“Elas da Favela” retrata, do ponto de vista da mulher, o que representa uma ocupação policial no dia-a-dia da favela. Os relatos de seis moradoras de uma das maiores favelas do Rio de Janeiro expõem uma política de segurança pública que historicamente criminaliza a pobreza.
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A realidade é outra. Não posso falar por essas mulheres, mas posso apoia-las e dizer: o feminismo é pra todas <3
"A polícia acha que todo mundo é bandido. Não respeita mesmo."
"Eu não quero sair daqui não. Eu quero só que tenha paz aqui na comunidade."
"Hoje em dia no Rio de Janeiro a segurança virou insegurança. Se você vê um policial, você logo fica com medo. É sinal de medo e não deveria ser. Polícia na comunidade é sinal de guerra. A gente sabe que alguma vida nesse dia vai ser tirada. Inocente ou não, vai ser tirada."
"Eles não vem à procura só de quem eles desconfiam, eles querem qualquer uma pessoa."
"Se fosse a outra força, de camisa preta, seu filho tava aqui morto. Bateram, chamaram de negro, pintaram o sete."
"Ah, seu viado. Vai morar na zona sul, vai estudar. Na zona sul tem que ter mandato, aqui não."
"Medo de que? Mas eu não sabia que era policial que tava aí, aí depois, não demorou muito, eles meteram o pé no portão, entraram, ficaram ali. Ela começou a passar mal, o policial bateu nas costas dela: "Não passa mal não, tia. Não passa mal não que nem aqui o samu pode entrar."
"Meus filhos gostam daqui, eles só se assustam quando tem operação."
"Eu acho que essas investidas violentas deviam ser proibidas."
"As crianças veem caveirão como monstros, como bichos que vão atacar a qualquer momento."
"Tem que ser guerreira pra lidar dentro de uma comunidade onde a violência é grande, onde o retorno da sociedade é pequeno, onde tudo poderia ser diferente se tivesse uma educação melhor, se a gente tivesse projetos pro jovem, pro adolescente, pras crianças."
"A gente precisa disso, de que a mulher seja determinada. Eu determinei que eu quero um futuro melhor, tanto pra mim como a minha filha."
"O homem é o sexo frágil e a mulher o sexo forte."
"Eu sou a mulher que eu sou e sou forte, não tenho medo de nada."
"Camisas pretas, qual a sua função? Invadir favelas e deixar corpos no chão."
"se eu pudesse escolher entre ser homem e ser mulher, eu seria mulher".
"eu acho que é o inverso: homem é o sexo frágil e mulher é o sexo forte"
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"O número de filhos por mãe em Copacabana é padrão sueco. Na Rocinha, é padrão Zâmbia. Isso é uma fábrica e produzir marginal." - Sérgio Cabral Filho, Governador do RJ.