É um dos filmes mais diferentes da Chantal, mas ainda assim percebe-se fácil a sua assinatura, seja na atmosfera melancólica que o permeia, seja nos longos planos de paisagens que nos deixam a esperar por algo que não acontece.
Chantal não é fácil. Seus filmes parecem ter vida própria além de sua direção. Aqui ela documenta com sua minuciosidade a problemática tentativa de imigrantes mexicanos atravessarem a fronteira dos Estados Unidos. Não há tomada de partido, são depoimentos nus e crus, e seu ritmo lento de planos longos mostrando os ambientes internos e externos das cidades na fronteira (embora seja meio óbvia nas entrelinhas uma critica à policia e governo dos eua, por si só eles mostram-se em suas lógicas medíocres de defesa cristã). O q no início torna meio cansativo, com o passar do filme os planos tornam-se o mais interessante, como se as paisagens e a dinâmica daqueles lugares por si só já mostrassem toda a problemática da vida neles.
profundo e verdadeiro
É um dos filmes mais diferentes da Chantal, mas ainda assim percebe-se fácil a sua assinatura, seja na atmosfera melancólica que o permeia, seja nos longos planos de paisagens que nos deixam a esperar por algo que não acontece.
Chantal não é fácil. Seus filmes parecem ter vida própria além de sua direção. Aqui ela documenta com sua minuciosidade a problemática tentativa de imigrantes mexicanos atravessarem a fronteira dos Estados Unidos. Não há tomada de partido, são depoimentos nus e crus, e seu ritmo lento de planos longos mostrando os ambientes internos e externos das cidades na fronteira (embora seja meio óbvia nas entrelinhas uma critica à policia e governo dos eua, por si só eles mostram-se em suas lógicas medíocres de defesa cristã). O q no início torna meio cansativo, com o passar do filme os planos tornam-se o mais interessante, como se as paisagens e a dinâmica daqueles lugares por si só já mostrassem toda a problemática da vida neles.