Primeiro documentário de Ingmar Bergman, realizado após construir sua casa na Ilha de Farö, no Mar Báltico. Produzido para a TV sueca, investiga o cotidiano dos moradores da ilha, as razões políticas e sociais de seu despovoamento.
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Bergman estava numa vibe tranquila e continuava suas homenagens e memórias familiares.Documentário com belos momentos,sempre naquele ritmo calmo que o diretor sempre ofereceu em seus filmes.
>Maratona Ingmar Bergman - Assistido em 09 de Janeiro de 2024
O documentário é bom, é interessante como Bergman consegue nos apresentar a vida local amaranhada com a história do local. Hoje, Fårö, tem ainda menos habitantes do que na época, e acho que é compreensível, porque eu realmente não entendo a pessoa querer morar em um local com um clima tão ruim. Moro na Inglaterra e não vejo a hora de nunca mais ter que encarar as condições climáticas daqui, Fårö parece ser ainda pior. A gente fica curioso sobre o destino de personagens apresentados, o diretor fez outro documentário sobre o local 10 anos depois e irei conferir com certeza. Morei na Alemanha em uma fazenda aonde tinha abate de animais, virei vegetariano desde então, confesso que as cenas apresentadas aqui me incomodaram. Tem que ter estômago.
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As sequências com as ovelhas são memoráveis! Também vemos no documentário uma das poucas vezes que Bergman fala de política, tratando de democracia, igualdade, bem-estar social, incentivando inclusive um dos moradores a fazer parte da política municipal. Enfim, é um belíssimo retrato da ilha!
Vendo a filmografia de I.B. em ordem cronológica, meu interesse especial nesse aqui era por se tratar do seu primeiro doc. E também pq finalmente ia conhecer um pouco mais da famosa ilha, já vista como locação/personagem antes em: Através de um espelho, Persona, Vergonha, Paixão de Anna e etc...
Há um contraste bonito entre as entrevistas feitas em P&B e o colorido quase saturado das demais imagens da ilha, só há um trecho de entrevistas em que há cor, muita cor...exercício da fala pela opção de imagem mais que a enfase no diálogo que ouvimos no mesmo momento, outra coisa que diz muito nesses trechos é que são as únicas entrevistas feitas em movimento, novamente um contraste com as demais, bem comportadas, estáticas.
O filme é praticamente um guia audiovisual da ilha, ficamos por ele sabendo como e onde as coisas funcionam aqui.
Há uma crueza nos registros de nascimento e morte que vai embrulhar estômagos mais sensíveis, são os momentos mais ralentados da fita em que a câmera para e e segue o tempo do ato...
Em vários diferentes momentos temos as entrevistas se encaminha para O que falta na ilha? Ou o que impede a vida de ser melhor ali...minutos depois com a conclusão do diretor o filme ganha um preciso tom de revindicação/ denúncia com o descaso, uma carta reclamante ao mesmo tempo que mostra seu remetente apaixonado pela vida ali.
O que mais gostei foi como o ciclo da vida está presente. O nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer transborda nesse retrato cru da vida dos moradores de Farö.