Dirigido por
Duração
Jorge, un hombre de 40 años, soltero, tímido y circunspecto, trabaja como enfermero en un geriátrico. Allí cuida con especial atención a Romano, un anciano que apenas camina y no habla. Jorge guarda regularmente unos rollos de papel con dibujos. Con la ayuda de Polo , un vecino fotógrafo, realiza una carpeta con estas pinturas y las presenta en una prestigiosa galería de arte. Para su sorpresa, estos trabajos son considerados de gran valor y originalidad y hacen que este enfermero desconocido entre repentinamente en el mundo del arte y comience a ser un artista reconocido. Deja de trabajar como enfermero y lleva a vivir con él a Romano. Es entonces cuando descubrimos que es el anciano quien realiza los dibujos. Jorge lo atiende con afecto, lo cuida y le compra los elementos necesarios para que siga dibujando. Pero cuando le piden que realice una mayor cantidad de material para una muestra muy importante, Romano deja de dibujar.
PRÉMIOS:
Tucumán Cine 2009 – 1º Premio Festival de Cine de Pinamar – Premio Balance de Plata Festival de Toulouse – Premio del público Mostra Cinema de Lleida – Premio Opera Prima
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Filme com uma atmosfera fria e lenta, mas que aos poucos ganha cor e corpo.
A crítica que o filme quer trazer é ótima, mas se perde tanto que fica ineficiente. Acaba que o próprio filme se torna aquilo que critica rs
Os personagens são tão inexpressivos e malfeitos que me pergunto se sequer eles eram necessários no filme... O mais expressivo do longa é mesmo o idoso.
O Duprat tem filmes bem melhores do que esse aqui.
o filme é muito interessante, pois a verdadeira obra de arte são as cenas, os closes e a fotografia do filme. Como bom cinema alternativo, o filme não se fecha e nos deixa a deriva em nossa mente, sem contar da critica excelente ao mundo das artes..
A meu ver, essa obra carrega uma crítica poderosa ao circuito que
legitima a Arte. Sobretudo a Arte Contemporânea. Não somente às galerias,
aos críticos, à mídia que alavanca ou ao público leigo. Mas às próprias produções
puramente emotivas. Que muitas vezes não têm a atenção do mercado. Tampouco
do grande público. Sem deixar de mencionar o quão oportuno é para um artista se
manter silencioso diante dos especialistas em preencher lacunas motivados
por seus títulos acadêmicos e suas subjetividades.
A trama do filme é a seguinte: Um enfermeiro de nome Jorge, que trabalha em um asilo e cuida de um senhor chamado Romano, que quase não fala, somente para pedir cigarros, mas que possui um talento especial para artes plásticas.
Jorge percebe o possível valor nas gravuras de Romano, que em segredo, monta um portifólio e depois as apresentam como se fossem suas à uma galeria. Ai que começa toda a história, as obras são apreciadas pelos “legitimadores” da arte, com isso Jorge é elevado ao status de Artista, mas até onde ele vai como um Artista, ou é somente um plagiador?
Como Voyeurs não temos a resposta, mas podemos observar e deleitar com toda essa estrutura falsa ou não (como já disse Duchamp) criada por Jorge. Assistimos todos os capítulos que levam a ascensão de Jorge como um ídolo da arte contemporânea usando os trabalhos de outro. Essa é a essência do filme. Feita de forma simples, bacana e cheio de ironia, principalmente quando ele trabalha os estereótipos dos artistas, com um humor refinado e ácido. A película desenvolve muito bem o vazio da argumentação do mundo contemporâneo, mesmo com todo o conhecimento da crítica especializada, esse vazio está lá, o homem é vazio, e isso fica mais significativo quando não vemos as tais gravuras, apenas imaginamos o que os outros enxergam, que elas são “forte, potente, essencial”.