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I Was at Home, But - Estados Unidos da América
Sinopse
Depois que uma jovem estudante de apenas 13 anos desaparece sem deixar rastros e reaparece misteriosamente uma semana depois, sua mãe e seus professores são confrontados com questões aparentemente vitais e influentes em seu estranho comportamento.
Eu até entendo o ritmo do filme. Falar sobre solidão demanda algo mais atmosférico. E até que no começo estava indo tudo bem. Os surtos de Maren Eggert são impressionantes, assim como o monólogo durante o plano sequência. Confesso também que ouvir Let's Dance foi um tanto inusitado. O problema é que, a partir da metade, o filme começa a ficar muito arrastado, com cada cena demorando uma eternidade e sem precisão. Termina como um belo sonífero.
Vi esta obra dura ao término de uma mini-maratona com cinco obras da diretora. É uma pausa, em verdade: preciso respirar, depois volto aos filmes anteriores que ainda não vi. Aqui, ela assume definitivamente a verve bressoniana. Mas não resume-se a isso: não é necessariamente uma continuadora, mas uma ressignificadora. Como fiquei encantado depois de O CAMINHO DOS SONHOS, não gostei tanto deste filme mais recente (incomodei-me um pouco com a aparente redundância emocional dos diálogos metalingüísticos sobre teatro), mas, ainda assim, é um filmaço, muitíssimo merecedor da láurea de Melhor Direção que recebeu no Festival de Berlim. Maren Eggert está ótima como protagonista, atriz recorrente nesta fase definitiva da carreira da diretora. Minha mãe perguntou: "ela sempre trabalha com os mesmo atores, é?". Para entregar-se a um nível tão radical de projeto directivo, ajuda conhecer os procedimentos anteriores, respondi-lhe, mais ou menos. Neste roteiro, há uma narrativa mais definida, quase contínua, não são tantos os pontos de fuga em aberto. Há muitos pontos de fuga, corrijo, mas "interpretáveis" (risos). Narrativamente, seria o filme mais acessível dela; formalmente, não. As cenas de natureza são belíssimas. A interpretação canina (e asinina) é fabulosa, tanto quanto a dos atores humanos. A culminação segura de um enorme talento: Angela Schanelec é simplesmente genial! (WPC>)
O ritmo é lento, mas o filme é muito profundo, e com questões interessantes.
Eu até entendo o ritmo do filme. Falar sobre solidão demanda algo mais atmosférico. E até que no começo estava indo tudo bem. Os surtos de Maren Eggert são impressionantes, assim como o monólogo durante o plano sequência. Confesso também que ouvir Let's Dance foi um tanto inusitado. O problema é que, a partir da metade, o filme começa a ficar muito arrastado, com cada cena demorando uma eternidade e sem precisão. Termina como um belo sonífero.
Tava indo, mas... é muito encenado pra algo aceitável.
Teatral demais...
ABANDONEI com 55 minutos.
Vi esta obra dura ao término de uma mini-maratona com cinco obras da diretora. É uma pausa, em verdade: preciso respirar, depois volto aos filmes anteriores que ainda não vi. Aqui, ela assume definitivamente a verve bressoniana. Mas não resume-se a isso: não é necessariamente uma continuadora, mas uma ressignificadora. Como fiquei encantado depois de O CAMINHO DOS SONHOS, não gostei tanto deste filme mais recente (incomodei-me um pouco com a aparente redundância emocional dos diálogos metalingüísticos sobre teatro), mas, ainda assim, é um filmaço, muitíssimo merecedor da láurea de Melhor Direção que recebeu no Festival de Berlim. Maren Eggert está ótima como protagonista, atriz recorrente nesta fase definitiva da carreira da diretora. Minha mãe perguntou: "ela sempre trabalha com os mesmo atores, é?". Para entregar-se a um nível tão radical de projeto directivo, ajuda conhecer os procedimentos anteriores, respondi-lhe, mais ou menos. Neste roteiro, há uma narrativa mais definida, quase contínua, não são tantos os pontos de fuga em aberto. Há muitos pontos de fuga, corrijo, mas "interpretáveis" (risos). Narrativamente, seria o filme mais acessível dela; formalmente, não. As cenas de natureza são belíssimas. A interpretação canina (e asinina) é fabulosa, tanto quanto a dos atores humanos. A culminação segura de um enorme talento: Angela Schanelec é simplesmente genial! (WPC>)