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Data de lançamento
21 Abril 2012Duração
Jane é uma escritora americana que viaja para Nápoles com seu marido Leonard, um músico que irá se apresentar com a orquestra local. Com o casamento dos dois anos em crise, ela tenta se concentrar no livro que pretende escrever baseado em entrevistas realizadas com sua avó, uma sobrevivente da Segunda Guerra Mundial. Um bloqueio de inspiração acaba levando Jane para um passeio na paradisíaca ilha de Ischia, onde ela conhece Caleb, um jovem americano que vive no local. É o início de um intenso romance que fará ruir o mundo cuidadosamente construído por Jane.
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Roteirista reconhecido com duas indicações ao Oscar — por Terra das Sombras (1993) e Gladiador (2000) — William Nicholson demorou mais de duas décadas para retornar à direção. Nesse intervalo, sua sensibilidade parece ter se transformado profundamente. Se em À Luz do Fogo (1997) ainda havia resquícios de uma abordagem mais grandiosa, em Enquanto Houver Amor o olhar se volta para o campo do íntimo, onde emoções silenciosas e relações desgastadas ganham protagonismo. É um cinema mais contido, quase encenado como uma peça, no qual o impacto depende diretamente da força dos diálogos e da entrega dos atores — ainda que, em certos momentos, o talento em cena ultrapasse a qualidade do texto.
No centro da narrativa estão Grace e Edward, um casal que compartilha décadas de convivência. Intelectuais, levam uma rotina estável e confortável, preenchida por compromissos profissionais e pequenos hábitos cotidianos. Há algo de mecânico na relação: o chá preparado ao fim do dia, as conversas breves, a previsibilidade dos gestos. Enquanto Grace ainda demonstra certa inquietação, Edward parece ter se acomodado em um estado de apatia emocional. Não há confrontos diretos, mas também já não existe envolvimento verdadeiro — apenas uma coexistência esvaziada.
Segundo ele próprio, essa distância não surgiu por descuido. Edward acredita que nunca conseguiu corresponder às expectativas elevadas da esposa. E, como tantas mudanças decisivas, sua ruptura não nasce de um plano, mas de um encontro inesperado com outra mulher, que lhe oferece um novo sentido. Diante disso, partir deixa de ser uma escolha e se torna inevitável. Antes de fazê-lo, porém, ele convoca o filho, Jamie, atribuindo a ele a responsabilidade de lidar com a mãe após sua saída. Essa decisão revela uma dificuldade em enxergar Grace como alguém complexo, reduzindo-a a um problema a ser administrado — uma visão simplista que enfraquece a dimensão emocional do conflito.
Com a ausência de Edward e uma Grace tomada por incredulidade e insegurança, Jamie passa a ocupar o centro do drama. É por meio dele que se percebe que a crise familiar não é repentina, mas resultado de um processo longo e silencioso. Sua própria trajetória levanta questionamentos: a escolha de viver longe, a falta de ambição clara, a solidão. Há indícios de um personagem rico, mas o roteiro apenas sugere caminhos sem realmente explorá-los, como se faltasse fôlego para aprofundar as possibilidades que apresenta.
O próprio Nicholson afirmou ter se inspirado em experiências pessoais, especialmente na separação de seus pais. Essa proximidade, no entanto, parece limitar a obra. Falta um distanciamento crítico que permita transformar vivência em reflexão mais consistente. O elenco, ciente da complexidade dos personagens, entrega performances densas e comprometidas. Ainda assim, o filme deixa a sensação de que poderia ir além. As consequências estão bem delineadas, mas as motivações permanecem difusas, pouco desenvolvidas. O material dramático existe — e é potente —, mas sua exploração se mostra incompleta, como uma colheita difícil em um terreno cheio de promessas.
PS: Marido suportou 30 anos de violência doméstica. O personagem se separa da esposa e a história nos ensina uma grande lição: dar valor ao parceiro. Às vezes só aprendemos quando é tarde demais.
Nada preenchia o vazio dentro dela, o marido não era uma pessoa ruim e ela sabia que o amante não era o cara certo para se relacionar a longo prazo. Essa mulher só estava perdida e queria achar um culpado e um salvador.
And While We Were Here. Direção Kat Coiro. Mais uma vez erraram feio na tradução do Título do filme. (Enquanto Estávamos Aqui), esse seria o título que corresponde com a trama do filme. Na verdade não tinha mais amor, o casal empurrava o casamento. Enquanto ela estava no local, aproveitar o momento com o garotão mochileiro era um bom passa tempo. O que salva no filme é a fotografia linda. A trama do filme é bem chatinha.
Infelizmente existem muitos filmes que romantizam a infidelidade.
Na vida real, o certo era ela ter terminado o relacionamento com o marido antes de ir pra cama com outro, assim como fez no final do filme, onde ela deixa o marido, entra no trem e vai embora. Uma mulher decente faria isso antes de trair.
Filme bem ruim. Não gosto de romantizar a traição. Essa temática pode ser explorada de outra forma.
As forma como eles se conheceram também foi totalmente sem sentido. Ela por ser uma mulher casada já era pra ter cortado o Caleb naquela primeira investida dele pra acompanhá-la.
02/05/2022