Margot Robbie está divina no papel principal, entregando uma atuação carismática e envolvente. Jacob Elordi também cumpre bem sua função, compondo uma boa parceria em cena. A história é interessante e consegue prender a atenção do começo ao fim. Gosto muito do estilo de direção, que aposta em enquadramentos contemplativos dos protagonistas e das paisagens, criando imagens visualmente marcantes. A combinação desses belos frames com uma ótima trilha sonora dá ainda mais força às cenas, tornando a experiência muito agradável do ponto de vista estético. É um filme que sabe valorizar sua atmosfera e suas emoções através da imagem e do som, resultando em uma obra bonita de assistir e fácil de se envolver. Gostei bastante do filme.
O longa consegue o feito de ser o pior de três filmes ruins. Repleto de situações irritantes e decisões sem sentido, é daqueles filmes que, mesmo com uma duração relativamente curta, parecem intermináveis de tão enfadonhos. Trata-se do capítulo final de uma trilogia que nunca demonstrou ter qualquer necessidade de existir. A sensação é de uma história esticada ao máximo, sem ideias suficientes para justificar sua própria continuidade. Maya está mais burra do que nunca aqui, tomando decisões que servem apenas para empurrar o roteiro adiante. É uma pena, porque Madelaine Petsch se esforça para dar alguma personalidade à personagem e se destacar em meio ao caos, mas nem mesmo seu comprometimento consegue salvar o filme. No fim, Os Estranhos: Capítulo 3 encerra a trilogia da pior forma possível: sem tensão, sem inteligência e sem qualquer motivo para justificar sua existência.
O Jogo do Predador é um filme interessante, embora seja construído sobre os mais clássicos clichês do gênero. Isso, por si só, não é um problema, já que clichês podem funcionar muito bem quando bem executados. O problema é que o filme parece estar sempre aquém do seu próprio potencial. Charlize Theron e Taron Egerton entregam boas atuações e cumprem bem seus papéis, mas acabam prejudicados por personagens pouco interessantes e sem grande profundidade. Em especial, as decisões da personagem de Theron me irritaram bastante em vários momentos, parecendo mais convenientes para o roteiro do que naturais. Ainda assim, o filme consegue se sustentar graças a alguns momentos genuinamente tensos. A sequência final de escalada, por exemplo, me causou bastante agonia e é facilmente um dos pontos altos da produção. O suspense funciona em diversos momentos, mesmo sendo superficial e previsível na maior parte do tempo. No fim das contas, é um thriller que entretém, tem seus momentos de tensão e conta com um elenco competente, mas que nunca alcança o nível que sua premissa sugere.
Babysitters de Luxo desperdiça uma premissa que poderia render um bom drama ou suspense. A direção confusa, a edição irregular e as atuações fracas comprometem a experiência do início ao fim. Em vez de desenvolver seus temas de forma inteligente, o filme opta por uma abordagem superficial e fetichizada, sem profundidade ou propósito. O resultado é uma produção esquecível e facilmente descartável.
Assistir Cidade dos Sonhos foi uma experiência que me surpreendeu muito positivamente. A direção de David Lynch é impecável e carrega todas as características marcantes do cineasta: a forma como ele brinca com o lúdico, com o subconsciente e com a mistura entre sonho e realidade é feita com absoluta maestria. É um filme que exige atenção, mas ao mesmo tempo hipnotiza justamente pela atmosfera estranha, sombria e psicológica que constrói do início ao fim. O elenco está excelente, especialmente as protagonistas Naomi Watts e Laura Harring. Watts por exemplo entrega uma atuação impressionante e, sinceramente, merecia totalmente uma indicação ao Oscar. Ela consegue transitar entre diferentes estados emocionais de forma intensa e extremamente convincente, sendo o grande coração do filme. O roteiro é totalmente psicodélico e muitas vezes confuso de propósito, mas isso acaba sendo um dos maiores méritos da obra. Aos poucos, as peças vão se encaixando e, pelo menos para mim, o final conseguiu amarrar muito bem a narrativa. A interpretação sobre sonho, desejo, culpa e frustração fica cada vez mais clara conforme o filme avança. Além da narrativa principal, o filme traz metáforas muito interessantes sobre Hollywood, envelhecimento, identidade feminina, ambição e o lado cruel da indústria do entretenimento. São tantas camadas que parece impossível captar tudo em apenas uma sessão, o que faz dele um daqueles filmes que pedem revisitas. Não sei por que demorei tantos anos para assistir, mas sinto que vi no momento certo para realmente absorver sua essência. É um cinema experimental, psicológico, quase onírico e bastante dark, exatamente o tipo de proposta que costuma me atrair. Cidade dos Sonhos não é um filme fácil, mas é uma experiência cinematográfica fascinante e que permanece na mente muito tempo depois dos créditos finais.
