Eva chega do interior, para frequentar uma escola técnica. Mas o início das aulas só aconteceria no dia seguinte, por isso, Eva tem que, à noite e sem dinheiro, encontrar um lugar para dormir.
Apesar de eu não saber nada sobre filme e diretor, sabia mais ou menos o que encontraria, antes da sessão. De fato, o nível de crítica política à burocracia e aos entraves de um comunismo autoritário e de "fachada" teve a ver com as minhas expectativas, mas, ainda assim, fui surpreendido por um senso de humor honesto e brilhante no modo como espelha, em chave invertida, os motes institucionais, como se fosse uma paródia de M, O VAMPIRO DE DÜSSELDORF. Gosto muito da presença cênica de Barbara Lass, a ponto de eu encará-la como uma representação idealizada do socialismo enquanto projeto, mas o contato com uma sociedade corrompida deturpa as suas ótimas intenções. É mais ou menos o que acontece com o filme: achei-o ótimo em projeto, mas não tanto em execução. A adesão ao humor exagerado e físico (nas situações envolvendo a granada, sobretudo) estragou a leveza do que estava me fascinando na obra, cuja musicalidade sardônica merece extremos aplausos, bem como a coragem das denúncias (inclusive, no que tange à repressão do erotismo cidadão). Foi uma bela descoberta, para além de um ou outro enfado: o desfecho metalingüístico é um primor! (WPC>)
Acho que o pessoal anda meio sem "saco" pra comentar os filmes aqui. Quando vejo um filme, digamos assim, diferente, corro aqui pra ver os comentários do pessoal antenado e muitas das vezes (como é o caso desse), não tem nenhum.Entendo que assim, a finalidade do site fica meio prejudicada.
Apesar de eu não saber nada sobre filme e diretor, sabia mais ou menos o que encontraria, antes da sessão. De fato, o nível de crítica política à burocracia e aos entraves de um comunismo autoritário e de "fachada" teve a ver com as minhas expectativas, mas, ainda assim, fui surpreendido por um senso de humor honesto e brilhante no modo como espelha, em chave invertida, os motes institucionais, como se fosse uma paródia de M, O VAMPIRO DE DÜSSELDORF. Gosto muito da presença cênica de Barbara Lass, a ponto de eu encará-la como uma representação idealizada do socialismo enquanto projeto, mas o contato com uma sociedade corrompida deturpa as suas ótimas intenções. É mais ou menos o que acontece com o filme: achei-o ótimo em projeto, mas não tanto em execução. A adesão ao humor exagerado e físico (nas situações envolvendo a granada, sobretudo) estragou a leveza do que estava me fascinando na obra, cuja musicalidade sardônica merece extremos aplausos, bem como a coragem das denúncias (inclusive, no que tange à repressão do erotismo cidadão). Foi uma bela descoberta, para além de um ou outro enfado: o desfecho metalingüístico é um primor! (WPC>)
Um filme gostosinho de se ver, vale a pena para conhecer :)
comédia polonesa que lembra muito as nossas chanchadas ingênuas da mesma época!
Acho que o pessoal anda meio sem "saco" pra comentar os filmes aqui.
Quando vejo um filme, digamos assim, diferente, corro aqui pra ver os comentários do pessoal antenado e muitas das vezes (como é o caso desse), não tem nenhum.Entendo que assim, a finalidade do site fica meio prejudicada.