muito gostosa de assistir. Eu realmente amei.
Herança de Narcisa
3.0 14Herança de Narcisa é uma ótima surpresa e, sem dúvida, um dos melhores filmes nacionais que vi este ano. Eu amo quando o cinema brasileiro investe no terror, e aqui ele consegue fazer isso de uma maneira muito mais psicológica e dramática do que propriamente escancarada. Existem elementos sobrenaturais e momentos de terror muito bem executados, mas o grande foco está na relação da Ana com o legado da mãe, no abandono, na negligência e nessa herança emocional que passa de uma geração para outra.
Gosto muito de como o roteiro transforma esse confronto com o passado em um processo de amadurecimento da protagonista, mostrando que revisitar as próprias dores também pode ser uma forma de construir um futuro diferente. E o grande destaque, para mim, é Paolla Oliveira, que está sensacional e praticamente segura o filme inteiro sozinha. O final é dramático, mas também muito bonito e coerente com tudo que a história constrói. Gostei muito. Um dos melhores do ano até agora.
Rastro de Maldade
3.7 428 Assista AgoraRastro de Maldade é um filme que eu gostei, principalmente pelo elenco, pela fotografia e por essa mistura de faroeste com terror, que eu particularmente gosto bastante. A direção funciona muito bem quando decide abraçar a violência, com alguns momentos realmente brutais e angustiantes, mas em outros parece esquecer do próprio gênero e deixa as coisas simplesmente acontecendo, o que acaba tornando o ritmo bastante arrastado e maçante. O diretor tem potencial e o roteiro também, mas a longa duração prejudica bastante o resultado. No fim, é um filme bom e bem razoável dentro do que se propõe. Não é inesquecível nem imperdível, mas também passa longe de ser ruim.
Resident Evil
3.6 268Fui assistir a Resident Evil no cinema sem esperar muita coisa, principalmente porque, até hoje, nenhuma adaptação da franquia tinha conseguido me despertar uma vontade real de assistir a um filme no cinema. Desta vez, porém, a presença de Zack Cregger na direção me chamou a atenção, e a experiência acabou sendo muito positiva.
Cinematograficamente, o filme é muito bem conduzido. A fotografia é impecável, a produção de som funciona muito bem e a direção utiliza a estética de videogame de uma maneira bastante criativa. Os planos em primeira e terceira pessoa fazem com que algumas cenas realmente pareçam uma experiência de jogo, como se estivéssemos acompanhando o protagonista pela primeira vez diante de uma tela, abrindo portas, entrando em lugares desconhecidos e sem saber o que pode surgir a qualquer momento. Para uma adaptação de Resident Evil, achei essa escolha muito interessante e talvez seja justamente o que mais me fez entrar na experiência.
Nem tudo funciona tão bem. As piadas são exageradas em alguns momentos e acredito que o humor poderia ter sido mais enxuto. Algumas funcionam muito bem, enquanto outras acabam deixando determinadas situações caricatas demais. O protagonista também não compromete, mas não conseguiu me fazer torcer por ele a ponto de pensar: “Eu preciso que esse cara sobreviva”.
O terceiro ato também me pareceu um pouco apressado. Algumas situações são resolvidas rapidamente, dando a impressão de que o filme queria chegar logo ao fim. O encerramento, apesar de não ter me desagradado, é um pouco inferior ao restante do longa.
Ainda assim, gostei bastante da experiência. O filme me prendeu, me entreteve e, principalmente, conseguiu me fazer sentir dentro de um jogo de Resident Evil. Não é perfeito, mas finalmente tive a sensação de assistir a uma adaptação da franquia que entende que o videogame não está apenas na história, mas também na forma de construir a experiência.
Noite dos Demônios
2.8 83 Assista AgoraA Noite dos Demônios é um remake que sabe exatamente o que quer ser. É divertido, bem desenvolvido e não tenta se vender como algo maior do que realmente é.
As atuações femininas estão longe de ser o ponto forte, mas funcionam dentro da proposta. As atrizes conseguem cumprir bem a transformação das personagens, passando do lado mais sensual para o grotesco e monstruoso conforme os demônios tomam seus corpos.
O gore também funciona muito bem, e algumas referências ao filme original, como a clássica cena do batom, são ótimas para quem conhece o clássico.
No fim, é um filme de terror divertido, com bastante gore e personalidade, que entrega exatamente o que promete. Não é uma grande obra do gênero, mas dentro da sua proposta, funciona muito bem.
O Sorveteiro
2.1 55O Sorveteiro tinha tudo para ser uma obra ao menos divertida, mas acaba se perdendo completamente na própria proposta. É um filme medíocre em todos os sentidos possíveis: desnecessário, gratuito, irrelevante e totalmente dispensável, tanto dentro do gênero quanto como obra cinematográfica.
