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Documentário com cenas de ficção e depoimentos, com uso excessivo de maquiagem e longas entrevistas com personalidades do mundo artístico. “O primeiro filme realista do mundo a mostrar a doença cuja única saída é a morte. Informações, verdades, mentiras, depoimentos e as cenas reais da peste do século.”
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Rapaz, David Cardoso atirou no que viu e acertou no que não viu. De uma possível campanha e propaganda de alerta contra a propagação da doença, o filme envelheceu e se tornou um documento histórico que mostra como a sociedade brasileira era ignorante e preconceituosa.
A intenção foi boa, mas a falta de informação na época, e o preconceito deram a tônica dos depoimentos.
aai que asco de documentario! nossa, a agonia me corroeu a ponto de nao conseguir terminar de ver! nossa, e as cenas de atuação... nossa, muito horrivel! fico imaginando como foi para o pessoal da epoca que tinha AIDS e aqueles que eram vistos como os possiveis a terem AIDS... nossa, muito desserviço esse documentario!
A transição política e cultural para um tempo de maiores liberdades foi bem representada em diversos filmes nacionais do início da década de 1980, destaque para o "sacanageral" de Rio Babilônia (1982), assim como o medo das consequências de um tempo promíscuo e libertino foi muito bem expresso em Estou com AIDS. Se há algo positivo a se dizer da película, termina por aqui. Como Ariadne citou, o filme serve APENAS como amostra, nitidamente exagerada, do medo crescente e urrante que foram os primeiros anos da AIDS no Brasil. Um prato cheio para os moralistas, repletos de hipocrisia, como muito provavelmente o caso do próprio diretor do filme e da grande maioria dos entrevistados, apesar das boas intenções de alguns.
Um verdadeiro show de horrores, assisti com espanto a pobreza das informações e condutas divulgadas a respeito da doença, o estímulo ao suicídio e ao preconceito e, sendo estudante de Medicina, lamentei como um filme tão pesado e prejudicial pôde ter sido das maiores representatividades que os soropositivos tiveram numa época sombria. Em relação ao quesito SAÚDE PÚBLICA, o filme deveria receber estrelas negativas. Consegue fazer o contrário de tudo que hoje é o padrão de abordagem do HIV e da AIDS.
Quanto aos quesitos técnicos, nada se salva: roteiro, direção, fotografia, trilha sonora, atuações, TUDO no filme é deplorável e pitoresco. Trash define.
Parafraseio Téo: da saúde pública às atuações, o filme é deprimente em todos os aspectos. Vale a pena apenas para quem nutre grande curiosidade acerca do contexto da AIDS nos anos 1980.
As frases e a chamada para o filme, já expostos no cartaz, indicam o tom não apenas sensacionalista mas extremamente negativo sob a doença e sob os homossexuais. Mesmo com as informações sobre o vírus ainda bem escassas, os depoimentos são sofríveis e a parte ficcionalizada é ainda pior.
Visto hoje, o filme é deprimente em todos os aspectos.