Num galpão abandonado, uma multidão dança como se fosse uma pessoa só ao som de um tecno 145 BPM. Entre eles está Dustin, uma jovem transgênero e sua turma: Felix, Raya e Juan. Conforme a noite avança, a histeria coletiva se transforma numa doce melancolia.
Curta que foi selecionado para o Festival de Cannes que nunca ocorreu devido a pandemia. Esse ambiente de rave e drogas não é minha vibe e acho que acaba estigmatizando muito a história. Por outro lado não deixa de ser uma realidade de hoje, então é válido e super necessário, mas realmente não me é interessante. Achei legal e de longa discussão o comportamento do namorado, Félix, que aparenta a todo momento gostar mais de homens e acaba namorando uma mulher trans pelas convenções sociais (afinal ela parece uma mulher e não serei tão julgado como se estivesse com um cara). Daí Dustin acaba sendo uma muleta para ele, imagino quantos relacionamentos assim não existam por aí. É triste, mas a frase que Dustin diz e que faz ligação com o final dá o peso necessário para o curta subir bastante em qualquer classificação. O sujeito sem visto morando ilegalmente no país tinha que ser brasileiro, eu ri.
BLOG: FILMESTRANGEIROS
INSTAGRAM: @filmestrangeiros
Uma protagonista estigmatizada e com uma baixa autoestima, que se dá conta de tanta melancolia ainda durante a música. Entretanto, um simples gesto daqueles que a rodeiam já é o suficiente pra mostrar que o mundo tem sim jeito. Acredito que para a comunidade LGBT+ esse curta tenha um simbolismo simples, porém poderoso.
Meu sonho é que este curta se torne um longa urgente, eu fiquei muito emocionada assistindo esse, incrível como parecia que eu estava lá, vivenciando os embates, os diálogos, as tretas.
A tempos não sentia tanta fluidez como nessa produção, sobre tudo, ao tratar de forma tão leve a questão da transição e da sexualidade.
Foi um deleite ter a primeira experiência assistindo e depois ao rever perceber de forma técnica a potência da produção, palmas para a roteirista e diretora Naila Guiget, alguém para acompanharmos.
Um filme que sai do nada e chega a lugar nenhum.
Vi mais droga aqui do que no Trainspotting todinho