Depois da Kate Bush no Hammersmith Odeon, provavelmente, é o show mais importante do seculo XX - desculpa Queen e beatles, mas esses shows aqui estruturam metade da música pop como a entendemos hoje.
É o verdadeiro retorno de um Rei. Após ficar 8 anos longe dos palcos, tendo feito apenas um especial com o Sinatra pouco após retornar do exército na Alemanha, Elvis estava saturado de sua carreira e, pior, o público também já estava saturado dele. Isso em razão da política adotada pelo Coronel Parker em querer produzir apenas um número infinito de filmes sem se importar com roteiro, até mesmo procurando diretores conhecidos por fazer filmes incrivelmente baratos e sem nenhuma qualidade artística. Sua ideia sempre foi colocar o maior número de canções possível nesses filmes e ganhar quatro vezes: com a bilheteria, com a venda de discos, com os direitos das canções (que ele também comprava dos compositores) e com sua contratação como Conselheiro Executivo.
Após uma derrocada completa desse sistema pela falta de qualidade artística das obras e as músicas cada vez mais risíveis, Elvis finalmente conseguiu impor minimamente sua vontade para fazer uma apresentação, afinal tudo indicava que a antiga fonte havia secado. Não conseguiu shows (não em um primeiro momento), mas conseguiu um especial para a TV, se apresentando ao público e até mesmo inserindo músicas de protesto em seu final, algo fortemente combatido pelo Coronel Parker por ter amigos na política sulista.
E o Comeback, após toda essa fase terrível da carreira do cantor, vem para mostrar o porquê ele era o rei. Ainda um pouco nervoso, e você consegue ver sua mão até mesmo tremendo na hora de cantar Heartbreak Hotel, Elvis domina o cenário, conta histórias da sua vida e, mesmo não sendo um compositor, algo característico dos músicos dos anos 60 (Beatles, Dylan, Beach Boys), toma as músicas para si como um verdadeiro intérprete, cantando como se saísse de seu coração e acreditando em cada palavra. Domina o palco, ri, brinca com a plateia e os músicos.
Claro que, como show, fica um pouco cansativo na sua metade final visto que, por ser um apanhado de toda a sua carreira, acaba tendo que cantar boa parte das músicas pós-61, as da fase que acabaram levando à sua derrocada até esse retorno em 68. Mesmo assim, só por ter momentos maravilhosos como Lawdy Miss Crawly ou o próprio final com If I Can Dream, música completamente política baseada no discurso de Martin Luther King, este especial já é maravilhoso.
Depois da Kate Bush no Hammersmith Odeon, provavelmente, é o show mais importante do seculo XX - desculpa Queen e beatles, mas esses shows aqui estruturam metade da música pop como a entendemos hoje.
Como o tal Coronel ( empresário do Elvis), enchia o saco, hein ?
Sem palavras, o cara era foda !
O maior espetáculo da Terra.
É o verdadeiro retorno de um Rei. Após ficar 8 anos longe dos palcos, tendo feito apenas um especial com o Sinatra pouco após retornar do exército na Alemanha, Elvis estava saturado de sua carreira e, pior, o público também já estava saturado dele. Isso em razão da política adotada pelo Coronel Parker em querer produzir apenas um número infinito de filmes sem se importar com roteiro, até mesmo procurando diretores conhecidos por fazer filmes incrivelmente baratos e sem nenhuma qualidade artística. Sua ideia sempre foi colocar o maior número de canções possível nesses filmes e ganhar quatro vezes: com a bilheteria, com a venda de discos, com os direitos das canções (que ele também comprava dos compositores) e com sua contratação como Conselheiro Executivo.
Após uma derrocada completa desse sistema pela falta de qualidade artística das obras e as músicas cada vez mais risíveis, Elvis finalmente conseguiu impor minimamente sua vontade para fazer uma apresentação, afinal tudo indicava que a antiga fonte havia secado. Não conseguiu shows (não em um primeiro momento), mas conseguiu um especial para a TV, se apresentando ao público e até mesmo inserindo músicas de protesto em seu final, algo fortemente combatido pelo Coronel Parker por ter amigos na política sulista.
E o Comeback, após toda essa fase terrível da carreira do cantor, vem para mostrar o porquê ele era o rei. Ainda um pouco nervoso, e você consegue ver sua mão até mesmo tremendo na hora de cantar Heartbreak Hotel, Elvis domina o cenário, conta histórias da sua vida e, mesmo não sendo um compositor, algo característico dos músicos dos anos 60 (Beatles, Dylan, Beach Boys), toma as músicas para si como um verdadeiro intérprete, cantando como se saísse de seu coração e acreditando em cada palavra. Domina o palco, ri, brinca com a plateia e os músicos.
Claro que, como show, fica um pouco cansativo na sua metade final visto que, por ser um apanhado de toda a sua carreira, acaba tendo que cantar boa parte das músicas pós-61, as da fase que acabaram levando à sua derrocada até esse retorno em 68. Mesmo assim, só por ter momentos maravilhosos como Lawdy Miss Crawly ou o próprio final com If I Can Dream, música completamente política baseada no discurso de Martin Luther King, este especial já é maravilhoso.