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Data de lançamento
27 Maio 2022Duração
Já se passaram seis meses desde a Batalha de Starcourt, que trouxe terror e destruição a Hawkins. Lutando com as consequências, nosso grupo de amigos está separado pela primeira vez – e navegar pelas complexidades do ensino médio não tornou as coisas mais fáceis. Neste momento mais vulnerável, uma nova e horrível ameaça sobrenatural surge, apresentando um mistério horrível que, se resolvido, pode finalmente acabar com os horrores do Mundo Invertido.
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Apesar de alguns ótimos momentos, é evidente o quanto os Irmãos Duffer se perderam. É o ano mais prolixo, repetitivo, fragmentado e redundante da série, com horas de monólogos expositivos e boas ideias com execuções decepcionantes e covardes.
Como o paradoxo que só faz sentido em um nível mais profundo:
COMO EU ODEIO AMAR ESSA SÉRIE!!!
no começo achei que tava assistindo wandinha, ficou difícil de engolir a narrativa e tipo de cenas que tavam se seguindo, mas melhorou bastante no meio
pena que no final podiam já ter aproveitado a pachorra de fazer um episódio de duas horas pra explicar mais coisas e não passar o tempo:
- como foi essa volta do mundo invertido pra casa?
- o terremoto não atingiu nenhuma família dos protagonistas, bem novela das 9
cidade em colapso na saúde e a max num quarto plena sozinha se recuperando
eu não imaginava o quanto running up that hill tinha sido usada para de fato viralizar - achava que era algo de uma cena e só
Conseguiu superar a 1ª temporada!! Impressionante
Alguns capítulos são impecáveis....outros mais ou menos hahahah
Mas é a melhor de todas as temporadas até agora ♥
Depois de uma terceira temporada fraca, a quarta temporada consegue entregar muito do que ficou prometido - apesar de um tanto diferente, e não de forma perfeita.
Então aqui temos um novo vilão, que tem uma pegada psicológica mais forte e um modus operandi bem mais perturbador (não só graficamente [a primeira morte é bastante impactante], mas também no 'sentido' que podemos ver nele).
Nisso, o enredo fica mais sombrio e pesado, bem além de uma ficção científica que só serve de contexto para uma aventura juvenil bobinha.
Os personagens voltaram a ter uma aura de complexidade, deixando de lado os dramas românticos superficiais que vimos na terceira temporada, e superando a necessidade de humor pastelão a todo instante (o Hopper voltando a ser Hopper, amém!).
E, claro, há uma sequência ápice na temporada, muito bem embalada pela trilha sonora (dá pra se arrepiar no solo de guitarra).
Entretanto, a temporada me parece dar umas escorregadas.
De todas até aqui, me pareceu a mais cansativa nesse esquema de núcleos narrativos paralelos. A da El demora a engrenar, enquanto o rolê na Rússia parece ficar em ponto morto esperando a hora certa de se desenrolar. Apesar de tudo fazer sentido dentro do universo e das pontas soltas anteriores, confesso que em alguns momentos ficou entediante, pelo menos até os 2 episódios finais.
De todas, também me pareceu a menos oitentista. A década está lá como pano de fundo, motivando uma ou outra referência específica ou então a trilha sonora; mas falta aquele espírito nostálgico que nos conquistou nas temporadas anteriores, especialmente na primeira.
E me parece também que o inchaço de personagens começou a cobrar um preço. Muita gente ficando escanteada ou presa num looping narrativo que parece não progredir (e sim, aqui se inclui a El). Talvez na quinta temporada tudo faça sentido.
E, por fim, também me pareceu que o Mundo Invertido foi o menos assustador das quatro temporadas. Basicamente, virou um mundo que é sempre noite e que dá pra entrar e sair quando quiser, sem real dimensão do risco - isso apesar de ter o Vecna.
Enfim... no quadro geral, a quarta temporada retoma o espectador, mas acende alguns alertas. E entre eles a duração dos episódios... 1h? Ok. 1h30? Ok, se daqueles episódios especiais. Agora, 2h20? Tão scorcesando demais isso aí.