Bugônia, estrelado por Emma Stone, é mais uma prova do talento da atriz, que entrega uma atuação segura, intensa e extremamente convincente. Sob a direção de Yorgos Lanthimos, o filme mergulha em um suspense com tons dramáticos, conduzido com firmeza e aquela estranheza característica do diretor, que aqui funciona muito bem. A narrativa prende a atenção e constrói um clima envolvente, culminando em um desfecho surpreendente e um dos pontos altos do longa. Ainda assim, algumas escolhas incomodam, especialmente o uso de uma violência mais excessiva contra a personagem de Stone em determinado momento, o que pode afastar parte do público. No geral, é um filme denso, com críticas sociais interessantes e uma condução que, mesmo pesada, se mantém instigante do início ao fim.
Descontrole, estrelado por Carolina Dieckmann, se apoia fortemente na atuação da protagonista, que entrega um trabalho sensível e convincente ao captar a complexidade da personagem. A narrativa segue de forma leve, o que contrasta com o peso do tema central, o alcoolismo, e acaba enfraquecendo o impacto em alguns momentos que pediam mais intensidade. Ainda assim, a condução é envolvente e mantém o interesse do público. O desfecho, porém, pode soar incômodo, com escolhas narrativas questionáveis que prejudicam a experiência. No geral, é um filme com bons momentos e uma mensagem relevante, mas que não atinge todo o seu potencial.
Caminhos do Crime entrega exatamente o que promete: um thriller de ação envolvente, sustentado por um elenco de peso como Chris Hemsworth, Mark Ruffalo e Halle Berry. As atuações são consistentes e elevam a narrativa, que se mantém bem amarrada e interessante do início ao fim. Apesar de algumas pequenas “barrigas” no ritmo, o filme compensa com um desfecho impactante e praticamente impecável. No saldo geral, é uma mistura eficiente de ação, suspense e drama, que funciona muito bem e convence.
Ataque Brutal é um típico filme de desastre com ataque animal: divertido, ágil e completamente despretensioso. A produção é caprichada, com boa fotografia e um clima constante de perigo que prende do início ao fim. O elenco funciona bem, com destaque para Phoebe Dynevor, que segura o protagonismo com carisma. O problema está no exagero: as cenas de ação e os ataques dos tubarões beiram o absurdo e comprometem totalmente a credibilidade. É um filme que entretém, mas não convence. Funciona melhor quando encarado como um passatempo leve e sem compromisso. Quem busca algo mais realista ou profundo provavelmente vai se frustrar.
Wonka é um espetáculo visual. O filme encanta pela beleza, pelo charme e pela elegância, entregando uma experiência que vai muito além do universo do chocolate. A narrativa traz temas interessantes e até críticas sutis, mas sem perder a leveza. Timothée Chalamet está muito bem no papel, construindo um Willy Wonka carismático e envolvente, enquanto os números musicais se encaixam de forma natural, sem tornar o filme cansativo. O Oompa Loompa é um destaque à parte, trazendo humor e carisma. Com uma produção impecável, fotografia, cores e design muito bem trabalhados, o filme cria uma atmosfera verdadeiramente mágica. No fim, é leve, envolvente e passa voando. Um filme encantador, perfeito pra revisitar e se deixar levar pela magia. Foi a minha escolha perfeita para a Páscoa e vai se tornar um clássico da data para mim.
"Pedro Coelho 2" é exatamente o que se propõe a ser: leve, divertido e sem grandes ambições. O filme aposta no carisma do personagem, que continua muito fofo, e na presença de Rose Byrne. A produção é caprichada e traz algumas sacadas simpáticas ao longo da história. No fim das contas, funciona como um entretenimento despretensioso, perfeito pra ocasiões como a Páscoa (época que eu escolhi para ver) e cumpre bem o seu papel sem tentar ser mais do que isso.
"Colheita Sombria" parte de uma premissa interessante e carrega uma crítica social bem evidente e atual. Sob a direção do competente David Slade (do ótimo "30 Dias de Noite") o filme mostra competência na condução e tem um elenco sólido, mas esbarra em um roteiro apenas ok, que limita o seu potencial. Falta uma identidade estética mais marcante e um trabalho de terror e suspense mais refinado. Ainda assim, funciona dentro da proposta e consegue convencer, mas deixa aquela sensação clara de que poderia, e deveria, ser um projeto muito mais impactante.
