Apesar do título e da proposta interessante, o filme é entulhado de contradições essenciais. Primeiro, porque, a despeito da narração em primeira pessoa, o protagonista verdadeiro é o biólogo que zela por seu bem-estar, no comando da ONG Onçafari; segundo, porque não há problematização efetiva acerca da pecuária, como algo que instaura uma lógica de consumo mui destrutiva; terceiro, porque por mais que se repita que "toda vida é igual", os animais que servem de alimentação para as onças são descritos como meras "carcaças"; quarto, porque a narração forçada da Alanis Guillen serve apenas para quem a assistiu na novela "Pantanal"; e, quinto, porque a estética é de reportagem televisiva, vendida sobretudo para quem é espectador contumaz da TV Globo. Afora tudo isso, há boas intenções, sim, em âmbito militante organizacional. Esforcei-me para gostar, mas é um filho tolhido por conta das contradições supracitadas. Publicitário 'ad extremis', portanto. (WPC>)
Apesar do título e da proposta interessante, o filme é entulhado de contradições essenciais. Primeiro, porque, a despeito da narração em primeira pessoa, o protagonista verdadeiro é o biólogo que zela por seu bem-estar, no comando da ONG Onçafari; segundo, porque não há problematização efetiva acerca da pecuária, como algo que instaura uma lógica de consumo mui destrutiva; terceiro, porque por mais que se repita que "toda vida é igual", os animais que servem de alimentação para as onças são descritos como meras "carcaças"; quarto, porque a narração forçada da Alanis Guillen serve apenas para quem a assistiu na novela "Pantanal"; e, quinto, porque a estética é de reportagem televisiva, vendida sobretudo para quem é espectador contumaz da TV Globo. Afora tudo isso, há boas intenções, sim, em âmbito militante organizacional. Esforcei-me para gostar, mas é um filho tolhido por conta das contradições supracitadas. Publicitário 'ad extremis', portanto. (WPC>)