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O documentário parte dos conflitos religiosos existentes em favelas e subúrbios do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte para analisar a crescente onda conservadora que paira sobre o país. O filme mostra como o crescimento desenfreado das igrejas evangélicas e suas relações com os traficantes que comandam as comunidades tem provocado um desequilíbrio de forças, resultando em inúmeros casos de intolerância religiosa. Fé e fúria aborda a conduta dos “traficantes evangélicos” e revela como religião e poder caminham juntos nas periferias das grandes cidades brasileiras.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
- toda raiva contra crente neopentecostal é pouca, pqp. tive que parar algumas vezes de tanto ódio
- são como um vírus que se infiltram em todos os lugares, não respeitam nada, querem tomar tudo
- bem didático, mostra como eles vem tudo como guerra
- o brasil e o mundo só vem piorando a medida que a quantidade de evangélicos aumenta
- destruindo os lugares de outras religiões e agredindo as pessoas, são uma verdadeira praga, queria eu que existisse esse tal arrebatamento mesmo e levasse todos embora
- traficantes e policiais, tudo evangélicos, nos estamos muito ferrados
- explica bem como eles já vão em cadeias, em lugares em que as pessoas estão vulneráveis para coaptar mais fiéis, tudo isso com aval dos poderosos
- assisti em uma data bem propícia, vários esquemas dessas igrejas e pastores e políticos envolvidos estão sendo descobertos e divulgados
- o final mostra como tudo isso foi utilizado para trazer o anticristo o poder, ainda bem que ele é tão incompetente que caiu pelas próprias merdas que fez, e ta ai chorando todo dia
- mas esse mal continua sempre a espreita
Onde posso encontrar?
Muito bom, e esteticamente lindo! 👏👏👏
doooida pra ver esse filme! que momento preciso que a estréia vai sair nos cinemas aaa
Por um lado, o filme foi bastante elogiado: a pujança de seu tema garantia um tratamento excelente de uma ferida em aberto no Brasil que redundou no bolsonarismo; por outro, um grande amigo chamou a atenção para uma guinada extrema na filmografia do Marcos Pimentel, que abdicou da estética em prol da relevância discursiva. No início, isso não incomodava-me. Afinal, os depoimentos eram equitativamente apresentados, mais ou menos como em SANTO FORTE: não havia recurso de autoridade, mas apelo expressivo, necessidade de compartilhamento emocional. Pouco a pouco, quando o filme avança em seus capítulos bem definidos [Guerra - Gritos de guerra - Armas - Outras Armas], o que era interessante soa forçado, visto que os entrevistados são utilizados para comprovar uma tese que já existia antes mesmo da feitura do documentário. E, assim, o fascínio se dispersa um pouco, ainda que o filme permaneça mui relevante em sua denúncia antibolsonarista, explicitada nos momentos derradeiros. Incomodou-me também a generalização na abordagem, visto que as comunidades mineiras e cariocas obedecem a regras de convívio distintas, inclusive no panorama político. Mas incita um debate extremamente válido: é ótimo! (WPC>)