Ousado curta surrealista de Shuji Terayama com uma curiosa analogia com pregos representando atos da vida, com imagens imperiosas e a trilha experimental soberba.
Apesar da excelente idéia e da realização plenamente poética, o filme peca pela duração (mesmo sendo apenas um média-metragem, ele cansa - risos), mas é ótimo mesmo assim: este diretor me fascina plenamente! (WPC>)
Acho que há diversos significados possíveis sobre o que possam ser aqueles pregos, que vão desde o que o colega falou aqui em baixo até uma forma de representação da censura (os pregos no livro), da resistência popular (o policial arrancando pregos da parede), do erotismo (a própria forma quase fálica do prego e a cena da mulher nua na cama), da morte (o prego como tiro no começo do curta), da rotina (os pregos no relógio) e por aí vai. O prego está na vida toda como algo concreto, duro, pesado, doloroso e inflexível.
Só não acho que haja conexão com o Der Prozess do Kafka.
Me pareceu uma analogia de como nossos gestos tem poder e a forma como nossas ações se refletem sobre as coisas ficando "pregadas". Impregnamos com nossa essencial o que entramos em contato. Mas creio que devem existir milhões de outras formas de ver.
Guto bate com um martelo
Um martelo
Guto bate com um martelo
Então bate com dois...
Apesar da excelente idéia e da realização plenamente poética, o filme peca pela duração (mesmo sendo apenas um média-metragem, ele cansa - risos), mas é ótimo mesmo assim: este diretor me fascina plenamente! (WPC>)
Dez minutos de tela branca com musiquinha? Põe ousado nisso.
Acho que há diversos significados possíveis sobre o que possam ser aqueles pregos, que vão desde o que o colega falou aqui em baixo até uma forma de representação da censura (os pregos no livro), da resistência popular (o policial arrancando pregos da parede), do erotismo (a própria forma quase fálica do prego e a cena da mulher nua na cama), da morte (o prego como tiro no começo do curta), da rotina (os pregos no relógio) e por aí vai. O prego está na vida toda como algo concreto, duro, pesado, doloroso e inflexível.
Só não acho que haja conexão com o Der Prozess do Kafka.
Me pareceu uma analogia de como nossos gestos tem poder e a forma como nossas ações se refletem sobre as coisas ficando "pregadas". Impregnamos com nossa essencial o que entramos em contato. Mas creio que devem existir milhões de outras formas de ver.