Uma das maiores concentrações de gente feia por frame quadrado em filme de temática gay. Acharam até uma versão do Willem Dafoe com 35 anos para fazer o papel do personagem principal.
Na maior parte do filme, é basicamente mais do mesmo: dúvidas, inseguranças, descobertas, novos sentimentos e aquela confusão toda que acompanha o processo de se conhecer e se descobrir. E não sei exatamente o porquê, mas adoro justamente isso. Gosto de acompanhar essas histórias em que a pessoa vai, aos poucos, se entendendo, percebendo o que sente e, finalmente, vendo a ficha cair. E "Riley" foi exatamente assim. Talvez por isso eu tenha gostado tanto. Há algo de muito bonito em acompanhar esse processo de descoberta, especialmente quando ele acontece de maneira tão íntima e cheia de incertezas. Só achei uma pena que, justamente quando a ficha finalmente cai, a história termina. Fiquei com aquela sensação de: “agora é que eu queria continuar assistindo!”. Gostaria muito de saber como seria a vida dali em diante, depois de todas aquelas descobertas e, principalmente, depois de finalmente se compreender um pouco melhor. De toda forma, achei bonitinho. Uma história simples, mas que me agradou justamente por retratar algo que considero tão interessante: o processo de descobrir quem somos e aquilo que sentimos. Por ora, sem mais.
Entre Garotos (Riley) é um drama LGBTQIA+ sensível que aborda a descoberta da sexualidade na adolescência e o peso das expectativas impostas pela família e pela sociedade. A história acompanha um atleta disciplinado do ensino médio cuja vida começa a desmoronar quando sua identidade queer entra em conflito com a imagem de quem todos esperam que ele seja.
Criado em um ambiente onde o esporte é visto como um legado, Riley já tem seu futuro praticamente definido: a faculdade que deve frequentar, a carreira esportiva que precisa seguir e o comportamento que esperam dele. No entanto, à medida que passa a compreender sua própria identidade, ele precisa enfrentar não apenas seus medos, mas também a pressão de um universo marcado pela heteronormatividade e pelos estereótipos da masculinidade.
O elenco ainda conta com Liam Hauser, uma participação que me surpreendeu bastante e agregou ainda mais valor ao filme.
O que mais gostei em Entre Garotos foi justamente a maneira como ele retrata esse processo de autodescoberta. O filme não transforma a sexualidade do protagonista em seu único conflito; ele mostra como as expectativas familiares, o esporte e o desejo de corresponder ao que os outros esperam podem tornar esse caminho ainda mais difícil. É uma narrativa delicada, honesta e bastante humana.
É um filme interessante, emocionante e que convida à reflexão sobre identidade, aceitação e a importância de viver a própria verdade, mesmo quando isso significa desafiar um futuro que já parecia estar escrito.
Filme de cineclube. Não assistiria em casa e nem recomendo a não ser para abrir debates sobre a temática, principalmente com adolescentes que estão passando pela fase de descoberta de suas sexualidades e afetos. Possa ser interessante para quem está passando por essa fase pela identificação e sensação de pertencimento "não estou sozinho".
Tem uma boa temática, com ótimas atuações. Quando a gente está se descobrindo a cabeça fica cheia de pensamentos "se", bate aquele complexo de rejeição e sensação de estar causando desgosto não somente em família mas também no meio social ao qual pertencemos.
Uma das maiores concentrações de gente feia por frame quadrado em filme de temática gay. Acharam até uma versão do Willem Dafoe com 35 anos para fazer o papel do personagem principal.
Na maior parte do filme, é basicamente mais do mesmo: dúvidas, inseguranças, descobertas, novos sentimentos e aquela confusão toda que acompanha o processo de se conhecer e se descobrir. E não sei exatamente o porquê, mas adoro justamente isso. Gosto de acompanhar essas histórias em que a pessoa vai, aos poucos, se entendendo, percebendo o que sente e, finalmente, vendo a ficha cair.
E "Riley" foi exatamente assim. Talvez por isso eu tenha gostado tanto. Há algo de muito bonito em acompanhar esse processo de descoberta, especialmente quando ele acontece de maneira tão íntima e cheia de incertezas.
Só achei uma pena que, justamente quando a ficha finalmente cai, a história termina. Fiquei com aquela sensação de: “agora é que eu queria continuar assistindo!”. Gostaria muito de saber como seria a vida dali em diante, depois de todas aquelas descobertas e, principalmente, depois de finalmente se compreender um pouco melhor.
De toda forma, achei bonitinho. Uma história simples, mas que me agradou justamente por retratar algo que considero tão interessante: o processo de descobrir quem somos e aquilo que sentimos.
Por ora, sem mais.
Florianópolis, 30 de agosto de 2026
Entre Garotos (Riley) é um drama LGBTQIA+ sensível que aborda a descoberta da sexualidade na adolescência e o peso das expectativas impostas pela família e pela sociedade. A história acompanha um atleta disciplinado do ensino médio cuja vida
começa a desmoronar quando sua identidade queer entra em conflito com a imagem de quem todos esperam que ele seja.
Criado em um ambiente onde o esporte é visto como um legado, Riley já tem seu futuro praticamente definido: a faculdade que deve frequentar, a carreira esportiva que precisa seguir e o comportamento que esperam dele. No entanto, à medida que passa a compreender sua própria identidade, ele precisa enfrentar não apenas seus medos, mas também a pressão de um universo marcado pela heteronormatividade e pelos estereótipos da masculinidade.
O elenco ainda conta com Liam Hauser, uma participação que me surpreendeu bastante e agregou ainda mais valor ao filme.
O que mais gostei em Entre Garotos foi justamente a maneira como ele retrata esse processo de autodescoberta. O filme não transforma a sexualidade do protagonista em seu único conflito; ele mostra como as expectativas familiares, o esporte e o desejo de corresponder ao que os outros esperam podem tornar esse caminho ainda mais difícil. É uma narrativa delicada, honesta e bastante humana.
É um filme interessante, emocionante e que convida à reflexão sobre identidade, aceitação e a importância de viver a própria verdade, mesmo quando isso significa desafiar um futuro que já parecia estar escrito.
Filme de cineclube. Não assistiria em casa e nem recomendo a não ser para abrir debates sobre a temática, principalmente com adolescentes que estão passando pela fase de descoberta de suas sexualidades e afetos.
Possa ser interessante para quem está passando por essa fase pela identificação e sensação de pertencimento "não estou sozinho".
Tem uma boa temática, com ótimas atuações. Quando a gente está se descobrindo a cabeça fica cheia de pensamentos "se", bate aquele complexo de rejeição e sensação de estar causando desgosto não somente em família mas também no meio social ao qual pertencemos.