Últimas opiniões enviadas
Há um tom assumidamente cômico que puxa a obra para o trash, o que não é necessariamente um defeito. Pelo contrário: dentro dessa proposta, o exagero e o absurdo funcionam muito bem.
Também é preciso deixar claro: o fato de o mal prevalecer não é, em si, um problema. O terror nunca foi um gênero comprometido com justiça moral ou finais edificantes. Há quem tenha um verdadeiro paladar infantil para filme de terror, esperando punições exemplares e uma restauração da ordem, como se estivesse diante de um conto de fadas. Bobagem.
O problema está na retórica panfletária que atribui a mulheres uma espécie de superioridade moral automática. Outra grande bobagem. Personagens femininas violentas ou psicopatas simplesmente são o que são. Não há necessidade de revestir essa maldade com o rótulo de “justiça” ou conferir a ela um sentido moral redentor.
Últimos recados
Patricia, obriado por ter me convidado para fazer parte do teu grupo de amigos aqui no Filmow. Um abração. Joaquim.
Oi Patrícia, amizade aceitadíssima.
Costumo dizer que amizade é bom de qualquer jeito. Um grande abraço e qualquer coisa é só gritar que eu vou correndo, rsrsrs....
Abraços.
torrentking.to
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Esse filme me fez pensar em muita coisa. O comportamento de Sy, no fundo, não é tão distante do que se vê hoje nas redes sociais. Muita gente acompanha a vida de outras pessoas com uma dedicação quase religiosa. Não só a vida de artistas, mas a de modelos, participantes de reality, subcelebridades e até a de completos desconhecidos. Usam fotos alheias como se fossem próprias, criam perfis dedicados a organizar e repostar a vida dos outros.
Soube no twitter que seguidoras da Virginia mandam fazer camisetas com fotos das filhas dela. É uma obsessão doentia que vai além do voyeurismo. Um tipo de relação com a vida alheia que dissolve qualquer noção de limite.
O filme, sem exagero, mostra algo que hoje só mudou de forma. O que antes era restrito, quase clandestino, virou prática comum, mas continua igualmente perturbador.