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Duração
Após a queda do muro de Berlim, a câmera de Chantal Akerman, tal qual um sismógrafo, se propõe a registrar, em longos travellings, esses países libertos de si mesmos, entre uma utopia que desmoronou e um futuro que parece impossível. Alemanha Oriental, Polônia, Rússia: de todos os lados se encontra a mesma desolação, espaços vazios, edifícios como que abandonados, multidões de anônimos que esperam não se sabe o quê: o ônibus, o trem, a abertura da venda, ou, talvez, o fim definitivo da História.
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Fotografias em forma de filme
Esse filme deveria estar em uma galeria de arte
😉
De longe, um dos filmes mais difíceis que já vi na vida. É lindo, belamente fotografado em tons de azul, repleto de momentos sublimes de musicalidade e solidão, mas... Como cansa! Os 'travellings' variados são esplêndidos em sua duração mui espaçada, mas a duração do filme extenua: é longa demais, aflige demais! É tudo intencional, claro - o que está por detrás desta duração é o que realmente incomoda - mas, visto num humor deveras tenso (havia passado a manhã numa clínica médica), fez-me mal, incomodou-me para além do pretendido. Mas não se pode negar algo evidente: esta cineasta belga é uma gênia absoluta! (WPC>)
Pessimista demais, é um filme que nega tudo ao espectador e só entrega essa longividade da câmera indiferente da Chantal, lembrei de News From Home mas esse clima de cansaço e tédio que emana é terrível
Fotografia em movimento, gostaria de ter um contexto ou alguém me explicando o que significava cada cena como nos museus. Ainda assim, as imagens são lindas e é possível perceber a decadência e alguns sentimentos da geração que viveu a expectativa de um sonho quase possível, o orgulho, a nostalgia, solidão e principalmente, o peso da memória.