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Data de lançamento
11 Março 2018Explore a ascensão da família Kennedy ao poder e como as relações pessoais dentro da dinastia Kennedy moldaram eventos nacionais e globais da Guerra Fria ao crash de Wall Street.
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Documentário que cobre boa parte da epopeia dessa família icônica. Tem um viés chapa branca, mas apresenta, bem rapidamente, parte dos podres desse clã, que os ajudaram à fazer fortuna e alcançar o poder máximo da América, como também cobrou um preço alto para eles.
E a cereja do bolo: vários Kennedys foram agraciados com cargos públicos. A mamocracia da presumida família Real americana não acaba nunca.
Os Kennedy têm índole cabotina e padecem da síndrome de autossantificação. Fraude total.
Kennedy jr. II: A
Repórter: Esse cara conseguiria unir o País.
E lá vamos nós outra vez. Mais um sebastianismo político em gestação.
Isso não é uma família, é uma máfia.
Sei lá, bicho, a forma como a imprensa, o judiciário, a polícia e os eleitores acobertam os Kennedy é diferente...
Que outro político conseguiria apagar da memória coletiva e fazer desaparecer dos escaninhos dos tribunais uma acusação de homicídio culposo e outra de omissão de socorro?
Nojo
Os repórteres normalizam e romantizam a pretensão dos Kennedy de se perpetuar no poder. Primeiro seria John, depois Bobby e, por último, Teddy, e então não haveria diferença entre os EUA e uma familiocracia totalitária do mundo oriental.
Não sei se é mais uma invenção narrativa dos hagiógrafos ou se os americanos realmente sentiam esse desejo, essa necessidade doentia de colocar mais um Kennedy no poder. Se for mesmo o caso, os americanos precisam urgentemente de interdição psiquiátrica.
Um Kennedy coça o nariz, e n tarda para que um bando de repórteres comece a especular sobre a presença dele na corrida à Casa Branca. Q doença.
"Quando vamos começar a punir criminosos de colarinho branco?", pergunta Teddy Kennedy em um de seus discursos no Senado. Poxa, eu me fiz a mesmíssima pergunta quando vi Sua Excelência escapar da prisão depois de cometer assassinato.
Episódio 5:
Populismo rasteiro
O clima do documentário é de exortação constante. Por isso mesmo é cansativo, nauseante e farsesco.
Retratam Johnson como um picareta traidor, embebido na cobiça de usurpar o poder que legitimamente pertencia aos Kennedy (sim, os comentaristas dizem isso). Inacreditável. Como se não bastasse, dão publicidade a um diálogo fake nunca ocorrido entre Johnson e Jackie.
Nem bem o cadáver de John havia esfriado, lá estava a família Kennedy empenhada em fritar a imagem do vice (ou, na visão deles, apenas um adversário no pleito que se aproximava) e converter a comoção do público em votos e apoio político. Jackie rapidamente arranja uma entrevista para enganar os incautos. A família Kennedy controlou tudo o que foi publicado, de modo que a entrevista não passou de um ofício não-honroso do jornalismo chapa-branca... Só serviu para consagrar a versão que os Kennedy tinham sobre os acontecimentos. Pobre jornalismo republicano em tempos de reinado dos Kennedy
Mais de um entrevistado usou a expressão "recuperar a legitimidade da Casa Branca". "Bobby queria restaurar a legitimidade do poder". Jackie queria recuperar o lugar que pertencia aos Kennedy. Sim, os comentaristas são os doidivanas que tentam, a todo momento, reescrever a história e fazer triunfar a narrativa que mais convém aos Kennedy. Até a culpa pelo desembarque das tropas americanas no Vietnã tentam colocar no colo de Johnson.
O biógrafo da família ter coragem de dizer que Bobby se elegeu por conta própria (quando, na verdade, Bobby só faltou levar o cadáver do irmão para comícios e passeatas)... Sinceramente
Os Kennedy são os piores tipos de populistas. Uma farsa completa.
Episódio 4: Kennedy era um farrista que desonrava a família e indignava seus pares. Deu sorte de ser irmão de alguém que, diferentemente dele, não tinha comportamentos simiescos ou libido descontrolada, nem manifestava, quando em contato com outras mulheres, seu caráter selvático e indecoroso. Para nossa sorte, John era o boneco de ventríloquo de Bobby. O presidente era um mimado que passou a vida sendo tutelado pelo irmão, que, embora caçula, tinha o papel de ensinar ao integrante mais velho do clã a diferença entre o certo e o errado. Kennedy loteavam os cargos públicos com seus familiares. Nem mesmo Trump ousou colocar um parente como Procurador Geral da República.
O documentário da CNN é bom, apesar de enviesado. Os biógrafos entrevistados parecem mais hagiógrafos do que qualquer outra coisa. Eles tentam contornar tudo o que pareça minimamente negativo à imagem que os Kennedys tentaram difundir entre os cidadãos americanos. Um deles teve o desplante de dizer que Kennedy provou seu valor e sua devoção à família quando esteve presente no parto do terceiro filho, pouco importando se à época ele ainda mantivesse casos extraconjugais.
Até as tragédias pessoais podem ser usadas para obtenção de ganhos políticos e apoio popular. A espetacularização da morte fez triunfar uma narrativa favorável aos Kennedy, além de gerar comoção nacional. Os Kennedy foram produto de um marketing pesado e tinham um ambição desmedida e despudorada.
Ps: ainda sobre a morte do terceiro filho