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Líder de uma quadrilha, Dr. Mabuse planeja um grande golpe: o roubo de informações privilegiadas da bolsa de valores. Depois de usar seus poderes psíquicos em um golpe no jogo de cartas, Mabuse começa a ser investigado pelo Comissário Von Wenk. Mas as poucas pistas fazem com que o comissário procure alguém para ajudá-lo no caso.
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**Dr. Mabuse, o Jogador** (*Dr. Mabuse, der Spieler*, 1922), dirigido por Fritz Lang, é um monumento do cinema mudo que transcende o gênero criminal para se tornar um estudo definitivo sobre o caos e a decadência da República de Weimar. Com uma duração épica dividida em duas partes, Lang constrói a figura de Mabuse um psiquiatra, mestre do disfarce, hipnotizador e gênio do crime como a encarnação perfeita da instabilidade política e moral de uma era marcada pela hiperinflação e pelo niilismo social.
Diferente da estilização puramente expressionista de outros filmes da época, Lang utiliza a arquitetura urbana de Berlim como um cenário opressor, onde a modernidade é apenas uma fachada para a corrupção absoluta. O filme é uma vertiginosa montagem de jogos de azar, manipulação de mercados e conspirações, refletindo a sensação de que, em um mundo sem bússola moral, o poder pertence àqueles que conseguem orquestrar o espetáculo da desordem. A figura de Mabuse não busca apenas o lucro, mas a conquista da própria vontade alheia, tornando-se o arquiteto de um labirinto onde todos são, de alguma forma, reféns.
A inteligência de Lang reside na forma como ele transforma o cinema em um jogo de espelhos. A edição frenética e a narrativa labiríntica obrigam o espectador a se sentir tão desorientado e manipulado quanto as vítimas do vilão na tela. O filme não apenas conta a história de um criminoso; ele projeta o medo coletivo de uma sociedade que percebe estar sendo governada por forças invisíveis e predatórias. É um retrato visceral sobre a perda de identidade e o perigo do autoritarismo que espreita sob as luzes da cidade grande.
*Dr. Mabuse* permanece como uma obra-prima de tensão e escopo, servindo como a fundação de todo o arquétipo do "supervilão" moderno. Ao assistir hoje, percebemos que o filme continua atual ao questionar até que ponto nossas vidas estão sob o controle de engrenagens que mal compreendemos. Lang não nos entrega apenas entretenimento, mas um aviso sombrio: em um mundo transformado em picadeiro pelo vício e pela ganância, a sanidade é o primeiro prêmio a ser apostado.
"Expressionism is just playing about. But, why not? Everything is playing about."
A primeira hora quase me fez desistir, mas depois o filme engatou e consegui entrar nessa jornada de disfarces, manipulações e delírios visuais. Ainda acho que não precisava durar quase cinco horas, mas é impossível ignorar a grandiosidade da obra. Esse marco do expressionismo alemão entrega cenários incríveis, composições criativas e experimentações bem ousadas pra época. Dá pra entender por que virou referência.
Querida, Encolhi a Watchlist! ~ desafio 2025
Prompt 3. Assista ao filme mais longo da lista
Lista - filmow.com/listas/querida-encolhi-a-watchlist-desafio-2025-l249340/
Monumental obra daquele que deve ser o melhor/maior retratista da república de Weimar, o cineasta Fritz Lang. Mabuse é um criminoso (ou anti-heroi) onipresente, que aparentemente está cansado da amoralidade da nova burguesia alemã, Mabuse joga com seus participantes.
Repleto de ideias cinematográficas, essa obra de 4 horas e meia foi exibida em capítulos na época, como uma crônica policial.
Ainda só vi a primeira parte. As 2h30 passam rápido, acho que resistiu bem ao teste do tempo. Mas, com exceção do Dr. Mabuse, senti um pouco de dificuldade de memorizar as feições dos personagens, o que acabou deixando a história um pouco confusa. Talvez o excesso de personagens combinado à minha pouca experiência com cinema mudo pode ter influenciado nisso.
O que Fritz Lang fez nessa época é admirável!