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"Egon Schiele - Excesso e Punição" é a cinebiografia do expressionista austríaco Egon Schiele.
Relata sua trajetória artística, os amores e as polêmicas em que esteve envolvido por conta de suas obras, consideradas "pornográficas" para a época.
Um revolucionário na pintura moderna!
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Na revisão, o ritmo frio nem incomodou tanto... O problema é quando lembramos que se trata de uma tentativa de biografia de um artista mui singular, falecido aos 28 anos e envolvido em polêmicas vigorosas, aqui desperdiçadas numa montagem alinear confusa e vaga, além de moralmente desenxabida, rendendo-se a um conservadorismo oportunismo, tal qual se evidencia no título exagerado e julgamental. Mas foi ótimo ver Jane Birkin e Marcel Ophüls em cena. Suportável em tempos de censura iminente! :( (WPC>)
Conheci esse estranho filme na CNT lá na primeira metade da década de 90, onde foi exibido algumas vezes na emissora. Não é um filme para todos os gostos, é uma obra um tanto fria, lenta e doentia. Achei mediano, poderia ser melhor mas vale como curiosidade.
Talvez seja apenas o filme ou minha ignorância, mas ficou uma impressão de "maçante" muito forte, ao contrário de qualquer Mahler e qualquer Van Gogh que conheça.
Eis aqui o exemplo de uma história que poderia render bem mais nas mãos de um diretor experiente, mas que aqui resultou num filme chato e enfadonho. Mesmo contando com uma razoável reconstituição de época e com a presença de algumas belas mulheres nuas (entre elas, Jane Birkin), o filme é confuso e nunca fica muito claro qual é a real história de Egon Schiele, um artista que desenhava mulheres nuas no século XVIII. Parece que o diretor quis ser artístico demais e acabou se perdendo com sua mão pesada. Talvez os pseudos intelectuais se interessem mais.
O subtítulo exageradamente conservador deste filme já dava a dica acerca de seu pendor moralista, mas este é um problema menor na falta de ritmo e assepsia inconveniente deste filme monótono e insípido, em que nem mesmo o ótimo elenco, o grande personagem real e a bela reconstituição de época salvam o filme do desperdício de boas intenções, recaindo numa biografia precipitada, desengonçada e datada em seus "escândalos" mui controlados. Não diz a que veio, lamentavelmente! (WPC>)