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Data de lançamento
15 Ago. 1986Duração
Seth Brundie (Jeff Goldblum) é um cientista excêntrico que trabalha numa nova invenção, uma máquina de teletransporte - a TelePod. Ao seu lado, tem Veronica (Geena Davis), uma jornalista que acompanha seus projetos acreditando ser essa a história do ano. Ao experimentar seu novo invento, Seth não percebe que uma mosca entrou na cabine do teletransporte. O imprevisto faz com que os padrões moleculares do homem e do inseto se misturem e, pouco a pouco, o cientista vai sofrendo terríveis transformações.
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RIP Franz Kafka, você teria amado A Mosca, 1986.
Acho interessante como nenhum dos personagens são 100% bons ou maus. O Brundle é meio arrogante e, quando transformado na Mosca, vira um maníaco, mas no fundo ele tem um bom coração e é até meio inocente nas interações sociais. A Ronnie se mostra inicialmente interesseira, usando Brundle para conseguir um projeto, mas depois se mostra leal e amorosa a ele de verdade. Mesmo o Stathis, que se apresenta como o estereótipo do homem escroto, tem seu arco de redenção no final.
A base do filme é o seu body horror com os efeitos práticos, mas tem outro aspecto muito legal que ajuda a construir sua identidade: o humor. O tempo todo temos um humor ácido, trazido normalmente por Brundle, que ajuda a dar uma leveza e um sarcasmo depressivo para a história.
Eu realmente me surpreendi com A Mosca. Não esperava encontrar uma história tão interessante e, ao mesmo tempo, tão desconfortável. O filme vai muito além de simplesmente mostrar uma transformação monstruosa: ele trabalha muito bem o horror físico, mas também constrói um drama extremamente humano.
Todas as cenas da transformação, com aquelas maquiagens e efeitos práticos absurdamente bem feitos, criam uma ansiedade latente. Você sabe que aquilo vai ficar cada vez pior, mas mesmo assim não está preparado para acompanhar a degradação do personagem. E tudo isso explode de maneira cruel e tensa nos minutos finais.
Uma das cenas que mais me perturbou foi quando ele finalmente cai na real sobre o que aconteceu consigo. É quase como assistir alguém recebendo um diagnóstico que ninguém gostaria de receber só que levado ao extremo do horror. Existe uma sensação de impotência e desespero muito forte naquele momento.
O mais interessante é que, por trás de toda a transformação grotesca, existe uma história sobre perda, identidade e a deterioração de alguém que, aos poucos, deixa de reconhecer a si mesmo.
Um clássico absurdo do body horror. Extremamente desconfortável, perturbador e, justamente por isso, muito marcante. 🪰
A Mosca 8.5/10
Extremamente desconfortável. Todas as cenas da transformação com maquiagem e efeitos práticos criam uma ansiedade latente que explode nos tensos e cruéis minutos finais. Não é apenas um terror, como também um grande drama.
A cena que ele cai na real do que aconteceu consigo é bem perturbadora, lembra um diagnóstico que ninguém quer receber.
Um clássico absurdo do body horror, bota A Substância no chinelo. Jeff Goldblum tá foda. Assim como Geena Davis.
Depois de 40 anos do seu lançamento fui ver agora em junho de 2026 e gostei do filme, vale a pena dar uma conferida, bem costurado o filme.
Ótima refilmagem! O elenco é muito bom, principalmente o Jeff Goldblum.