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Durante a noite de estreia de uma peça teatral que lida com conflitos entre amor e trabalho, Skene - seu controlador diretor - tem uma epifania sobre como essa obra se construiu. Enquanto reflete sobre sua colaboração com Jacqueline, a vulnerável, mas evasiva escritora da peça, ele percebe que, na verdade, não estava no controle da história, mas que foi manipulado o tempo todo por Jacqueline, não apenas para fazê-lo dirigir a produção do jeito que ela queria, mas também para estimular a criatividade dela. Os limites entre vida real e ficção começam a se confundir, ao mesmo tempo em que Skene começa a suspeitar que ele possa ser apenas um personagem dessa trama, enquanto se vê às voltas com questões existenciais.
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Entrelinhas é um filme com grande pretensões, mas que falha na sua entrega. Ele se inicia dando elementos ricos para contar uma boa história de realidade misturada com ficção dentro do próprio filme, mas acaba tropeçando em seu próprio roteiro e em uma montagem que faz o filme parecer uma série de TV pré advento da Netflix.
Jaqueline é uma autora que escreve peças baseadas em suas próprias vivências e sonhos, e encontra o diretor de teatro Skene que resolve encenar uma de suas obras. No período de preparação da peça, Skene vai se envolvendo com Jaqueline, em um movimento que remete a como o teatro flerta com a literatura enquanto artes distintas mas interligadas. Jaqueline por sua vez, provoca Skene com suas histórias que confundem fantasia com realidade, assim como ela faz com seus outros casos de amor.
Para mim, perde-se a oportunidade de apresentar algo mais rico em termos estéticos e de roteiro.
Nota 2,5 em 5