Dois amantes, um ex-presidiário e uma stripper, entram em uma espiral de crime e amor obsessivo ao tentar deixar para trás a vida na pequena cidade em que moram.
Desde muito cedo na minha vida aprendi que expectativa é a mãe da decepção e que muitas vezes certos esforços não valem a pena. Estou querendo assistir esse filme desde que ele foi lançado no já bastante distante ano de 2015, entretanto só agora tive oportunidade, e não foi nada do que eu esperava, aliás, não foi nem o mínimo, provando que boas histórias podem sim serem desperdiçadas em produções aquém do potencial.
Após passar um tempo no presídio, o jovem Kermit sai decidido a nunca mais voltar para aquele lugar. Ele retorna à casa de sua mãe, onde acaba se encantando com a vizinha Rachel, mas a promessa de Kermit de não retornar para trás das grades é ameaçada quando ele se vê puxado novamente para a vida sem regras da pequena cidade e pelo círculo social que está inserido.
O que achei de mais interessante na proposta de Dixieland era a abordagem que ele prometia trazer, muitas pessoas enxergam os Estados Unidos com uma terra da prosperidade e da riqueza, e não é bem assim que as coisas funcionam, existe uma parcela da população americana que vive em situação bem precária. O filme acena para esse contexto, nos mostrando uma cidadezinha no cu do mundo com pessoas que se viram como podem e muitas vezes da maneira mais degradante possível.
O grande problema porém fica no roteiro que não sabe que história contar, tanto Kermit quanto Rachel não são personagens muito interessantes, quantas vezes já vimos a história do jovem sem perspectiva, que sai da cadeia tentando se encontrar, se apaixona e acaba voltando a se envolver com problemas?! Entretanto aqui, a trama não é bem desenvolvida, é tudo arrastado, sem graça, e não é culpa dos atores, mas do script que simplesmente não sabe o que fazer.
A ideia de mostrar depoimentos reais das pessoas que inspiraram o filme foi bastante inteligente, entretanto o roteiro não faz nada com esse relatos, seria muito mais interessante mostrarem múltiplas histórias inspiradas nos depoimentos, nos mostrando mais da personalidade da cidade, focar a história em Kermit e Rachel enfraqueceu demais o potencial do longa, eles são extremamente bonitos, mas infelizmente beleza não compensa escrita ruim.
Dixieland é mais um que você pode colocar na lista dos filmes com história boa, entretanto mal contadas, um longa que desperdiça o potencial de nos mostrar uma história mais forte, porém prefere apelar para algo repetitivo. Não ajuda também a direção que não sabe extrair o melhor de seus atores, e a fotografia extremamente escura, ao ponto que em determinados momentos não dá para enxergar nada em cena. Foi uma pena ter esperado tantos anos para assistir um filme, e quando finalmente ter a oportunidade, ele não agradar, uma tristeza, mas apenas mais um dia na vida do cinéfilo.
Gostei do fato de ser baseado em uma cidade real, e intercalar a ficção com depoimentos de pessoas reais da cidade. No entanto, o ritmo é bastante lento, mas as atuações são competentes, fotografia bonita. Roteiro o de sempre, nada novo.
DIXIELAND
Direção: Hank Bedford
Ano: 2015
Assistido em: 12/10/2024
Desde muito cedo na minha vida aprendi que expectativa é a mãe da decepção e que muitas vezes certos esforços não valem a pena. Estou querendo assistir esse filme desde que ele foi lançado no já bastante distante ano de 2015, entretanto só agora tive oportunidade, e não foi nada do que eu esperava, aliás, não foi nem o mínimo, provando que boas histórias podem sim serem desperdiçadas em produções aquém do potencial.
Após passar um tempo no presídio, o jovem Kermit sai decidido a nunca mais voltar para aquele lugar. Ele retorna à casa de sua mãe, onde acaba se encantando com a vizinha Rachel, mas a promessa de Kermit de não retornar para trás das grades é ameaçada quando ele se vê puxado novamente para a vida sem regras da pequena cidade e pelo círculo social que está inserido.
O que achei de mais interessante na proposta de Dixieland era a abordagem que ele prometia trazer, muitas pessoas enxergam os Estados Unidos com uma terra da prosperidade e da riqueza, e não é bem assim que as coisas funcionam, existe uma parcela da população americana que vive em situação bem precária. O filme acena para esse contexto, nos mostrando uma cidadezinha no cu do mundo com pessoas que se viram como podem e muitas vezes da maneira mais degradante possível.
O grande problema porém fica no roteiro que não sabe que história contar, tanto Kermit quanto Rachel não são personagens muito interessantes, quantas vezes já vimos a história do jovem sem perspectiva, que sai da cadeia tentando se encontrar, se apaixona e acaba voltando a se envolver com problemas?! Entretanto aqui, a trama não é bem desenvolvida, é tudo arrastado, sem graça, e não é culpa dos atores, mas do script que simplesmente não sabe o que fazer.
A ideia de mostrar depoimentos reais das pessoas que inspiraram o filme foi bastante inteligente, entretanto o roteiro não faz nada com esse relatos, seria muito mais interessante mostrarem múltiplas histórias inspiradas nos depoimentos, nos mostrando mais da personalidade da cidade, focar a história em Kermit e Rachel enfraqueceu demais o potencial do longa, eles são extremamente bonitos, mas infelizmente beleza não compensa escrita ruim.
Dixieland é mais um que você pode colocar na lista dos filmes com história boa, entretanto mal contadas, um longa que desperdiça o potencial de nos mostrar uma história mais forte, porém prefere apelar para algo repetitivo. Não ajuda também a direção que não sabe extrair o melhor de seus atores, e a fotografia extremamente escura, ao ponto que em determinados momentos não dá para enxergar nada em cena. Foi uma pena ter esperado tantos anos para assistir um filme, e quando finalmente ter a oportunidade, ele não agradar, uma tristeza, mas apenas mais um dia na vida do cinéfilo.
Pessoalmente sou apaixonado pela melancolia da vida e pelos amores marginais ,confesso ter uma queda tb pela Riley Keough .
Gostei do fato de ser baseado em uma cidade real, e intercalar a ficção com depoimentos de pessoas reais da cidade. No entanto, o ritmo é bastante lento, mas as atuações são competentes, fotografia bonita. Roteiro o de sempre, nada novo.