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Data de lançamento
29 Ago. 2019Duração
Nos subúrbios de Buenos Aires, Gabriel acaba de se mudar com seu colega Juan. Tímido e reservado, Gabo está relutante com os sinais e investidas de Juan. Seus sentimentos parecem estar no lugar, mas a atração entre os dois é inegável.
O que começa como uma relação sexual casual, logo se transforma em um relacionamento íntimo e terno, que é tão doce quanto desolador.
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é um filme argentino de 2019 que conta a história de Gabriel, um homem tímido e reservado que acaba dividindo a casa com seu colega de trabalho, Juan. A partir daí, começa aquele clássico jogo de olhares, aproximações e desejos não assumidos.
No começo, Gabriel parece relutante em se entregar às investidas de Juan, mas, aos poucos, os dois vão criando uma conexão e acabam se envolvendo. E é justamente aí que o filme começa a ficar mais interessante, porque percebemos que, para Gabriel, aquilo vai muito além de uma simples atração. Ele realmente se apaixona por Juan.
O mais triste é perceber que Juan também desenvolve sentimentos por Gabriel, mas vive constantemente dividido entre o que sente e aquilo que acredita que deveria ser a sua vida. Ele quer estar com Gabriel, mas, ao mesmo tempo, quer manter a ideia de uma vida “normal”: sair com os amigos, jogar futebol, conviver com os colegas sem precisar lidar com os julgamentos e olhares que poderiam surgir caso descobrissem que ele se relaciona com homens.
E isso torna tudo muito doloroso. Gabriel está disposto a viver aquele relacionamento, enquanto Juan ainda não está preparado para assumir para si mesmo — e para os outros — aquilo que sente. Ele continua tendo uma namorada e tentando sustentar uma vida que, de certa forma, funciona como uma proteção para ele.
O filme é relativamente longo, mas acho que a duração faz sentido. Ele precisa de tempo para desenvolver a relação entre os dois e mostrar essa aproximação de maneira gradual. Não é simplesmente “eles se conheceram e ficaram juntos”. É uma história construída através de olhares, silêncios, desejos e pequenas atitudes que vão mostrando o que cada um sente.
E o final deixa tudo ainda mais amargo, principalmente quando descobrimos que a namorada de Juan está grávida e Gabriel acaba sendo afastado daquela vida.
No fim, Um Loiro, Um Rubio é uma história triste não necessariamente porque acontece alguma grande tragédia, mas porque fala sobre a dor de se apaixonar por alguém que também sente algo por você, mas que ainda tem medo de assumir quem é e viver esse sentimento.
É um filme sobre desejo, medo, descoberta e, principalmente, sobre como nem sempre duas pessoas que se gostam estão prontas para viver a mesma história.
É um daqueles filmes onde o silêncio fala mais, as expressões comunicam mais e o ambiente toma uma boa parte da obra, é um filme bem pé no chão em todos os sentidos, dois gays que passaram a vida reprimidos internamente e externamente conseguindo encontrar um no outro a frustação de não poderem viver uma vida que querem, só que o juan tem atitudes mais "tóxicas", ele meio que aceitou ser enrustido sempre e não querer mudar a sua vida, eu amo o final porque o gabriel tem o apoio da sua filha, me dá uma sensação de que ele agora pode formar uma familia ou ficar mais perto da sua filha, é como se ele ficasse com mais coragem de enfrentar a vida, o ponto da minha pontuação baixa é justamente o film ser MUITO arrastado, eu tive que parcelar esse filme umas 3x porque eu não tava mais aguentando ver tanta cena parada que duravam até uns 4 minutos só parada e eu olhe que eu gosto de filmes lentos mas tem que haver alguma coisinha pra não ficar tão arrastado desse jeito, no mais, é um filme bom, é bem realista!
Caiu na minha mão por acaso e sem saber de nada da história, arrisquei. E gostei.
A tensão sexual entre eles no início foi muito gostosa de ver e deu muito tesão.
E é claro que o putão ia estragar tudo.
Gabo foi forte, não deu um pio quando muitos iriam rodar a baiana. Foi forte por ter aguentado tanto, em silêncio. E sensato no final.
Ele se livrou do Juan e foi muito bem feito pra ele, o que tinha de gostoso tinha de tóxico.
Gente, tô surpreso com este filme. Foi o filme do Marco Berger que mais transmitiu tensão e o silêncio hablou muito. É fantástico como Gaston Re consegue expressar tanto só com olhares.
Impressionante como tem gente (vulgo Juan) com tantos amigos folgados, que não enxerga, e ainda acaba deixando de viver sua felicidade por conta das aparências.
O Gabo nunca mereceu o Juan, que desde o início provocou e depois vai com essa de não quero mudar. Me poupe! Sem paciência para quem não sabe o que quer e fica enrolando os outros... Gabriel demorou a perceber, mas acho que ele precisou passar por tudo isso para ter segurança do que queria.
Lindo mesmo foi a cena final com a mini querida respondendo ao pai bem de boas. Muito fofa!
No mais, é um filme que prende totalmente por conta dos momentos de tensão e mostra com muita delicadeza e fidelidade em cada detalhe do dia-a-dia. Me fez até refletir sobre minha rotina.
Ótimo filme. A realidade vivenciada por muitos caras que ainda vivem no armário, projetando uma vida de realizações héteras e uma relação paralela. A cena final mostra que as relações nem sempre se sustentam de finais felizes. 🤔☺️