O filme parte de uma proposta interessante dentro do drama adolescente, mas tropeça na própria execução. A direção e o roteiro não conseguem aprofundar as ideias como deveriam, fazendo com que a história acabe soando mais como uma comédia romântica teen genérica do que algo realmente marcante. Joey King entrega uma performance limitada, sem convencer totalmente no papel, enquanto Celeste O'Connor se destaca como coadjuvante e merecia mais espaço. Já Kyle Allen tem charme e presença em cena, o que acaba sendo bem marcante. No fim, é um filme agradável e com certo charme, mas que deixa a sensação de que poderia ter sido muito melhor nas mãos certas. Ah e a cena final é realmente muito bonita, deixa até um gostinho agridoce ao fim.
“Lindas e Letais é um filme completamente trash, e o melhor é que ele sabe disso. Desde o título, já deixa claro que não vem nada grandioso, e o longa abraça essa proposta sem vergonha. O elenco é ok, e as meninas têm uma química que sustenta bem a experiência. A Maddie Ziegler segura o protagonismo de forma competente, dentro do que o filme pede. No fim, é um entretenimento despretensioso, meio tosco, mas divertido na medida certa.
"A Incrível Eleonor" é um drama simples, mas funcional. A direção de Scarlett Johansson, ainda que inexperiente, se mostra eficaz dentro da proposta intimista do filme. A protagonista é carismática, mesmo com momentos irritantes, algo que faz sentido diante da construção de uma idosa de mais de 90 anos lidando com perdas e recomeços. O roteiro não se aprofunda tanto quanto poderia, mas também não chega a ser superficial, fica em um meio-termo seguro. No fim, é um filme agradável, com certo charme, que cumpre o que promete sem grandes riscos.
“Casamento Sangrento 2: A Viúva” chega mostrando que a franquia ainda tem muito fôlego e, principalmente, muita personalidade. Eu já tinha criado um carinho enorme pelo primeiro filme, que assisti no auge da pandemia, em uma sessão em casa que foi tão divertida quanto surpreendente. E essa continuação consegue manter exatamente essa essência. A direção segue muito competente, o elenco está afiadíssimo e o filme entende perfeitamente o tipo de experiência que quer entregar: algo insano, dinâmico e extremamente divertido. E funciona. Um dos grandes destaques pra mim foi a adição da Sarah Michelle Gellar. Como fã dela, foi simplesmente mágico vê-la no cinema e a Ursula é uma vilã deliciosa de acompanhar. Mesmo sendo antagonista, eu queria muito um desfecho mais digno pra personagem. Samara Weaving continua fantástica e segura o filme com muita presença, e a química dela com a Kathryn Newton é um dos pontos altos. As duas funcionam muito bem juntas em cena, trazendo ainda mais energia pra narrativa. O filme também acerta ao expandir a mitologia da história original sem perder o ritmo. Pelo contrário: ele é ágil, cheio de cenas marcantes e momentos criativos, como a sequência da noiva com a Grace ao som de “Total Eclipse of the Heart”, que é simplesmente divertida e caótica na medida certa. Talvez não tenha exatamente a mesma “magia” do primeiro mas, sinceramente, nem precisa. “A Viúva” se sustenta muito bem como continuação, entregando tudo que promete: terror, ação e diversão em alto nível. Saí do cinema com a sensação de que valeu muito a pena.
Hell House LLC é um found footage surpreendentemente eficaz. Mesmo sendo um estilo que não agrada tanto, aqui ele funciona muito bem, apostando mais no desconforto, nos vultos e nas sugestões do que no terror explícito: algo que remete ao clima de A Bruxa de Blair. O elenco desconhecido cumpre bem seu papel e ajuda a sustentar a tensão, que em alguns momentos chega a ser genuinamente assustadora. Apesar do baixo orçamento e das limitações técnicas, o filme prende do início ao fim e mexe com a imaginação do espectador, o que é essencial no gênero. Não é uma obra-prima, mas se destaca dentro da proposta e mostra como fazer muito com pouco.
