Uma misteriosa invasão de uma casa desencadeia uma sacudida no núcleo de uma família cosmopolita de classe média, e revela a fragilidade da verdade e o poder da perspectiva individual.
Ronny Trocker fez um filme cuja ambientação é espetacular, apesar de clichê: a família retorna para seu casarão e é surpreendida por passos e sussurros que os levam a crer estarem acompanhados. Todo o roteiro gira em torno desse mistério, ainda que tenham questões secundárias, como o relacionamento do casal, os problemas com a filha adolescente, o apego do filho ao bichinho de estimação pela falta de atenção dos pais. Mas estranhamente, tudo fica muito repetitivo e desinteressante, apesar do tom melancólico que acerta em cheio. É como se o filme não conseguisse criar um envolvimento necessário. Na revelação de quem está por trás dos acontecimentos, o espectador sai com uma sensação de frustração por aquilo que o filme poderia ter sido. Ao menos tem uma atmosfera e uma iluminação deliciosa de assistir.
O mais interessante foi dar de cara com o Noah de Dark aleatoriamente, além de uma sósia da Martha (jurei que fosse a Lisa Vicari). O filme é tedioso e pouco apresenta de interessante.
Interessante ao evidenciar o uso da câmera como artifício de distintas perspectivas mas ao mesmo tempo um tanto vago como retrato. “Fatores Humanos” é ousado na maneira como intercala a disposição de sua montagem e bastante apático na construção dramática de seus personagens. Tinha alcance pra ser mais contundente do que foi.
Ronny Trocker fez um filme cuja ambientação é espetacular, apesar de clichê: a família retorna para seu casarão e é surpreendida por passos e sussurros que os levam a crer estarem acompanhados.
Todo o roteiro gira em torno desse mistério, ainda que tenham questões secundárias, como o relacionamento do casal, os problemas com a filha adolescente, o apego do filho ao bichinho de estimação pela falta de atenção dos pais.
Mas estranhamente, tudo fica muito repetitivo e desinteressante, apesar do tom melancólico que acerta em cheio. É como se o filme não conseguisse criar um envolvimento necessário. Na revelação de quem está por trás dos acontecimentos, o espectador sai com uma sensação de frustração por aquilo que o filme poderia ter sido. Ao menos tem uma atmosfera e uma iluminação deliciosa de assistir.
O mais interessante foi dar de cara com o Noah de Dark aleatoriamente, além de uma sósia da Martha (jurei que fosse a Lisa Vicari). O filme é tedioso e pouco apresenta de interessante.
Um Haneke apático
Interessante ao evidenciar o uso da câmera como artifício de distintas perspectivas mas ao mesmo tempo um tanto vago como retrato. “Fatores Humanos” é ousado na maneira como intercala a disposição de sua montagem e bastante apático na construção dramática de seus personagens. Tinha alcance pra ser mais contundente do que foi.