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Data de lançamento
14 Ago. 2007Duração
Descubra o fabuloso mundo escondido além da realidade. Um mundo de magia e encantamento; de maldições antigas, portas secretas e heróis notáveis que nos protegem do mal. É também um mundo de misticismo, forças malévolas e horrores impronunciáveis. E sob as sombras que nos cercam, uma guerra sobrenatural se inicia. O equilíbrio se perde. O mal está vencendo. Mas ainda há esperança. Embarque com Dr. Stephen Strange numa jornada fantástica pelas montanhas do Tibet, em busca pela cura aos pés do misterioso Ancião. Mas antes de curar suas feridas, Dr. Estranho precisa libertar-se de seu passado doloroso e dar vazão a seu raríssimo dom - o dom da magia. Agora como o novo Mago Supremo, Dr. Estranho testa seus limites, combatendo os monstros que guardam os portões e enfrentando a mais terrível entidade conhecida pela humanidade.
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Apesar da curta duração,a animação sofre pra chegar até o final e traz várias sequências ruins.
>Assistido em 02 de Junho de 2025
Gente, que animação sofrível. E nem dá pra culpar a época, porque 2007 faz pouco tempo.
Ainda bem que o live action soube ser mais criativo visualmente.
A animação parece com a do Ben 10...mas o enredo é fodástico com o selo Marvel....
Legal a história, porém, forçado em partes o desenho..
Aproximadamente dez anos antes de estrelar seu próprio filme live action, o Mago Supremo da Casa das Ideias já protagonizava seu primeiro – e, até agora, único – longa-metragem de animação. Dirigido por Dick Sebast, Patrick Archibald e Jay Oliva (este último responsável por vários desenhos aclamados da DC Comics), “Doutor Estranho” é uma das poucas boas animações da Marvel, que, infelizmente, possui um histórico meio questionável nessa área. Por sorte, o desenho animado do “Doutor Estranho” foge à regra, se mostrando inferior a sua versão de carne-e-osso apenas em momentos pontuais, conseguindo até mesmo a façanha de ser mais sombrio e macabro do que seu irmão encarnado por Benedict Cumberbatch.
Na trama, o excepcional cirurgião arrogante Stephen Strange perde a habilidade motora após um trágico acidente de carro. Desesperado por uma cura, Strange recebe certo dia a visita de um misterioso homem chamado Wong, que lhe dá um mapa e orientações para viajar até o Tibet. Lá, ele conhecerá o Mestre Ancião, e, enquanto trabalha no Templo em busca de uma ‘redenção para as feridas da alma’, descobre a existência de outras formas de manipular a matéria que a ciência desconhece. Entrementes a tudo isso, diversas criaturas da Dimensão Negra vêm atacando sistematicamente a Terra, e o Barão Mordo, outro discípulo do Mestre, lidera um grupo de magos contra eles, mas sem obter muito sucesso.
Trata-se, portanto, da história de origem do herói, com algumas liberdades aqui e ali. Stephen ganha uma irmã doente e, com ela, uma dívida pesada com o passado do qual ele próprio não consegue se perdoar. “Doutor Estranho” é uma animação que preza bastante pelo desenvolvimento da personalidade de seu protagonista, destacando-se dentre outras da própria Marvel, que optam apenas pelo desenrolar infantil dos acontecimentos e da ‘ação super-heróica’. Todavia, aqui a evolução do personagem, tanto em poderes quanto em auto-aceitação, é gradual, palpável e, em que pese a curta duração do longa, absolutamente orgânica (não podendo ser mais diferente de seu aborrecido tele-filme da década de 70, diga-se de passagem).
É claro que isso sacrifica várias coisas. O próprio público que passou a conhecer o personagem através do live-action pode estranhar essa sua versão mais sisuda e menos piadista (que, de qualquer forma, é mais fiel ao ‘Dr. Estranho’ original dos quadrinhos). E é até possível dizer que crianças talvez não tenham tanto interesse pela animação quanto os fãs adultos de quadrinhos, já que esta se baseia mais no texto e nas suas ideias temáticas para se firmar. Os embates e duelos de magia, por outro lado, não são grandes coisas, e, com exceção daquele visto no terceiro ato, nunca empolgam.
Mas isso também é um indício, afinal, de que nem tudo são rosas no Sanctum Sanctorum, e, por conta disso, a animação vez por outra resvala em alguns percalços. Além de perder a oportunidade de melhor explorar o potencial mágico de seus personagens em ação, o roteiro possui alguns furos (por exemplo, como que Wong descobriu a traição de um dos personagens de forma tão rápida?), e o bom desenvolvimento de Strange acaba se contrapondo a total falta de aprofundamento da figura do Barão Mordo, que se mostra como uma figura unidimensional e clichê durante toda a projeção. Não obstante, a animação não explora toda a inventividade visual que as histórias do Doutor Estranho possibilitam com suas inúmeras dimensões e viagens interdimensionais (até o filme live-action é mais rico nesse sentido). Falta um pouquinho de ousadia estética na animação. Um pouco da loucura de Steve Ditko.
E que o filme tenta compensar já nos créditos finais ao homenagear imagens clássicas dos quadrinhos do personagem (e que, ainda que estáticas, conseguem ser superiores a todo o resto visto no longa). Seja como for, ainda que tenha altos e baixos, a animação do “Doutor Estranho” se encerra com saldo positivo e até mesmo com um certo gostinho de ‘quero mais’. Está aí um personagem fascinante que a Marvel sempre guardou na gaveta de meias, e que poderia ser bem mais explorado do que de fato é. Espero que, com o relativo sucesso de sua adaptação mais recente e com sua participação já garantida em outros filmes do MCU, o Doutor ganhe o espaço que lhe seja realmente merecido no panteão da editora. E, quem sabe, podemos ter até mais animações promissoras como esta.