O filme é aquele suspense típico de Supercine: previsível do início ao fim, com um roteiro que entrega exatamente o que você espera. Ainda assim, funciona. É um filme redondinho, fácil de assistir e que prende a atenção. Idris Elba traz muito carisma (e beleza diga-se de passagem) até como vilão, enquanto Taraji P. Henson segura bem o protagonismo. Mesmo sendo bobo e por vezes caricato, cumpre bem seu papel como entretenimento despretensioso para um sábado à noite.
Achei o filme bom principalmente quando foca no casal jovem Clara e Miller que é fofo e tem ótima química, pois os personagens adultos são infantis e irritantes, além de atuações ruins como a de Alison Williams que compromete o impacto da narrativa desse núcleo. Willa Fitzgerald com pouco tempo de tela consegue se sair muito melhor por exemplo. Já quando a trama se concentra em Mckenna Grace e Mason Thames o roteiro ganha fôlego e prende até o fim, os dois jovens estão ótimos em seus papéis. Os dois trazem leveza, carisma e uma autenticidade que falta ao núcleo adulto, tornando as cenas de romance adolescente o ponto mais cativante do filme. No fim "Se Não Fosse Você" funciona melhor quando se assume como uma comédia romântica adolescente de amadurecimento, do que como um drama familiar cheio de tentativas de reviravoltas previsíveis.
O filme até funciona como slasher pois possui um bom cenário e alguns momentos de suspense interessantes, mas é tudo muito mal organizado e executado. Atuações horríveis e personagens sem um pingo de carisma, além do assassino ser mal revelado com uma cena que quebra todo o clímax antes do tempo.
Consegue ser pior que o primeiro filme, porque esse é mais chato. Tentam dar um tom mais sombrio que não combina com a infantilidade da obra, e a presença da McKenna Grace é totalmente desperdiçada. Abby é muito chatinha minha nossa, e Vanessa totalmente apagada pelo roteiro.
Achei o filme muito instigante e extremamente bem conduzido. A fotografia com um ar mais antigo dá um charme especial à obra, e o elenco está impecável, mantendo o espectador atento a cada detalhe da trama para tentar entender o que realmente aconteceu naquele assassinato central. O trauma do personagem Dave talvez fosse o único ponto que poderia ter sido mais explorado, na minha opinião. Ainda assim, a direção de Clint Eastwood é muito eficiente ao criar analogias com o crime inicial, que é chocante e ecoa ao longo de toda a narrativa. O final é, de fato, um soco no estômago, destacando a injustiça e a crueldade do mundo. O filme mostra como algumas pessoas acabam carregando injustiças por toda a vida, simplesmente porque o mundo pode ser brutal e indiferente. Realista e duro, é um excelente drama.
Achei o filme fraco, genérico e totalmente esquecível. O elenco até tenta salvar algo, com Gabriel Byrne e Patricia Arquette se esforçando em seus papéis, mas Byrne acaba se destacando um pouco mais. No geral, nada funciona muito bem e fica a sensação de que o filme tentou copiar o impacto de The Exorcist, mas falhou miseravelmente. O resultado é um terror religioso sem identidade e fácil de esquecer.
Predador: Terras Selvagens é um filme que entende sua própria proposta e funciona dentro dela. A trama é simples, familiar e segue caminhos já conhecidos da franquia, mas ainda assim consegue ser instigante e, principalmente, divertido. Mesmo com uma certa descaracterização do monstro principal, o resultado não compromete a experiência. O filme aposta forte na ação, e acerta. As cenas são bem coreografadas, os confrontos são intensos e os efeitos visuais estão competentes, sustentando bem a atmosfera de ficção científica. Elle Fanning cumpre seu papel sem comprometer, mas também sem grande destaque. Sua presença é funcional dentro da narrativa, que prefere priorizar ritmo e espetáculo. No fim, não é um capítulo impecável nem revolucionário, mas é um bom entretenimento. Uma ficção científica com ação eficiente, que prende até o final e entrega exatamente o que promete.
O Morro dos Ventos Uivantes
2.9 274 Assista AgoraMargot Robbie está divina no papel principal, entregando uma atuação carismática e envolvente. Jacob Elordi também cumpre bem sua função, compondo uma boa parceria em cena.
A história é interessante e consegue prender a atenção do começo ao fim. Gosto muito do estilo de direção, que aposta em enquadramentos contemplativos dos protagonistas e das paisagens, criando imagens visualmente marcantes. A combinação desses belos frames com uma ótima trilha sonora dá ainda mais força às cenas, tornando a experiência muito agradável do ponto de vista estético.
É um filme que sabe valorizar sua atmosfera e suas emoções através da imagem e do som, resultando em uma obra bonita de assistir e fácil de se envolver. Gostei bastante do filme.
