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Data de lançamento
19 Jan. 2019Duração
Documentário que dá voz aos protagonistas do movimento seringueiro das décadas de 70 e 80, no Estado do Acre, refletindo como este momento histórico ecoa ainda hoje na Amazônia e no resto do mundo. O que é um empate? “É uma forma de luta que nós encontramos para impedir o desmatamento. A gente se coloca diante dos peões e jagunços, com nossa famílias, mulheres, crianças e velhos, e pedimos para eles não desmatarem e se retirarem do local. Eles, como trabalhadores, a gente explica, estão também com o futuro ameaçado. E esse discurso, emocionado sempre gera resultados. Até porque quem desmata é o peão simples, indefeso e inconsciente” (Chico Mendes. Jornal do Brasil, 13 dias antes de seu assassinato).
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Demorou cinco anos para estrear nos cinemas esse documentário brasileiro exibido no Festival de Tiradentes sobre a luta dos seringueiros contra o extrativismo ilegal. O filme, de Sérgio de Carvalho, diretor de ‘Noites alienígenas’ (2022), é um manifesto humano e simbólico, que relembra a trajetória do principal líder dos seringueiros no Brasil, Chico Mendes, assassinado em 1988. Traz, além de imagens de arquivo e reportagens sobre a questão latifundiária no Brasil, depoimentos de sindicalistas companheiros de luta de Mendes, que desde os anos 70 fazem a resistência no Acre e em outros estados contra o sistema que os oprimem (que inclui polícia e o poder político). Filmado com apoio do Comitê Chico Mendes, o longa teve também participação direta da filha de Chico, Elenira Mendes, que auxiliou na condução da história. Um filme sério, que serve de alerta, pois a questão do desmatamento descontrolado está longe de acabar. Produzido pela Saci Filmes, tem distribuição nos cinemas pela Descoloniza Filmes.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
não tem DVD à venda, não tem em plataforma de streaming, não tem nem o filme pirateado pra assistir.
um filme importante, com uma narrativa sobre a história do brasil, que é uma narrativa tão importante nos dias de hoje, dias de ascensão da extrema direita, de golpismo flagrante...
mas o filme está enclausurado, pra ninguém assistir.
o cinema brasileiro precisa se emancipar do circuito elitista dos festivais!