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Uma história cheia de metáforas e símbolos sobre a culpa, o fanatismo, a religião, a solidão e a loucura. Através de quadros pintados de forma rústica, Aureliano conta a história de sua família, predestinada a morrer por um pecado que seu pai cometeu.
Com a guerra civil mexicana como pano de fundo, mostra toda a transformação de um homem cuja obssessão é obter o perdão de Deus, mesmo que para isso condene seus próprios filhos, ao mais profundo confinamento.
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Assisti ontem na TV Brasil, que vem exibindo muita coisa boa nesses últimos meses.
Não gostei tanto, mas esse filme mexicano chama a atenção pelo contexto e pelos personagens estranhos, como também pelo rumo que a história vai tomando até o final.
"você (deus) perdoa um mas leva o outro."
quando eu digo que quero ver um filme pra desgraçar a cabeça é disso que to falando!
não dava nada pra esse, estava há meses parado no submundo do meu hd. dei play ontem a noite pra dormir... quem disse que dormi?
110 minutos de desgraceira.
A obra - a meu ver - é uma provocação à todas as pessoas desertificadas pelas crenças religiosas. Estas que, diante da falta de atribuições coerentes à fé, mergulham insanamente na busca por algo que justifique toda penitência oferecida à entidade de culto. Desmedindo consequências, ceifando vidas e liberdades por todo doloroso trajeto.
Em contrapartida, alude à intolerância militar, demonstrando que proibir pela força, pode produzir mártires e aumentar o culto àquilo que busca erradicar.
A conclusão com a frase de Nietzsche só faz ressaltar o quão o filme é poderoso. Ele tem a capacidade de mexer conosco e de nos pôr a refletir. Uma obra estranha, porém belíssima.