Os Estranhos: Capítulo Final
1.8 57 Assista AgoraO longa consegue o feito de ser o pior de três filmes ruins. Repleto de situações irritantes e decisões sem sentido, é daqueles filmes que, mesmo com uma duração relativamente curta, parecem intermináveis de tão enfadonhos.
Trata-se do capítulo final de uma trilogia que nunca demonstrou ter qualquer necessidade de existir. A sensação é de uma história esticada ao máximo, sem ideias suficientes para justificar sua própria continuidade.
Maya está mais burra do que nunca aqui, tomando decisões que servem apenas para empurrar o roteiro adiante. É uma pena, porque Madelaine Petsch se esforça para dar alguma personalidade à personagem e se destacar em meio ao caos, mas nem mesmo seu comprometimento consegue salvar o filme.
No fim, Os Estranhos: Capítulo 3 encerra a trilogia da pior forma possível: sem tensão, sem inteligência e sem qualquer motivo para justificar sua existência.
O Jogo do Predador
2.8 181 Assista AgoraO Jogo do Predador é um filme interessante, embora seja construído sobre os mais clássicos clichês do gênero. Isso, por si só, não é um problema, já que clichês podem funcionar muito bem quando bem executados. O problema é que o filme parece estar sempre aquém do seu próprio potencial.
Charlize Theron e Taron Egerton entregam boas atuações e cumprem bem seus papéis, mas acabam prejudicados por personagens pouco interessantes e sem grande profundidade. Em especial, as decisões da personagem de Theron me irritaram bastante em vários momentos, parecendo mais convenientes para o roteiro do que naturais.
Ainda assim, o filme consegue se sustentar graças a alguns momentos genuinamente tensos. A sequência final de escalada, por exemplo, me causou bastante agonia e é facilmente um dos pontos altos da produção. O suspense funciona em diversos momentos, mesmo sendo superficial e previsível na maior parte do tempo.
No fim das contas, é um thriller que entretém, tem seus momentos de tensão e conta com um elenco competente, mas que nunca alcança o nível que sua premissa sugere.
Babysitters de Luxo
2.5 149 Assista AgoraBabysitters de Luxo desperdiça uma premissa que poderia render um bom drama ou suspense. A direção confusa, a edição irregular e as atuações fracas comprometem a experiência do início ao fim. Em vez de desenvolver seus temas de forma inteligente, o filme opta por uma abordagem superficial e fetichizada, sem profundidade ou propósito. O resultado é uma produção esquecível e facilmente descartável.
Cidade dos Sonhos
4.1 1,8K Assista AgoraAssistir Cidade dos Sonhos foi uma experiência que me surpreendeu muito positivamente. A direção de David Lynch é impecável e carrega todas as características marcantes do cineasta: a forma como ele brinca com o lúdico, com o subconsciente e com a mistura entre sonho e realidade é feita com absoluta maestria. É um filme que exige atenção, mas ao mesmo tempo hipnotiza justamente pela atmosfera estranha, sombria e psicológica que constrói do início ao fim. O elenco está excelente, especialmente as protagonistas Naomi Watts e Laura Harring. Watts por exemplo entrega uma atuação impressionante e, sinceramente, merecia totalmente uma indicação ao Oscar. Ela consegue transitar entre diferentes estados emocionais de forma intensa e extremamente convincente, sendo o grande coração do filme.
O roteiro é totalmente psicodélico e muitas vezes confuso de propósito, mas isso acaba sendo um dos maiores méritos da obra. Aos poucos, as peças vão se encaixando e, pelo menos para mim, o final conseguiu amarrar muito bem a narrativa. A interpretação sobre sonho, desejo, culpa e frustração fica cada vez mais clara conforme o filme avança.
Além da narrativa principal, o filme traz metáforas muito interessantes sobre Hollywood, envelhecimento, identidade feminina, ambição e o lado cruel da indústria do entretenimento. São tantas camadas que parece impossível captar tudo em apenas uma sessão, o que faz dele um daqueles filmes que pedem revisitas.
Não sei por que demorei tantos anos para assistir, mas sinto que vi no momento certo para realmente absorver sua essência. É um cinema experimental, psicológico, quase onírico e bastante dark, exatamente o tipo de proposta que costuma me atrair. Cidade dos Sonhos não é um filme fácil, mas é uma experiência cinematográfica fascinante e que permanece na mente muito tempo depois dos créditos finais.
