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Duração
A artista Daisy Kenyon (Joan Crawford) tem um relacionamento com o advogado casado Dan O'Mara (Dana Andrews) e tem esperanças de casar-se com ele, se algum dia Dan divorciar-se de sua esposa Lucille (Ruth Warrick). Daisy então conhece o veterano de guerra Peter (Henry Fonda), um homem decente e carinhoso, mas que ela não ama. Entretanto, ele lhe oferece amor e uma relação estável. Ela decide casar-se com ele... ao mesmo tempo em que Dan consegue o divórcio.
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O Dan é simplesmente um dos personagens mais tóxicos que eu já vi num filme da Old Hollywood. Ele destruiu a vida de todo mundo ao redor dele: da Daisy, do Peter (outro bundão), da esposa e das filhas dele. Que carisma é esse que os personagens enxergam nesse homem chato e folgado da porra? Ele chega, manda o taxista esperar, desliga o toca-disco, já vai se servindo de café sem ninguém oferecer, solta uma meia dúzia de honeybunch e sugarplum (palavras que ele repete incessantemente pra manipular os outros) e espera que a Daisy morra de amores por ele. Tudo pra ele é extremamente conveniente, até que a Daisy resolve se dar o respeito e procurar um macho solteiro (ou no caso, viúvo). Os dois enchem tanto o saco dela, sufocam tanto ela tentando decidir o que ela deve fazer e com quem deve ficar, que ela chega fugir, e os dois malas vão atrás. Sério, se fosse pra me envolver com dois paguás desses, eu preferia ficar sozinho. As únicas personagens desse filme que eu não fiquei com ranço é a Mary Angelus e a Marie filha do Dan.
Drama muito bem conduzido por Preminger.O elenco ajuda bastante no desenvolvimento.Existe personagens odiáveis nesse que fica difícil sair feliz em alguns momentos.
>Assistido em 29 de Abril de 2023
Ótimo Melodrama com o trio central em grande forma. Dos três personagens Fonda é mais interessante e surpreendente ,Joan faz muito bem uma personagem forte e independente e Andrews equilibra arrogância e fragilidade. Claro que a direção do mestre Preminger é o fator determinante.
A temática em si não me empolga, o próprio melodrama do triângulo não me chama muito atenção, exceto aquela última frase que Henty Fonda solta e encerra um filme bastante comum de forma magistral.
Eu teria odiado o filme se o desfecho fosse diferente do que foi e parecia estar caminhando. Amarrou tudo de maneira nada superficial. Que texto! Nem preciso falar como a Joan Crawford está incrível aqui...