A narrativa não apresenta nada que possa ser elogiado, e a execução é tão fraca que torna a experiência cansativa e sem propósito. Não há tensão, impacto ou qualquer elemento capaz de justificar a existência do filme. É, para mim, disparado o pior filme do ano, independentemente do gênero.
Além disso, o uso de inteligência artificial na produção é totalmente inaceitável. Trata-se de uma escolha que apenas reforça a falta de identidade e de relevância da obra. No fim, O Sorveteiro é realmente péssimo e não oferece absolutamente nada que faça valer a pena assisti-lo.
Babygirl
2.7 497 Assista AgoraBabygirl tinha tudo para ser uma obra marcante sobre sexualidade e prazer feminino, mas acaba se perdendo na própria narrativa. A direção é monótona e torna o filme cansativo, além de não desenvolver a protagonista da maneira que poderia.
Nicole Kidman está excelente, como sempre, e é disparado o maior destaque. Seu parceiro de cena não é ruim, mas a diferença de atuação entre os dois é bastante evidente.
A proposta é interessante, mas a execução não acompanha. Não é um filme ruim, porém está longe de ser tudo aquilo que poderia. No fim, Nicole Kidman é quem realmente sustenta a experiência.
Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte
3.1 122 Assista AgoraAcampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte é um filme que me conquistou muito mais pela atmosfera do que pela execução. A fotografia é belíssima e existe uma identidade visual muito forte, que resgata aquela estética dos slashers dos anos 80, especialmente a atmosfera de Sexta-feira 13. É um terror menos convencional, mais interessado em criar sensação, estranheza e desconforto do que propriamente em entregar sustos ou uma estrutura tradicional de slasher.
Hannah Einbinder e Gillian Anderson funcionam muito bem juntas. As duas têm uma química interessante e sustentam boa parte do filme justamente pela relação entre suas personagens. Gillian, principalmente, consegue transmitir aquele mistério necessário para que Billy pareça uma figura quase mítica dentro daquele universo.
O problema é que, para mim, Acampamento Miasma funciona muito melhor na ideia do que na execução. Existe uma proposta bastante ambiciosa por trás do filme, utilizando o terror como metáfora para o despertar sexual feminino, o desejo, o orgasmo, o feminismo e a relação das mulheres com seus próprios corpos. A intenção é clara e, em alguns momentos, a metáfora funciona muito bem. Porém, sinto que Jane Schoenbrun não consegue orquestrar todas essas ideias de maneira completamente satisfatória dentro da narrativa de terror.
É como se o filme estivesse constantemente prometendo um grande acontecimento, uma espécie de explosão metafórica que finalmente faria todas aquelas ideias se encaixarem. Mas, quando chega a hora de entregar esse clímax, senti que faltou alguma coisa. A experiência permanece interessante, visualmente muito rica e conceitualmente provocadora, mas a execução não alcança completamente a força daquilo que o filme parece querer dizer.
Ainda assim, não achei um filme ruim. Muito pelo contrário. Acampamento Miasma me prendeu até o final, tem personalidade, boas atuações, uma fotografia maravilhosa e uma proposta bastante diferente dentro do terror contemporâneo. Só não conseguiu me convencer por completo.
No fim, talvez o próprio filme tenha criado a melhor metáfora para o meu sentimento: Acampamento Miasma passa o tempo inteiro falando sobre orgasmo, mas, para mim, ele mesmo não consegue chegar ao seu próprio. É uma experiência interessante, provocadora e visualmente marcante, mas que termina antes de atingir o clímax que promete.
Drácula: Uma História de Amor Eterno
3.0 123 Assista AgoraAchei péssimo e não funcionou para mim em praticamente nenhum aspecto. Não gostei do terror, não gostei do romance e achei o casal completamente sem química. O protagonista também não tem presença suficiente para sustentar a história.
Para mim, nada funciona aqui. É um filme ruim, esquecível e que não deixou absolutamente nada depois que terminou. Um dos filmes que eu simplesmente não teria motivo nenhum para assistir novamente.
Dollhouse: A Boneca da Casa
3.1 21Achei o filme extremamente esquisito, mas não no sentido bom da palavra. É um esquisito estranho, bizarro e que parece vir do nada para chegar a lugar nenhum. Não gostei das atuações e, para mim, o filme inteiro é muito mal executado. É facilmente um dos piores terrores japoneses que já assisti.