Bugonia
3.6 475 Assista AgoraBugônia, estrelado por Emma Stone, é mais uma prova do talento da atriz, que entrega uma atuação segura, intensa e extremamente convincente. Sob a direção de Yorgos Lanthimos, o filme mergulha em um suspense com tons dramáticos, conduzido com firmeza e aquela estranheza característica do diretor, que aqui funciona muito bem.
A narrativa prende a atenção e constrói um clima envolvente, culminando em um desfecho surpreendente e um dos pontos altos do longa. Ainda assim, algumas escolhas incomodam, especialmente o uso de uma violência mais excessiva contra a personagem de Stone em determinado momento, o que pode afastar parte do público. No geral, é um filme denso, com críticas sociais interessantes e uma condução que, mesmo pesada, se mantém instigante do início ao fim.
(Des)controle
3.0 19 Assista AgoraDescontrole, estrelado por Carolina Dieckmann, se apoia fortemente na atuação da protagonista, que entrega um trabalho sensível e convincente ao captar a complexidade da personagem. A narrativa segue de forma leve, o que contrasta com o peso do tema central, o alcoolismo, e acaba enfraquecendo o impacto em alguns momentos que pediam mais intensidade. Ainda assim, a condução é envolvente e mantém o interesse do público. O desfecho, porém, pode soar incômodo, com escolhas narrativas questionáveis que prejudicam a experiência. No geral, é um filme com bons momentos e uma mensagem relevante, mas que não atinge todo o seu potencial.
Caminhos do Crime
3.3 100 Assista AgoraCaminhos do Crime entrega exatamente o que promete: um thriller de ação envolvente, sustentado por um elenco de peso como Chris Hemsworth, Mark Ruffalo e Halle Berry. As atuações são consistentes e elevam a narrativa, que se mantém bem amarrada e interessante do início ao fim. Apesar de algumas pequenas “barrigas” no ritmo, o filme compensa com um desfecho impactante e praticamente impecável. No saldo geral, é uma mistura eficiente de ação, suspense e drama, que funciona muito bem e convence.
Ataque Brutal
2.2 118 Assista AgoraAtaque Brutal é um típico filme de desastre com ataque animal: divertido, ágil e completamente despretensioso. A produção é caprichada, com boa fotografia e um clima constante de perigo que prende do início ao fim. O elenco funciona bem, com destaque para Phoebe Dynevor, que segura o protagonismo com carisma.
O problema está no exagero: as cenas de ação e os ataques dos tubarões beiram o absurdo e comprometem totalmente a credibilidade. É um filme que entretém, mas não convence. Funciona melhor quando encarado como um passatempo leve e sem compromisso. Quem busca algo mais realista ou profundo provavelmente vai se frustrar.
Wonka
3.4 457 Assista AgoraWonka é um espetáculo visual. O filme encanta pela beleza, pelo charme e pela elegância, entregando uma experiência que vai muito além do universo do chocolate. A narrativa traz temas interessantes e até críticas sutis, mas sem perder a leveza. Timothée Chalamet está muito bem no papel, construindo um Willy Wonka carismático e envolvente, enquanto os números musicais se encaixam de forma natural, sem tornar o filme cansativo. O Oompa Loompa é um destaque à parte, trazendo humor e carisma. Com uma produção impecável, fotografia, cores e design muito bem trabalhados, o filme cria uma atmosfera verdadeiramente mágica. No fim, é leve, envolvente e passa voando. Um filme encantador, perfeito pra revisitar e se deixar levar pela magia. Foi a minha escolha perfeita para a Páscoa e vai se tornar um clássico da data para mim.
Pedro Coelho 2: O Fugitivo
3.2 32"Pedro Coelho 2" é exatamente o que se propõe a ser: leve, divertido e sem grandes ambições. O filme aposta no carisma do personagem, que continua muito fofo, e na presença de Rose Byrne. A produção é caprichada e traz algumas sacadas simpáticas ao longo da história. No fim das contas, funciona como um entretenimento despretensioso, perfeito pra ocasiões como a Páscoa (época que eu escolhi para ver) e cumpre bem o seu papel sem tentar ser mais do que isso.
Colheita Sombria
2.5 75"Colheita Sombria" parte de uma premissa interessante e carrega uma crítica social bem evidente e atual. Sob a direção do competente David Slade (do ótimo "30 Dias de Noite") o filme mostra competência na condução e tem um elenco sólido, mas esbarra em um roteiro apenas ok, que limita o seu potencial. Falta uma identidade estética mais marcante e um trabalho de terror e suspense mais refinado. Ainda assim, funciona dentro da proposta e consegue convencer, mas deixa aquela sensação clara de que poderia, e deveria, ser um projeto muito mais impactante.
