“Era Uma Vez” é um conto de fadas para adultos, uma verdadeira ‘bedtime story’ da transformação de uma princesa rica, altiva e inacessível que se torna uma mulher pobre, humilde e apaixonada, como consequência das agruras da vida que lhe são impostas por um príncipe a quem ela recusou e que engendra um esquema para conseguir tê-la.
Feito após Os Estigmatizados e antes de Miguel e O Martírio de Joana D'Arc], "Era uma vez" é um filme simples, mas que conta com uma bela fotografia e com o encanto das histórias de encantar.
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Apesar de boa parte do conteúdo e filmagens estarem perdidos é um bom Deyer. Distinto, inicia quase como uma comédia e termina num drama romântico interessante;
O início excessivamente palaciano dava a entender que o filme seria chato, exacerbadamente teatral e carregando em seu âmago os meus defeitos conteudísticos de OS ESTIGMATIZADOS/ AMAI-VOS UNS AOS OUTROS... Mas, de repente, o roteiro dá uma guinada surpreendente e moralmente valorativa, que tem muitíssimo a ver com a tônica romântica da segunda metade da filmografia dreyeriana. Muito bom! (WPC>)