O declínio de uma poderosa e conservadora família carioca, os Tavares Branco, no período que vai de 1984 a 1992. Passando pela morte de Tancredo Neves, a eleição e o impeachment de Fernando Collor, os Tavares Branco vão falindo e deixando transparecer seus problemas familiares e financeiros.
Aceitando o pedido de um padre, o jurista Tavares Branco cria o menino órfão Mariel, que fica sob os cuidados da criada Jandira. Mariel cresce e se torna motorista da família, mas acaba por se envolver com Carla, a caçula da casa, e é expulso da mansão acusado de estupro.
O tempo passa e Mariel reencontra Jandira, que sempre nutriu um amor pelo ex-motorista. Ela o leva a um culto numa igreja evangélica e Mariel vê na religião a salvação de seus problemas. Em cinco anos ele se torna um milionário com sua própria igreja, o Templo da Divina Chama, enquanto seus antigos patrões empobrecem. Mas os mesmos sentimentos do passado continuam a ligar a nova vida de Mariel ao universo dos Tavares Branco: a paixão por Carla e o desejo de vingança.
Apesar de se amarem, Mariel e Carla têm ideais de vida diferentes: ele pretende crescer cada vez mais com suas várias igrejas evangélicas, e ela, bastante politizada, eleitora do PT, não concorda com seu modo de agir.
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Decadência, com trama que aborda ascensão e derrocada dos marajás, pastores evangélicos e classe média do início dos anos 90. É boazinha como documento histórico e Edson Celulari ardiloso (na minha cabeça, todas essas tramas globais históricas são umas história só. Essa, por exemplo, cai muito bem como continuação de Anos Rebeldes).
Boa série e bem atual também.
A única justificativa para a Globo ter feito essa minissérie foi a de encher o saco tanto do Collor quanto do Edir Macedo. Não dá pra acreditar que a mesma dupla que nos presenteou com o excelente " As Noivas de Copacabana" (Dias Gomes e Roberto Farias) tenha feito uma porra forçada dessa.
A recompensa de ver essa obra é a de ver Adriana Esteves em manifestações anti-Collor com a bandeira do PT (tanto a personagem dela na série quanto o partido na vida real foram iludidos por líderes evangélicos) e Virgínia Nowick seduzindo o já idoso Stênio Garcia (que não percebeu que era uma cilada) e merecendo o título de "Miss Cupim"
Não vi. Mas vi por aí que essa serie era uma critica o Edir Macedo, que, se me lembro bem, já era visto comoinimigo da Globo.
É polêmica e excelente...traz de maneira brilhante o paralelo entre a decadência de uma família burguesa e a ascensão de um desfavorecido através do poder religioso.