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é um filme argentino de 2019 que conta a história de Gabriel, um homem tímido e reservado que acaba dividindo a casa com seu colega de trabalho, Juan. A partir daí, começa aquele clássico jogo de olhares, aproximações e desejos não assumidos.
No começo, Gabriel parece relutante em se entregar às investidas de Juan, mas, aos poucos, os dois vão criando uma conexão e acabam se envolvendo. E é justamente aí que o filme começa a ficar mais interessante, porque percebemos que, para Gabriel, aquilo vai muito além de uma simples atração. Ele realmente se apaixona por Juan.
O mais triste é perceber que Juan também desenvolve sentimentos por Gabriel, mas vive constantemente dividido entre o que sente e aquilo que acredita que deveria ser a sua vida. Ele quer estar com Gabriel, mas, ao mesmo tempo, quer manter a ideia de uma vida “normal”: sair com os amigos, jogar futebol, conviver com os colegas sem precisar lidar com os julgamentos e olhares que poderiam surgir caso descobrissem que ele se relaciona com homens.
E isso torna tudo muito doloroso. Gabriel está disposto a viver aquele relacionamento, enquanto Juan ainda não está preparado para assumir para si mesmo — e para os outros — aquilo que sente. Ele continua tendo uma namorada e tentando sustentar uma vida que, de certa forma, funciona como uma proteção para ele.
O filme é relativamente longo, mas acho que a duração faz sentido. Ele precisa de tempo para desenvolver a relação entre os dois e mostrar essa aproximação de maneira gradual. Não é simplesmente “eles se conheceram e ficaram juntos”. É uma história construída através de olhares, silêncios, desejos e pequenas atitudes que vão mostrando o que cada um sente.
E o final deixa tudo ainda mais amargo, principalmente quando descobrimos que a namorada de Juan está grávida e Gabriel acaba sendo afastado daquela vida.
No fim, Um Loiro, Um Rubio é uma história triste não necessariamente porque acontece alguma grande tragédia, mas porque fala sobre a dor de se apaixonar por alguém que também sente algo por você, mas que ainda tem medo de assumir quem é e viver esse sentimento.
É um filme sobre desejo, medo, descoberta e, principalmente, sobre como nem sempre duas pessoas que se gostam estão prontas para viver a mesma história.
⚠️ SPOILER! SPOILER! SPOILER! ⚠️
Gente… que perda de tempo. Sério. 😩
O filme tenta trabalhar a ideia de um abuso contra a mulher através do terror, e até aí eu acho que existia uma proposta interessante. A protagonista perde o marido, e é a partir daí que toda a história começa a desandar ou melhor, começa a entrar em uma grande bagunça.
A história envolve uma família que já é completamente desestruturada e doente. O avô do marido da protagonista mexia com demônios e fazia parte de uma espécie de seita. Quando a mãe da família começou a ficar doente, o pai passou a ficar cada vez mais obcecado por essas coisas sobrenaturais. E é aí que entra a famosa adaga, que teria o poder de matar os demônios.
A ideia da adaga, inclusive, poderia ser interessante. O problema é que o filme simplesmente joga isso na história e pronto. Fala do avô, fala da seita, apresenta o livro dos mortos, apresenta a adaga… mas você fica pensando: tá, mas de onde veio essa adaga? Qual é exatamente a história dela? Parece que faltou desenvolver melhor tudo isso.
E o pior é que a família inteira é problemática. A protagonista sofria abuso do próprio marido, mas não era somente ele. Existe uma dinâmica completamente abusiva entre os membros daquela família, como se todos fossem, de alguma forma, vítimas e ao mesmo tempo responsáveis por perpetuar aquela violência. É uma família completamente doente e desestruturada.
Enquanto isso, os demônios ficam tentando a todo custo conseguir a adaga. Primeiro vão atrás de um, depois de outro, depois acontece outra coisa… e o filme vai ficando cada vez mais confuso.
E preciso falar do irmão do marido da protagonista: que homem inútil! 😂 O cara, em vez de tentar proteger a esposa do irmão, simplesmente sai correndo e deixa a mulher para trás. Ela acaba sendo morta e você fica assistindo pensando: MEU DEUS, QUE MOLENGA!
O filme inteiro me fez passar raiva.
E olha que eu gosto de A Morte do Demônio. A Morte do Demônio: A Ressurreição, por exemplo, eu acho maravilhoso. Mas esse aqui… gente, que bosta. 😭
O mais frustrante é que o filme começa seguindo um caminho que parece interessante, dá a impressão de que vai desenvolver uma história legal sobre essa família, os demônios, a adaga e todo esse passado sombrio. Só que, quando você percebe, ele simplesmente muda de direção e vira uma sequência de sangue, violência e gore.
E esse é outro problema: parece que o filme está muito mais preocupado em mostrar sangue, sangue e mais sangue do que em desenvolver a própria história. O gore acaba ocupando o espaço que deveria ser usado para construir melhor os personagens e explicar toda aquela mitologia.
No fim, ficou uma história extremamente jogada, confusa e que me fez passar mais raiva do que medo.
Vale a pena assistir? Olha… quando você não tiver absolutamente nada para fazer da sua vida, talvez. 😂
E graças a Deus eu não fui ver isso no cinema, porque aí eu realmente teria ficado revoltado de ter gastado dinheiro com esse filme.
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Bons filmes!
Equipe Filmow
Edifício do Medo é horrível. Que filme sem pé nem cabeça! Sério, até agora estou tentando entender o que exatamente ele queria contar, porque o filme simplesmente não explica nada.
No começo, parece que estamos diante de alguma coisa envolvendo alienígenas. Depois, do nada, começa a parecer que é um demônio. E aí você fica pensando: afinal, o que esse filme quer ser? Terror? Ficção científica? Sobrenatural? Porque ele tenta trabalhar tudo ao mesmo tempo e acaba não desenvolvendo nada direito.
Além disso, parece que o filme quer abordar temas como depressão, raiva e traumas, mas faz isso de uma maneira tão superficial que fica tudo jogado. Tem a mulher que perdeu o bebê e parece que o filme quer explorar o sofrimento e a depressão dela. Tem outro personagem que mata a própria vizinha, e mais uma vez parece que existe alguma tentativa de trabalhar a raiva ou algum trauma. Só que nada disso é realmente explicado ou aprofundado.
É como se o roteiro pegasse várias ideias diferentes, jogasse dentro de um prédio e esperasse que tudo fizesse sentido no final. Só que não faz.
Edifício do Medo foi uma experiência terrível. Um filme confuso, sem direção e que não sabe exatamente o que quer contar. E, sinceramente, não sei como consegui chegar até o final. Foi difícil.