Ainda Estou Aqui
2.7 125 Assista AgoraO filme parte de uma proposta interessante dentro do drama adolescente, mas tropeça na própria execução. A direção e o roteiro não conseguem aprofundar as ideias como deveriam, fazendo com que a história acabe soando mais como uma comédia romântica teen genérica do que algo realmente marcante. Joey King entrega uma performance limitada, sem convencer totalmente no papel, enquanto Celeste O'Connor se destaca como coadjuvante e merecia mais espaço. Já Kyle Allen tem charme e presença em cena, o que acaba sendo bem marcante. No fim, é um filme agradável e com certo charme, mas que deixa a sensação de que poderia ter sido muito melhor nas mãos certas. Ah e a cena final é realmente muito bonita, deixa até um gostinho agridoce ao fim.
Lindas e Letais
2.9 88 Assista Agora“Lindas e Letais é um filme completamente trash, e o melhor é que ele sabe disso. Desde o título, já deixa claro que não vem nada grandioso, e o longa abraça essa proposta sem vergonha. O elenco é ok, e as meninas têm uma química que sustenta bem a experiência. A Maddie Ziegler segura o protagonismo de forma competente, dentro do que o filme pede. No fim, é um entretenimento despretensioso, meio tosco, mas divertido na medida certa.
A Incrível Eleanor
3.3 15 Assista Agora"A Incrível Eleonor" é um drama simples, mas funcional. A direção de Scarlett Johansson, ainda que inexperiente, se mostra eficaz dentro da proposta intimista do filme. A protagonista é carismática, mesmo com momentos irritantes, algo que faz sentido diante da construção de uma idosa de mais de 90 anos lidando com perdas e recomeços. O roteiro não se aprofunda tanto quanto poderia, mas também não chega a ser superficial, fica em um meio-termo seguro. No fim, é um filme agradável, com certo charme, que cumpre o que promete sem grandes riscos.
Casamento Sangrento: A Viúva
3.3 108“Casamento Sangrento 2: A Viúva” chega mostrando que a franquia ainda tem muito fôlego e, principalmente, muita personalidade. Eu já tinha criado um carinho enorme pelo primeiro filme, que assisti no auge da pandemia, em uma sessão em casa que foi tão divertida quanto surpreendente. E essa continuação consegue manter exatamente essa essência.
A direção segue muito competente, o elenco está afiadíssimo e o filme entende perfeitamente o tipo de experiência que quer entregar: algo insano, dinâmico e extremamente divertido. E funciona.
Um dos grandes destaques pra mim foi a adição da Sarah Michelle Gellar. Como fã dela, foi simplesmente mágico vê-la no cinema e a Ursula é uma vilã deliciosa de acompanhar. Mesmo sendo antagonista, eu queria muito um desfecho mais digno pra personagem.
Samara Weaving continua fantástica e segura o filme com muita presença, e a química dela com a Kathryn Newton é um dos pontos altos. As duas funcionam muito bem juntas em cena, trazendo ainda mais energia pra narrativa.
O filme também acerta ao expandir a mitologia da história original sem perder o ritmo. Pelo contrário: ele é ágil, cheio de cenas marcantes e momentos criativos, como a sequência da noiva com a Grace ao som de “Total Eclipse of the Heart”, que é simplesmente divertida e caótica na medida certa.
Talvez não tenha exatamente a mesma “magia” do primeiro mas, sinceramente, nem precisa. “A Viúva” se sustenta muito bem como continuação, entregando tudo que promete: terror, ação e diversão em alto nível.
Saí do cinema com a sensação de que valeu muito a pena.
Hell House LLC
3.1 106 Assista AgoraHell House LLC é um found footage surpreendentemente eficaz. Mesmo sendo um estilo que não agrada tanto, aqui ele funciona muito bem, apostando mais no desconforto, nos vultos e nas sugestões do que no terror explícito: algo que remete ao clima de A Bruxa de Blair. O elenco desconhecido cumpre bem seu papel e ajuda a sustentar a tensão, que em alguns momentos chega a ser genuinamente assustadora. Apesar do baixo orçamento e das limitações técnicas, o filme prende do início ao fim e mexe com a imaginação do espectador, o que é essencial no gênero. Não é uma obra-prima, mas se destaca dentro da proposta e mostra como fazer muito com pouco.
