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Em tempos sombrios, em que o mundo se depara com a perda progressiva de direitos sociais e com o ressurgimento de movimentos de extrema-direita, o documentário “Dedo na Ferida”, dirigido pelo cineasta Silvio Tendler, se afirma como um filme incomodamente atual. Com a precisão de um olhar lapidado em mais de 80 obras de cunho histórico e social, o diretor trata do fim do estado de bem-estar social e da interrupção dos sonhos de uma vida melhor para todos, em uma conjuntura onde a lógica homicida do capital financeiro inviabiliza qualquer alternativa de justiça social.
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Dedo na Ferida (A Sore Spot) - Brasil - 2017 - visto no dia 18.10.20
Conteúdo relacionado a economia, todas as suas vertentes é sempre complexo, difícil de tirar análises totalmente certeiras ou precisas e além de ser um assunto que demanda muito estudo, pesquisa para o seu entendimento de processos e funcionamento. O documentário consegue simplificar e explicar bem sobre vários tópicos no mundo econômico:
economia tradicional, investimento tradicional, especulativo que cada vez mais domina o mercado
uma pessoa do RJ que trabalha diariamente e que é assalariado
realidade do povo brasileiro que sofre, paga muito imposto, não tem retorno quase desse
bancos, as grandes corporações ganham cada vez mais dinheiro em cima do povo enquanto o pobre fica mais pobre. Desigualdade social só aumenta.
economia de outros países e situações de outros assuntos para dar maior panorama sobre o assunto.
Grécia
colocaram animações para simplificar a explicação de tópicos complexos para todo tipo de público, animações que ficaram ótimas e detalham bem cada tópico.
Nota: 9,0
Preciso estudar mais.
Documentário mais se destaca pelas célebres personalidade intelectuais do que pela premissa, que parece ser um pouco difusa e confusa em se mostrar claramente. É a transição de um capitalismo neoliberal para um capitalismo autoritário, que não é mais um capitalismo produtivo, mas especulativo, que se consome a si mesmo e que consome os mais vulneráveis antes.Anteriormente havia nalguns países um pouco de liberdades, direitos, hoje vemos a total destruição do que foi o estado de bem estar social, ou welfare state, que muitos da esquerda ao redor do mundo apoiavam para conter as contradições do sistema capitalista, mas como sempre, as soluções são momentâneas.
Dedo na ferida... mas essa ferida é gerado por uma doença de alguns poucos parasitas.
A ideologia quando se mostra como uma não ideologia, ou seja, quando há a permissibilidade de criar um ambiente despolitizado, onde as massas são facilmente enganadas, aceitam as consequências de escolhas políticas como se fossem escolhas razoáveis, pois, tentam nos dar a entender que acima de tudo a economia, ou seja, os lucros de alguns poucos, devem sempre aumentar para que todos possamos ser felizes.
O que é uma contradição explícita, mas a ideologia trabalha nas mentes e permeia quase tudo ao redor; hoje vemos a tal Revolução 4.0 diante dos olhos, mas não podemos detê-la, apesar de sabermos de sua consequência! Criaram uma ideologia para que pensássemos que livres de patrões e autônomos estaríamos melhor! Veja a "uberização" do mundo! Através de um aplicativo se condiciona pessoas sem qualquer vínculo empregatício ou garantias trabalhistas com uma mega-empresa que sequer sabemos quem é o dono!
A face mais maldita não é a dos que se mostram cruéis, mas daqueles que se escondem por trás de máscaras, tal como hoje dizem; os gestores que comendo caviar querem cortar a merenda das crianças e dar-lhes comida podre estragada, dar-lhes ração!
Não existe politica sem políticos, ou sejamos nós os políticos, ou numa atitude torpe, ou niilista, deixemos outros tomarem dela conta, ou os tais técnicos nisso e naquilo, sempre "gestores" ou "especialistas" que nada mais são que cadelas do sistema econômico.
O absurdo só se torna aceitável porque por trás dele há alguma justificativa bem convincente para as massas.
E neste ponto o professor (não me lembro quem) bem disse no documentário sobre aquele que souber usar as ferramentas disponíveis e falar na mesma linguagem, e o que querem ouvir, será o "messias" desse abismo deixado pela esquerda que não soube dialogar com o povo.
Esquerda que serviu-se a comer do tal identitarismo e dos postulados pós-modernos irracionalistas. A esquerda foi vencida pelo jogo de alguns intelectuais pseudo-burgueses, ou pagos pelos burgueses para criar uma ideologia ainda mais danosa às pessoas; como quando pensam antes nas suas individualidades que no coletivo, já estão pensando como os burgueses querem! Não digo que uma coisa não admita a outra, mas a luta de classes é e está aí mais visível do que nunca, mas dessa vez quem a combate não tem mais uma alternativa, mais uma utopia a seguir.
O problema já fora dado por autores socialistas há tempos! Quem quiser que procure, mas Lenin já dizia sobre a especulação imobiliária em seus escritos, tal como eu a vejo hoje pelo Brasil, nessa gourmetização de áreas até então negligenciadas.
completo
youtube. com / watch?v=Y_C2PgI2I9Y
179)Dedo na Ferida - Hábil ao mostrar o predatismo do sistema capitalista, Tendler não analisa somente os abismos e estratificações de um sistema, mas demonstra também capacidade de ilustrar com exemplos e números o quão destruidores e inescrupulosos são os grupos dominantes, cujo maior intuito é a redução drástica da democracia a partir da exclusão total. 5/5 #filmes2018