Barcos de contrabando descerão o Rio Nakagawa até “A Ilha”. Lá vão ficar escondidos à espera de seus clientes. Nesta ilha fica a famosa e temida Taverna de Fukagawa, um lugar estranhamente intocado pela polícia, onde homens estranhos e sem propósito moram junto a seu chefe. Certa noite, eles acolhem um rapaz ferido chamado Tomijiro.
No entanto, a chegada de novos oficiais na região pode ameaçar a existência da Taverna.
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Um diretor acima da media
Kobayashi mais uma vez nos oferece uma direção impecável, mas é interessante notar que mesmo um mestre em sua arte pode falhar em conjugar adequadamente todos os elementos da linguagem cinematográfica. Presenciamos cenas cuidadosamente construídas, uma fotografia P&B magnífica e boas atuações; no entanto, temos um enredo arrastado, que pouco aprofunda a maioria dos seus personagens e não convence suficientemente na motivação destes.
Ainda assim, principalmente pelo aspecto técnico e visual, a obra vale ser assistida (principalmente pelas incríveis cenas do ato final).
Inn of Evil é um filme interessante porém mediano do mestre Kobayashi.
Sou fã do Kobayashi mas pela primeira vez me senti muito distante vendo um de seus filmes. Não tem a grandiosidade visual ou um roteiro arrebatador como outros filmes, apesar da sempre boa atuação do Nakadai, achei um filme de certa sem muita graça.
Uma idéia muito boa que poderia ser melhor explorada. Mas digno de ser assistido, como qualquer filme do diretor japonês.
Kobayashi tem uma preferência por personagens marginalizados que me encanta. Ele põe-nos do lado dos rejeitados, dos tratados como inferiores, e demonstra a grandeza de espírito que estes homens têm, ao contrário dos bem-nascidos.
Neste filme aqui não é diferente, e ele vai bem longe nesse aspecto elegendo como heróis um grupo de contrabandistas perturbados e libertinos, vistos pela sociedade “sã” como “criminosos maus” em essência.
Ótima construção de personagens, apesar de serem muitos e não ficarmos sabendo de vários detalhes a respeito deles - com exceção de Sadashichi, Tomijiro e do bêbado sem nome, que têm parte de suas vidas devidamente contadas (Kobayashi adora invocar os tormentos de pessoas simples) - conseguimos gostar de todos, como amigos.
O final é enigmático como sempre, trágico mas com esperança pro futuro - o que parece ser uma marca do diretor.
Como em outras obras de Masaki podemos desfrutar do perfeccionismo nos enquadramentos e da ótima trilha sonora de Takemitsu.
Achei curiosa a tradução do título para o inglês, pois é uma antítese à mensagem do filme, já que o título original significa “Damos Nossa Vida por Nada”, demonstrando a coragem e bondade dos “marginais”, enquanto que o título em inglês “Taverna da Maldade” sugere o que deles pensa a sociedade.