Continuação dos fatos reais narrados em “El Pico” (1983), sendo que aqui é mostrado o que acontece com Paco, depois que seu melhor amigo morre em decorrência de uma overdose de heroína e seu pai policial dá-lhe uma nova chance de reabilitar-se na vida.
boa sequencia
Filme mais "contratual" do encantatório Eloy de la Iglesia, protagonizado por atores vitimados e mitigados pelas mesmas drogas que são condenadas no roteiro... Seria hiporisia a propaganda não-cumprida? Ou a "escravidão" a que o diretor se refere no epilógo do filme? Cabe a mim responder isto?
Mesmo não gostando de todo do filme, em razão de alguns problemas de ritmo entre a primeira metade na prisão e a segunda, é óbvio que ele mexe conosco, faz com que esbocemos reações que vão além dos esboços de crítica cinematográfica - e estas dizem muito respeito à inversão (?) de valores que se estabelece quando o pai do protagonista e alguns jornalistas comportam-se aqui de forma completamente distinta do primeiro filme, sendo indutivamente julgados pelo roteiro - se é que se pode dizer isso de forma contrária ao que vimos no primeiro filme, obviamente superior...
Digo mais: "Prirri" é um personagem realmente assustador... E o 'caballo' apavora, sendo um correspondente temível do que é o 'crack' no Brasil hoje em dia... Com todos os problemas que apresenta, temo dizer que EL PICO 2 ainda é um filme sociologicamente obrigatório! Que seja visto, portanto... (WPC>)
Vulgo: antecipação da vida real... Ansioso... E preocupado... Assim morreu José Luís Manzano e seus amigos! (WPC>)