O começo até me prendeu bastante, principalmente pelo mistério. Gosto desse tipo de terror mais sugestivo, em que objetos mudam de lugar e o filme cria uma sensação de que existe alguma coisa errada sem precisar mostrar tudo de forma explícita. Essa foi uma das poucas coisas que realmente funcionaram para mim.
O problema é que, da metade para o final, o filme desanda completamente. O final é péssimo, não achei bem construído nem bem executado, e toda aquela estranheza que poderia ser interessante acaba parecendo apenas aleatória. A direção também não me convenceu e as atuações contribuem para essa sensação de desconforto, mas de uma forma que não funciona.
No fim, para mim, foi um completo desperdício de tempo. O mistério inicial tinha potencial, mas o filme não soube desenvolver nada disso de uma maneira que me envolvesse. Não funcionou para mim de forma alguma.
Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor
3.3 68Sou muito fã do clássico Da Magia à Sedução e gostei bastante da sequência. Nicole Kidman e Sandra Bullock continuam funcionando muito bem juntas. As duas são extremamente talentosas, continuam lindas e têm uma química ótima em cena. Foi muito gostoso rever as irmãs Owens e também reencontrar as tias e outros personagens do filme original.
Gostei bastante da trama e achei que o filme consegue respeitar o legado da história, mesmo com algumas mudanças importantes que precisaram acontecer para construir essa continuação. Também gostei de como a história amadureceu a relação da cidade com as bruxas e de como elas são vistas nos dias de hoje.
Minha principal ressalva foi a troca das atrizes que interpretam as filhas de Sally. Acho que Maisie Williams e Joey King não combinaram muito como filhas da Sandra Bullock e não gostei da substituição. Evan Rachel Wood ainda está jovem o suficiente para ter reprisado o papel, e isso me incomodou bastante. Além disso, achei que o roteiro dá muito mais destaque para a Kylie, enquanto Antonia acaba completamente ofuscada pela história.
Fora isso, gostei muito do filme. A trilha sonora é fantástica, incluindo a música da Olivia Rodrigo, que combinou perfeitamente com o filme. Assisti no cinema e foi uma experiência muito gostosa. É aquele tipo de filme que consegue trazer de volta um pouco daquela sensação do cinema dos anos 90, e isso para mim é muito especial.
Atraídos pelo Destino
2.8 25Gostei muito do filme. O casal funciona muito bem, os dois têm ótima química e são lindos juntos. Ester Expósito está maravilhosa no papel, e continuo gostando muito dela desde Elite. Hugo Diego García também está muito bem e tem uma ótima presença em cena.
Gostei bastante da mistura entre romance, suspense e ação. Os momentos de ação funcionam, os momentos românticos também, e acho que o filme consegue equilibrar muito bem os diferentes gêneros. A história me envolveu bastante e terminei querendo muito saber o que vai acontecer.
Minha única ressalva é o final aberto. Eu sei que teremos continuação, mas o filme termina de uma forma que me deixou extremamente curioso para descobrir o desfecho.
Águas Mortais
2.5 58 Assista AgoraUm filme bem fraco, principalmente pelos efeitos, que são bastante duvidosos. Gosto mais dos momentos em que o clima de tensão está no ar, especialmente enquanto o avião está prestes a cair, do que depois da queda, quando o filme fica mais maçante. O elenco é ok, e gostei de alguns momentos em que personagens que a gente não espera acabam morrendo, além de algumas cenas de tensão que realmente funcionam. Mas, no geral, é um filme fraco e que eu não assistiria novamente.
Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado
2.4 340 Assista AgoraVi agora em mídia física (Blu-ray) e a qualidade de fotografia e mixagem de som do filme são realmente muito bons. Amo o retorno da Jennifer Love Hewitt e sua Julie James. Já Freddie Prinze Jr. poderia ficar de fora dessa facilmente. Novo elenco bom e toda a nostalgia referente ao primeiro filme é incrível. Tem problemas de roteiro e alguns de produção, mas como fã do filme original em amei ver essa história no cinema. Adorei rever Sarah Michelle Gellar e Brandy também.
Lassie
3.0 186 Assista AgoraUm verdadeiro filme com cara de infância dos anos 90. A fotografia e a ambientação são lindas, o elenco é muito carismático e a Lassie é simplesmente adorável. A história é simples, mas muito bem amarradinha e consegue prender tanto pelas tramas humanas quanto pela jornada da própria Lassie. Demorei anos para assistir e fiquei encantado. Se tivesse visto na infância, com certeza seria um daqueles clássicos que eu guardaria na memória para sempre. Uma delícia de filme e com gostinho de infância e nostalgia.
