Uma mulher sofre com a perda do homem amado. Um incêndio em sua casa destrói diversos objetos, mas fotos e um diário escrito por ele são resgatados. Com esses elementos em mão, ela decide percorrer o mesmo caminho feito por ele, conhecendo as mesmas pessoas e vivendo as experiências indicadas nas fotos e nas frases do diário.
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Faz muitos anos q tentei assistir este filme...Só lembro de arrastar o timer do filme para ver se alguma coisa acontecia, ou se haveria alguma coisa q remotamente fosse interessante. O primeiro dialogo, ou algo q parecia lembrar um dialogo, só apareceu depois de 30 minutos de filme. Um disperdicio de tempo.
Dá pra notar a preocupação estética com a fotografia, mas isso não consegue prender em suas 2 horas de marasmo em cenas gigantes e desnecessárias.
Como diria o filosofo Renato Russo: Tédio com um T bem grande pra você, ou como dizem os pseudo-cults, uma narração subjetiva com várias interpretações (um monte de imagens sem nexo na tela e pense o que quiser). Nota 2,0. 2*
É o primeiro filme que eu assisto da cineasta Paula Gaitán, então, estranhei bastante o ritmo no qual ele foi construído (após ouvir algumas entrevistas dela, compreendi que faz parte da sua linguagem de produção).
O filme tem pouquíssimas falas - para não dizer quase nenhuma -; A história é narrada de forma bem subjetiva pela protagonista, o que leva ao telespectador a várias interpretações.
Ela remota os passos do amado ao visitar, os locais, recolher os objetos, as fotografias do seu amado por um vilarejo e, assim, ela revisita essas memórias como se desse vida de novo as recordações - mas, tudo isso é muito nebuloso no decorrer do filme - de um homem que após o prenúncio ou a sentença de uma doença mudou o seu estilo de vida. Recolheu-se ao campo e rendeu-se ao pequeno vilarejo cercado por animais, plantas, flores, árvores e rios e mulheres, muitas mulheres, por sinal.
Quando a protagonista refaz os caminhos percorridos por ele, afim de, lembrar ou imaginar de forma mais realista os escritos do pequeno caderno de notas. Ela encontra consolo e também é tomada pela autoflagelação, ao descobrir coisas que não imaginava. Como descobrir os desejos, anseios, sensações do seu amado. Quando ela se (re)aproxima deste homem e suas lembranças, ela adentra-se ao pequeno vilarejo, exilando-se, como ele, da sua vida, da cidade e do caos.
O mais interessante deste filme é que ele não termina após os créditos, por isso, é tão marcante.
O filme inteiro se passa em um fluxo de pensamentos. Não obedece a lógica linear da realidade, mas sim a lógica fragmentada e as vezes aleatória dos pensamentos, das lembranças, dos sonhos e da imaginação. A partir disso, a diretora Paula Gaitán cria uma 'porta' para os sentimentos da protagonista e tudo o que vemos em tela são representações abstratas do caos emocional de uma mulher em luto pela perda de um grande amor. Várias mulheres que podem ser uma só, ou apenas uma mulher que pode ser várias ao mesmo tempo. O cuidado com uma planta moribunda pode remeter a um coração destroçado, e um quarto repleto de janelas quadriculadas pode se mostrar uma prisão. Mas no último momento uma janela pode se abrir, indicando assim a possibilidade de liberdade e a esperança, enfim, de um admirável mundo novo.