Marta, violinista da orquestra de uma província polonesa, cujo marido Adam é o diretor do grupo, durante viagem aos EUA conhece John Lasocki, maestro famoso, que fora um grande amor de sua mãe. O choque desse encontro desperta no velho mestre o desejo de voltar a cidade onde nasceu e reger a orquestra local na Quinta Sinfonia de Beethoven. Sua presença se torna a sensação do local, mas causa conflito pois Adam nota que Marta está fascinada pelo maestro.
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Lado B do Wajda.
Infelizmente não conseguiu segurar minha atenção uma vez que foi caindo em um certo lugar redundante durante a trama. Talvez seja mais apropriado para fãs de música clássica.
Uma obra sublime, em que tudo está entrelaçado e adequado ao roteiro, sobretudo a 5ª Sinfonia de Beethoven, a qual nos remete à ira e ao ressentimento de Adam; e é esse fato que transforma esse trabalho de Wajda único, pois converteu a trilha sonora em uma personagem fundamental à trama. Uma ode à música e a sua consequente liberdade proporcionada aos seus admiradores; paralelamente, uma crítica àqueles que visam a alcançar, por intermédio dessa arte, uma situação, o poder e a glória, conforme fora dito por Marta na cena final.
Meu primeiro Wajda, e com certeza não será o último.
Muito bom filme do mestre do cinema polonês Andrzej Wajda, que há muito eu queria assistir e tive recentemente a oportunidade. Filme que vai ganhando contornos de thriller psicológico, embora não seja propriamente um filme desse gênero.
A 5ª Sinfonia de Beethoven é peça fundamental desse filme. Realmente, Bergman tem razão ao impressionar.