Baleia Assassina
1.3 20Baleia Assassina é um filme tão mal feito que chega a parecer que dá para enxergar a tela verde por trás das cenas. Tudo é extremamente caricato e artificial, desde a fotografia e os cenários até os efeitos visuais. As atuações também não ajudam e, em nenhum momento, o filme consegue convencer que aquelas personagens realmente estão naquele ambiente. Até o que poderia ser um dos grandes atrativos, as paisagens, perde completamente o impacto por causa da artificialidade da produção. É impossível se sentir imerso na história. Sinceramente, não sei nem como consegui chegar até o final. Muito ruim.
Dezesseis Facadas
3.2 463Dezesseis Facadas é um filme bem fraquinho e que, para mim, não consegue funcionar plenamente em nenhuma das propostas. Como história de viagem no tempo, é fraco; como terror, mais ainda; e como slasher, fica apenas no mais ou menos. É divertidinho e até funciona como passatempo para uma noite qualquer, mas é muito “inho”, sem realmente entregar nada que se destaque. Também não achei Kiernan Shipka muito convincente no protagonismo, ficando bastante apagada em alguns momentos. No fim, é um filme bobo, esquecível e que não me causou impacto nenhum. Definitivamente, não considero um bom slasher.
Barba Ensopada de Sangue
2.9 14Barba Ensopada de Sangue é um filme muito bom, principalmente pela atuação impecável de Gabriel Leone, que mais uma vez mostra o quanto é um ator talentoso. Gosto muito da forma como o filme aborda a cultura gaúcha e sulista, trazendo uma realidade muito próxima de quem vive aqui no Sul, inclusive com uma menção a Taquara logo no início. A ambientação entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina funciona muito bem, mesmo sem o filme ter sido gravado no estado. A fotografia é um dos grandes destaques, sombria, cotidiana e dramática na medida certa, criando uma atmosfera muito particular. Meu único problema está na execução, principalmente na metade do longa, quando algumas tramas paralelas se estendem mais do que deveriam e acabam tirando um pouco o foco do protagonista e da história principal. Ainda assim, gostei muito e considero um filme bastante marcante.
Elize: Sombras de Uma Mulher
3.1 174 Assista AgoraElisa e Sombras de uma Mulher sofre de um problema comum em cinebiografias: pincela o passado da protagonista e acaba concentrando boa parte da história no crime que todos já conhecem. A produção tinha potencial para aprofundar muito mais a trajetória e as motivações de Elisa, especialmente por se tratar de um dos crimes mais famosos e controversos do Brasil. Lorena Comparato está fantástica como Elisa Matsunaga e é, sem dúvida, o grande destaque do filme, dando o tom certo para a história. Já o ator que interpreta Marcos Matsunaga me pareceu bastante fraco. No fim, é um filme interessante e importante por revisitar uma história que ainda provoca muitos questionamentos sobre violência, defesa e seus limites, mas poderia ter sido muito mais aprofundado e marcante.
PS: Assistam ao video sobre o caso no canal da Jaqueline Guerreiro do YouTube. É curioso perceber que o vídeo da Jaqueline Guerreiro sobre o caso consegue explorar muito mais o passado e as origens de Elisa Matsunaga do que o próprio filme. E justamente aí está uma das maiores oportunidades perdidas da produção. O filme tinha potencial para ir além do crime que todo mundo já conhece e construir melhor a trajetória da personagem, suas relações e os acontecimentos que ajudam a compreender como aquela história chegou até aquele ponto. A Jaqueline consegue fazer esse aprofundamento de uma maneira que o filme, mesmo tendo muito mais possibilidades para isso, acaba não fazendo.
Cara de Um, Focinho de Outro
3.7 127 Assista AgoraCara de um Focinho de Outro é um filme bonito, divertido e que aborda um tema importante, a natureza e a nossa relação com o meio ambiente. Porém, fica evidente que a Pixar já não vive seus tempos áureos, algo perceptível em seus últimos lançamentos. O filme é fofo, simpático e funciona como entretenimento, mas fica bem aquém dos grandes clássicos do estúdio e não entrega toda a magia e emoção que costumamos esperar da Pixar. No fim, é um filme bonito, mas pouco memorável.
Sedutora e Diabólica
2.6 122 Assista AgoraUm suspense ok e que consegue prender a atenção até o final, principalmente pelo bom elenco. Nikki Reed entrega uma atuação convincente dentro da proposta, enquanto Alec Baldwin fica mais apagado e Carrie Anne Moss mantém aquela presença forte que gosto de ver em cena. O problema é um roteiro pouco aprofundado e um desfecho bastante previsível e sem impacto. Uma direção mais ousada poderia ter tornado o filme bem mais interessante. No fim, é um passatempo ok, mas bastante esquecível.