Hiram é um viúvo que sofre de Alzheimer e necessita de cuidados diários. Laura, filha mais velha, costuma fazer isso, mas devido a um compromisso em uma noite, a tarefa passa para o irmão Lúcio. A relação dos dois, entretanto, é marcada por lembranças terríveis.
Assisti a este filme num festival sergipano em que também foi apresentado um curta-metragem local, de nome OLHOS DE FOGO. E é incrível o quanto ambos os filmes dialogam, no que tange à questão do estupro em família, cometido pelo pai. Entretanto, a direção de atores aqui é bem mais contundente, bem como o roteiro: afinal, a abordagem da pederastia paterna, num contexto militar, é muito corajosa. A interpretação de Tiago Querino é muito dolorosa: cada olhar dele transmite muita raiva e dor, indissociáveis, sob o signo da culpa apreendida e irreversível. O resultado geral do filme possui algumas irregularidades, mas a montagem é ótima e o efeito emocional que ele despeja sobre nós é intenso. Em revisões, há de crescer. Certeza! (WPC>)