O Intruso
2.9 250 Assista AgoraO filme é aquele suspense típico de Supercine: previsível do início ao fim, com um roteiro que entrega exatamente o que você espera. Ainda assim, funciona. É um filme redondinho, fácil de assistir e que prende a atenção. Idris Elba traz muito carisma (e beleza diga-se de passagem) até como vilão, enquanto Taraji P. Henson segura bem o protagonismo. Mesmo sendo bobo e por vezes caricato, cumpre bem seu papel como entretenimento despretensioso para um sábado à noite.
Se Não Fosse Você
2.9 70 Assista AgoraAchei o filme bom principalmente quando foca no casal jovem Clara e Miller que é fofo e tem ótima química, pois os personagens adultos são infantis e irritantes, além de atuações ruins como a de Alison Williams que compromete o impacto da narrativa desse núcleo. Willa Fitzgerald com pouco tempo de tela consegue se sair muito melhor por exemplo. Já quando a trama se concentra em Mckenna Grace e Mason Thames o roteiro ganha fôlego e prende até o fim, os dois jovens estão ótimos em seus papéis. Os dois trazem leveza, carisma e uma autenticidade que falta ao núcleo adulto, tornando as cenas de romance adolescente o ponto mais cativante do filme. No fim "Se Não Fosse Você" funciona melhor quando se assume como uma comédia romântica adolescente de amadurecimento, do que como um drama familiar cheio de tentativas de reviravoltas previsíveis.
Parque do Terror
2.1 32 Assista AgoraO filme até funciona como slasher pois possui um bom cenário e alguns momentos de suspense interessantes, mas é tudo muito mal organizado e executado. Atuações horríveis e personagens sem um pingo de carisma, além do assassino ser mal revelado com uma cena que quebra todo o clímax antes do tempo.
Five Nights at Freddy's 2
2.2 57 Assista AgoraConsegue ser pior que o primeiro filme, porque esse é mais chato. Tentam dar um tom mais sombrio que não combina com a infantilidade da obra, e a presença da McKenna Grace é totalmente desperdiçada. Abby é muito chatinha minha nossa, e Vanessa totalmente apagada pelo roteiro.
Sobre Meninos e Lobos
4.1 1,6K Assista AgoraAchei o filme muito instigante e extremamente bem conduzido. A fotografia com um ar mais antigo dá um charme especial à obra, e o elenco está impecável, mantendo o espectador atento a cada detalhe da trama para tentar entender o que realmente aconteceu naquele assassinato central.
O trauma do personagem Dave talvez fosse o único ponto que poderia ter sido mais explorado, na minha opinião. Ainda assim, a direção de Clint Eastwood é muito eficiente ao criar analogias com o crime inicial, que é chocante e ecoa ao longo de toda a narrativa.
O final é, de fato, um soco no estômago, destacando a injustiça e a crueldade do mundo. O filme mostra como algumas pessoas acabam carregando injustiças por toda a vida, simplesmente porque o mundo pode ser brutal e indiferente.
Realista e duro, é um excelente drama.
Stigmata
3.4 489 Assista AgoraAchei o filme fraco, genérico e totalmente esquecível. O elenco até tenta salvar algo, com Gabriel Byrne e Patricia Arquette se esforçando em seus papéis, mas Byrne acaba se destacando um pouco mais.
No geral, nada funciona muito bem e fica a sensação de que o filme tentou copiar o impacto de The Exorcist, mas falhou miseravelmente. O resultado é um terror religioso sem identidade e fácil de esquecer.
Predador: Terras Selvagens
3.5 300 Assista AgoraPredador: Terras Selvagens é um filme que entende sua própria proposta e funciona dentro dela. A trama é simples, familiar e segue caminhos já conhecidos da franquia, mas ainda assim consegue ser instigante e, principalmente, divertido.
Mesmo com uma certa descaracterização do monstro principal, o resultado não compromete a experiência. O filme aposta forte na ação, e acerta. As cenas são bem coreografadas, os confrontos são intensos e os efeitos visuais estão competentes, sustentando bem a atmosfera de ficção científica.
Elle Fanning cumpre seu papel sem comprometer, mas também sem grande destaque. Sua presença é funcional dentro da narrativa, que prefere priorizar ritmo e espetáculo.
No fim, não é um capítulo impecável nem revolucionário, mas é um bom entretenimento. Uma ficção científica com ação eficiente, que prende até o final e entrega exatamente o que promete.