A dançarina Elena e a intérprete de língua de sinais Dovydas se encontram e formam um belo vínculo. À medida que mergulham em um novo relacionamento, eles devem descobrir como construir seu próprio tipo de intimidade.
Achei um filme simples e belo, simples pela produção, mas que aborda um tema bastante complexo. Para mim, a questão da assexualidade aparece, mas o filme vai além disso: ele me fez refletir sobre como o outro é sempre um universo de desejos e não-desejos. Quando o protagonista, no início, diz “Eu não vou mudar”, achei forte e até limitante. Mas, ao longo da história, percebemos que não é bem assim. Se você deseja estar em uma relação, é difícil se limitar dessa forma, a não ser que encontre alguém exatamente com os mesmos desejos e não-desejos, o que é impossível. O filme também me levou a aprender mais sobre a assexualidade e a pesquisar o tema, o que foi muito interessante. Vale a pena. Sem falar na poesia da linguagem de Libras e da dança, que atravessa toda a obra. O final eu achei também bem bonito, o que ela disse em uma parte do filme para ele que gostava, os olhares a sedução inicial, isso acontece no final nos fazendo pensar mais.
Eu estava muito ansiosa pra ver esse filme, particularmente eu nunca vi nenhum filme que falasse do relacionamento de pessoas assexuais, a não ser numa novela da Globo, enquanto personagens assexuais sem muito aprofundamento tem aos montes por aí.
Com certeza é um filme sensorial, cheio de pequenos detalhes, toques, olhares, expressões corporais, sons silenciosos(se é que isso é possível), fluidos corporais(suor e menstruação), cheiros(mesmo que a gente não sinta os cheiros). Tudo isso sem o olhar sexual que normalmente veríamos nos filmes
Noto que na primeira parte do filme é mais silêncio, e na segunda parte tem a presença de trilha sonora. Achei incrível o núcleo de pessoas surdas, o uso da linguagem de sinais, e a amiga freira é uma sacada legal também.
Assim como todo casal, como todas as relações, a falta de comunicação é presente.
Atriz principal não é magra, e nem gorda, ela tem um corpo real, e tirando a parte da mãe dela sendo abusiva, isso não é uma grande questão no filme, é ela sendo apenas ela mesmo, e acredite pra um filme do leste europeu onde eles tem um padrão de beleza onde é cultuado a extrema magreza ver um corpo real que dança é maravilhoso.
Gostei tanto que nem sei pq me peguei chorando no final 🤣
Romantiquinho, né. A trilha sonora nesse sentido é matadora: só love. A obra é essencialmente corporal. Temos a dançarina (afirmação plena do corpo em todas as suas potencialidades; temos sua amiga, a freira, que é a negação do corpo em favor da espiritualidade e é claro, o par romântico da dançarina que não renega o corpo, mas dele não pode extrair aquilo que é mistério e efervescência. As coisas não são evidentemente estanques, como fiz parecer, mas assim se vê melhor. Das artes todas, a dança, é a que menos entendo. Compreendo pq se escreve um poema ou se pinta um quadro ou se faz um filme, mas pq se dança? É claro, que há aí, na dança o perigo do corpo no predomínio deste sobre o espírito. Mas, certamente, se arte é está se faz transcendência, eu apenas que tenho dificuldade em enxergar isso. Da problemática proposta, se tem a pergunta: Pode a ânsia amorosa prescindir do desejo do corpo? De que modo o amor sem a conjugação da carne se realiza se este não é todo espírito e sim uma coisa e outra? Em resumo: há modos distintos de se amar e são estes possíveis no nosso mundinho real habitado pelos sempre problemáticos seres humanos? Tenho lá minhas respostas e meus batalhões de dúvidas a confundir, mais ainda, o baralho sobre a mesa.
Achei um filme simples e belo, simples pela produção, mas que aborda um tema bastante complexo. Para mim, a questão da assexualidade aparece, mas o filme vai além disso: ele me fez refletir sobre como o outro é sempre um universo de desejos e não-desejos. Quando o protagonista, no início, diz “Eu não vou mudar”, achei forte e até limitante. Mas, ao longo da história, percebemos que não é bem assim. Se você deseja estar em uma relação, é difícil se limitar dessa forma, a não ser que encontre alguém exatamente com os mesmos desejos e não-desejos, o que é impossível. O filme também me levou a aprender mais sobre a assexualidade e a pesquisar o tema, o que foi muito interessante. Vale a pena. Sem falar na poesia da linguagem de Libras e da dança, que atravessa toda a obra. O final eu achei também bem bonito, o que ela disse em uma parte do filme para ele que gostava, os olhares a sedução inicial, isso acontece no final nos fazendo pensar mais.
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Um filme interessante, peculiar, aborda a assexualidade como poucos, praticamente a base da história.
lindo lindo lindo lindo lindo lindo lindo lindo
Eu estava muito ansiosa pra ver esse filme, particularmente eu nunca vi nenhum filme que falasse do relacionamento de pessoas assexuais, a não ser numa novela da Globo, enquanto personagens assexuais sem muito aprofundamento tem aos montes por aí.
Com certeza é um filme sensorial, cheio de pequenos detalhes, toques, olhares, expressões corporais, sons silenciosos(se é que isso é possível), fluidos corporais(suor e menstruação), cheiros(mesmo que a gente não sinta os cheiros). Tudo isso sem o olhar sexual que normalmente veríamos nos filmes
Noto que na primeira parte do filme é mais silêncio, e na segunda parte tem a presença de trilha sonora. Achei incrível o núcleo de pessoas surdas, o uso da linguagem de sinais, e a amiga freira é uma sacada legal também.
Assim como todo casal, como todas as relações, a falta de comunicação é presente.
Atriz principal não é magra, e nem gorda, ela tem um corpo real, e tirando a parte da mãe dela sendo abusiva, isso não é uma grande questão no filme, é ela sendo apenas ela mesmo, e acredite pra um filme do leste europeu onde eles tem um padrão de beleza onde é cultuado a extrema magreza ver um corpo real que dança é maravilhoso.
Gostei tanto que nem sei pq me peguei chorando no final 🤣
Romantiquinho, né. A trilha sonora nesse sentido é matadora: só love. A obra é essencialmente corporal. Temos a dançarina (afirmação plena do corpo em todas as suas potencialidades; temos sua amiga, a freira, que é a negação do corpo em favor da espiritualidade e é claro, o par romântico da dançarina que não renega o corpo, mas dele não pode extrair aquilo que é mistério e efervescência. As coisas não são evidentemente estanques, como fiz parecer, mas assim se vê melhor. Das artes todas, a dança, é a que menos entendo. Compreendo pq se escreve um poema ou se pinta um quadro ou se faz um filme, mas pq se dança? É claro, que há aí, na dança o perigo do corpo no predomínio deste sobre o espírito. Mas, certamente, se arte é está se faz transcendência, eu apenas que tenho dificuldade em enxergar isso. Da problemática proposta, se tem a pergunta: Pode a ânsia amorosa prescindir do desejo do corpo? De que modo o amor sem a conjugação da carne se realiza se este não é todo espírito e sim uma coisa e outra? Em resumo: há modos distintos de se amar e são estes possíveis no nosso mundinho real habitado pelos sempre problemáticos seres humanos? Tenho lá minhas respostas e meus batalhões de dúvidas a confundir, mais ainda, o baralho sobre a mesa.